Analisando a formação acadêmica dos professores Brasília, DF

Veja no artigo abaixo uma breve análise sobre a formação acadêmica dos professores. A atual sociedade está exigindo, cada vez mais, uma escola comprometida com mudanças e transformações sociais. É necessário assegurar uma formação de professores que possibilite ao profissional docentesaber lidar com o processo formativo dos alunos em suas várias dimensões.

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Analisando a formação acadêmica dos professores

A formação e os saberes dos professores são temas afins, amplamentediscutidos nas esferas acadêmicas e governamentais, já que secompreende cada vez mais a importância do educador para a formação desujeitos participantes de um mundo globalizado e exigente. As pesquisassobre este tema apontam para uma revisão da compreensão da práticapedagógica do professor, que é tomado como mobilizador de saberesprofissionais, considerando que em sua trajetória, o professor constróie reconstrói seus conhecimentos conforme a necessidade de suautilização, suas experiências, seus percursos formativos eprofissionais. Estas discussões trazem a tona também o problema daqualidade na formação docente, que se traduz não somente como saberministrar conteúdos, mas como saber estimular a reflexão, a crítica e oamplo aprendizado do aluno. Dessa forma, este trabalho objetiva fazeruma reflexão sobre os Saberes e a Formação dos Professores,considerando ainda os estudos sobre o Professor Reflexivo, já não épossível pensar na formação e nos saberes dos professores, nos temposatuais, sem se considerar a reflexão no exercício da docência. Assim,buscamos autores como Maurice Tardif, Selma Garrido Pimenta, CristianoA. G. Di Giorgi e Yoshie U. F. Leite, para embasar este trabalho, alémdas discussões e reflexões apontadas na disciplina “Perspectivas eTendências de Formação de Professores”, ministrada pelos professoresCristiano A. G. Di Giorgi e Yoshie U. F. Leite, no Programa de Mestradoem Educação da Unesp, campus de Presidente Prudente. PALAVRAS CHAVE: Educação. Formação Docente. Prática Pedagógica. Professor Reflexivo. Saberes Docentes. ABSTRACT: The training, knowledge and practice teachers are relatedtopics, widely discussed in academic and governmental spheres, as itunderstands the growing importance of teacher training for subjectsparticipating in a globalized world and demanding. The research on thispoint for an understanding of the teacher's pedagogical practice, whichis taken as mobilizing of knowledge professionals, whereas in itshistory, the teacher builds and rebuilds its knowledge as the need fortheir use, their experiences, their training and professional courses.These discussions bring to light the problem of quality in teachertraining, which is reflected not only know how to deliver content, butknowing how to stimulate reflection, criticism and extensive learningof the student. Thus, this work aims to reflect on the knowledge andtraining of teachers, considering also the studies of ReflexiveProfessor, I can not think of training and knowledge of teachers in thecurrent period, without considering the reflection in the exercise ofteaching. Thus, we sought authors as Maurice Tardif, Selma GarridoPimenta, Cristiano A. G. Di Giorgi and U. Yoshie F. Leite, based tothis work, in addition to the discussions and reflections given in thediscipline "Trends and Prospects for Teacher Education," taught byteachers Cristiano A. G. Di Giorgi and U. Yoshie F. Leite. Keywords: Education. Reflexive Professor. Pedagogical Practice. Teachers Knowledge. Teacher Training.

Introdução 

 "Há momentos na vida em que a questão de saberse alguém pode pensar de um modo diferente de como pensa e sentir de um mododiferente de como sente é indispensável para continuar observando erefletindo".  Michel Foucault 

 Nas últimas décadas, a idéia da formação e dos saberesdocentes tem passado por mudanças influenciadas pelas transformações ocorridasnos vários setores da sociedade, como, os tecnológicos, os econômicos, ospolíticos e os sociais, e ainda pela desvalorização da profissão e da perda daautoridade intelectual, pedagógica e moral do professor promovida tanto dentrodo próprio sistema educacional hoje existente, como também dentro de outrasesferas da sociedade.

Considerando-se que taistransformações afetam diretamente a sociedade, a educação e a escolapropriamente dita, há uma necessidade dos conceitos de formação do professor,dos saberes e das práticas docentes serem retraduzidos, repensados eproblematizados para o estudo e reflexão. Assim, propomos neste trabalho, uma breveexplanação acerca da formação dos professores e das práticas e saberes que sefazem necessário aos docentes na atual sociedade, já que os processosformativos devem considerar as situações de ensino, as novas competências e osnovos saberes que o ofício profissional docente requer neste milênio.

