A água - um bem necessário para todos Alagoinhas, Bahia

A água cada vez mais tem sido utilizada em nosso cotidiano. Às vezes nem percebemos o quanto a água é essencial e só lembramos disso quando sentimos sua falta. Até mesmo a pintura explora a água, são inúmeros os quadros famosos que ilustram paisagem que revelam a água, na forma de rios e mares.

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A água - um bem necessário para todos

Autores: Marçal Rogério Rizzo*, Diego Silva Nunes**, Elizangela Arcelino** e Jaqueline Natália Ferreira Santos**

O planeta terra tem dois terços de sua superfície ocupados por água, são aproximadamente 360 milhões de km2 de um total de 510 milhões. Entretanto 98% da água disponível no planeta são salgadas. João Bosco Senra no livro "O desafio da sustentabilidade" lembra que o compositor Guilherme Arantes chama o planeta Terra de planeta água.

A água cada vez mais tem sido utilizada em nosso cotidiano. Às vezes nem percebemos o quanto a água é essencial e só lembramos disso quando sentimos sua falta. Até mesmo a pintura explora a água, são inúmeros os quadros famosos que ilustram paisagem que revelam a água, na forma de rios e mares. Existem múltiplos usos para a água como: para beber; abastecimento doméstico; abastecimento industrial; aqüicultura; recreação e lazer; geração de energia; navegação; diluição de despejos; harmonia paisagística; preservação da fauna; preservação da flora; irrigação entre outros.

Dentro das ciências econômicas aprendemos que os recursos são escassos e as necessidades são ilimitadas. Isso pode ser aplicado para os recursos naturais, especialmente para a água. Em razão de sua escassez o tema "água" tem se tornado cada vez mais polêmico e há fortes rumores sobre possíveis guerras tendo a água como principal motivo.

"A água é vida! A ausência de água é doença e morte!". Essa frase foi extraída do livro "Água: oito milhões de mortos por ano: um escândalo mundial". Sabe-se que a ingestão de água potável é um dos mais importantes fatores para a conservação da saúde, prevenção das doenças e proteção do organismo contra o envelhecimento.

Recentemente, em novembro de 2006, Kemal Dervis (Administrador Mundial do Pnud/ONU) e Thevor Manuel (Ministro de Finanças Públicas da África do Sul) escreveram um artigo no jornal Folha de São Paulo com o título "A água como um direito humano" onde apresentaram números alarmantes: "[...] atualmente, 1,1 bilhão de pessoas carecem de acesso regular a água potável para beber, tomar banho ou cozinhar. [...] dois milhões de crianças morrem a cada ano porque suas famílias não têm acesso a água potável ou por falta de saneamento básico".

Mas qual é o verdadeiro e principal motivo pelo não acesso a água potável? O que podemos fazer para mudar essa realidade?

Na verdade, a água potável não tem chegado para todos em razão de dois motivos: o primeiro é que ela tem se tornado um bem econômico e sendo assim quem tem dinheiro tem água do contrário não. O segundo é a vontade política, pois o grande desafio é atender a todos, principalmente as camadas mais pobres da população. Kemal Dervis e Thevor Manuel afirmam que "[...] o acesso à água limpa e acessível deveria ser considerado um direito humano básico. Os governos podem e devem reconhecer esse direito, fazendo com que todas as pessoas tenham acesso a um mínimo de 20 litros de água potável por dia, recebendo-a gratuitamente quem não tiver meios para pagá-la".

Hoje há uma conta matemática terrível para os preços da água, pois quanto mais distantes forem as residências maior será seu preço. Um exemplo clássico dessa afirmativa são as populações que vivem em favelas, as quais pagam mais pelo preço da água. A lógica é perversa, pois quanto mais carente a população maior é o custo da água.

O Brasil é um dos países mais ricos em volume de água potável no mundo, aproximadamente 12%, mas parte da população brasileira vive sem esse recurso. A má distribuição de renda impede que a população mais pobre tenha acesso à água de boa qualidade e isso ocasiona graves problemas de saúde.

Necessitamos de uma política global para a água, onde haja um compromisso ético e moral em atender todo ser humano, principalmente as populações de baixa renda que não podem pagar pela água de qualidade. Deve haver um uso racional desse recurso para não comprometer as gerações futuras, afinal de contas, sem água não há vida! A água doce é, por si só, o recurso natural mais precioso da vida na Terra.

Essa discussão é ampla, polêmica e, sobretudo, recheada de opiniões divergentes e até mesmo opiniões de grupos que defendem a "mercantilização" desse recurso. Entretanto, convém nos posicionarmos em defesa da humanização do acesso à água.




Sobre o Autor

Marçal Rogério Rizzo: Professor Assistente na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) estando lotado no Campus de Três Lagoas no Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCS). É graduado em Ciências Econômicas, Especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo pela Universidade Estadual de Campinas/SP (CESIT/IE/UNICAMP), Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA), Especialista em Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Toledo de Araçatuba/SP (UNITOLEDO), Especialista em Gestão e Manejo Ambiental na Agroindústria pela Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA), Mestre em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas/SP (IE/UNICAMP) e doutorando em Geografia na área de Dinâmica e Gestão Ambiental pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCT/UNESP) – Campus de Presidente Prudente/SP.


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