Selma Garrido Pimenta (1999),no livro Saberes Pedagógicos e atividade docente, aponta a necessidadede repensar a formação do professor diante do papel que hoje é posto a esseprofissional, 

E, então, para que formar professores? Contrapondo-me a essacorrente de desvalorização profissional do professor e às concepções que oconsideram como simples técnico reprodutor de conhecimentos e/ou monitor deprogramas, entendendo que na sociedade contemporânea cada vez mais se tornanecessário o seu trabalho enquanto mediação nos processos constitutivos dacidadania dos alunos, para o que concorre a superação do fracasso e dasdesigualdades escolares. O que, me parece, impõe a necessidade de repensar aformação dos professores. (PIMENTA, 1999, P. 15)    

Yoshie U. F. Leite e CristianoA. G. Di Giorgi (2004), afirmam que para se tratar desse assunto, é precisoantes pensar o papel da escola pública brasileira dentro do contexto atual, eainda questionar: "A escola é necessária hoje para crianças, adolescentes,jovens brasileiros?" (LEITE,U.Y. F.; DI GIORGI, C. A. G.; 2004, p. 136)

Osautores apontam que a democratização do ensino, que nos últimos anosoportunizou o acesso a escola pública, não veio acompanhada de medidas e açõesque garantissem a melhoria na qualidade do ensino, uma vez que a maioria dasescolas ainda mantém a mesma estrutura organizacional tradicional, o quepropicia aos professores uma prática condicionada, a qual impede que os mesmos semanifestem como sujeitos sociais e profissionais. Além disso, são delegadas àescola novas atribuições, diante das quais os professores desenvolvem o seutrabalho e suas práticas pedagógicas, sendo a partir dessas perspectivas,cobrados e criticados pela sociedade.  (LEITE, U. Y. F.; DI GIORGI, C. A.G.; loc. Cit)

A atual sociedade estáexigindo, cada vez mais, uma escola comprometida com mudanças e transformaçõessociais. Temos nessa sociedade uma educação que requer como essência no seudesenvolvimento uma linguagem múltipla, eficiente, capaz de abarcar adiversidade e, compreender os desafios que fazem parte do tecido da formaçãoprofissional do professor. 

É necessário assegurar uma formação de professores quepossibilite ao profissional docentesaber lidar com o processo formativo dosalunos em suas várias dimensões: cognitiva, psicológica, afetiva, ética e dosvalores universais. Para tanto, o processo formativo docente deverá estarvinculado a uma formação contínua que propicie o avanço a outras formas detrabalho, que busque estimular o trabalho coletivo e interdisciplinar,imprescindível para o desenvolvimento da capacidade de romper com afragmentação das disciplinas específicas. Exige ainda uma formação que promovaa participação ativa do professor no projeto político pedagógico da escola, nasolidariedade com os colegas e com os alunos, no compromisso com a emancipaçãode nosso povo. (LEITE, U.Y. F.; DI GIORGI, C. A. G.; RODRIGUES, S. A.,2005) 

No livro Uma outra escola épossível!, de Cristiano A. G. Di Giorgi, o autor apresenta uma propostapromissora a escola, a qual permite uma atuação mais ampla da mesma,conseqüentemente do professor, que deve avançar junto com a escola e asociedade:  

A idéia central é a seguinte: a escola deve avançar nosentido de ser legitimamente, institucionalmente e no imaginário social umaentidade que cumpra socialmente uma função de dinamizadora cultural e social doseu entorno, e é a partir do cumprimento dessa função mais ampla que ela poderáefetivamente atuar com eficácia no sentido de não apenas instruir, mas educarcrianças, jovens, adolescentes e adultos. (DI GIORGI, C. A. G; 2004, 138) 

Diante desse novo perfil que aescola e o professor têm que desempenhar, iniciamos alguns questionamentos.Quais saberes são necessários a formação docente? Como formar profissionaispara uma prática reflexiva dentro da escola?

Formação docente, saberes e práticas dos professores

Quais são os saberes que servem de base para ao ofício deprofessor? Noutras palavras, quais são os conhecimentos, o saber-fazer, ascompetências e as habilidades que os professores mobilizam diariamente, nassalas de aula e nas escolas, a fim de realizar concretamente as suas diversastarefas? Qual é a natureza desses saberes? (TARDIF, p. 9, 2002)

Os estudos sobre a formação,os saberes e as práticas docentes são temas imprescindíveis na atualidade, dadoo importante papel que este profissional desempenha na sociedade e o fato deestar centrado nele grande parte da responsabilidade pela educação, entendida,nos dias de hoje, no mais amplo sentido da palavra, ou seja, educaçãorelacionada não só a formação cognitiva, através da transmissão ou mediação deconhecimentos, mas também à formação cultural, política e cidadã, à formaçãopara a vida.

De acordo com os novos estudossobre formação de professores, considera-se a tendência do professor-reflexivo,"um intelectual em processo contínuo de formação." (PIMENTA, S. G,1999, p. 29)

A formação do professor reflexivorelaciona-se com um projeto humano civilizatório, daí a importância depropiciar aos professores uma formação com consciênciae sensibilidade social."Para isso, educá-los como intelectuais críticos capazes de ratificar epraticar o discurso da liberdade e da democracia." (PIMENTA, S. G, 1999,p. 31)

Selma Pimenta (1999)identificao tipo de professor que se faz necessário para as necessidadesformativas em uma escola que colabore com os processos emancipatórios dapopulação, apresentando a questão dos saberes como um dos aspectos consideradosnos estudos sobre a identidade da profissão do professor. 

Uma identidade profissional se constrói, pois, a partir dasignificação social da profissão; da revisão constante dos significados sociaisda profissão; da revisão das tradições. Mas também da reafirmação das práticasconsagradas culturalmente e que permanecem significativas. Práticas queresistem a inovações porque prenhes de saberes válidos às necessidades darealidade. Do confronto entre as teorias e as práticas, da análise sistemáticadas práticas à luz das teorias existentes, da construção de novas teorias.Constrói-se, também, pelo significado que cada professor, enquanto ator eautor, confere à atividade docente no seu cotidiano a partir de seus valores,de seu modo de situar-se no mundo, de sua história de vida, de suasrepresentações, de seus saberes, de suas angustias e anseios, do sentido quetem em sua vida o ser professor. (...) (PIMENTA, S. G, 1999, p. 19)  

Pimenta (1999) destaca ainda aimportância da mobilização dos saberes para a construção da identidadeprofissional do professor, identificando três tipos de saberes da docência: a) daexperiência, que seria aquele aprendido pelo professor desde quando alunocom os professores que foram significativos etc., produzindo na prática umprocesso de reflexão e troca com os colegas; b) do conhecimento, queabrange a revisão da função da escola na transmissão dos conhecimentos e assuas especialidades num contexto contemporâneo e c) dos saberes pedagógicos,aquele que abrange a questão do conhecimento juntamente com o saber daexperiência e dos conteúdos específicos e que será construído a partir dasnecessidades pedagógicas reais. Segunda aautora é importante superar afragmentação entre os diferentes saberes, tendo a prática social como objetivocentral, para que haja assim, uma re-significação dos saberes na formação dosprofessores.(PIMENTA, S. G, 1999, p. 20-4)

Dessa forma, Pimenta (2009),resgata a importância de considerar a formação própria do professor, numprocesso de auto-formação e de reelaboração dos saberes iniciais em confrontocom sua prática vivenciada, haja vista que é neste processo que os professoresconstituem seus saberes como prática, refletindo na e sobre esta prática.

Tardif, Lessard & Lahaye(1991) também apontam os diferentes saberes em que os professores se apóiam emsuas atividades profissionais: o saber curricular, proveniente dos programas edos manuais escolares, o saber disciplinar, que constitui o conteúdo dasmatérias ensinadas na escola; o saber da formação profissional, adquirido porocasião da formação inicial ou contínua; o saber experiencial, oriundo daprática da profissão, e, ainda, o saber cultural herdado de sua trajetória devida e de sua pertença a uma cultura particular, que eles partilham em maior oumenor grau com os alunos. (TARDIF, p. 297, 2002)

A questão dos saberesdocentes, para Tardif (2002), deve estar inserida nas várias dimensões doensino e no estudo do trabalho realizado pelos professores, já que estes sãoelementos constitutivos do trabalho docente, e o saber é sempre o saber dealguém que trabalha com um determinado objetivo. 

(...) o saber dos professores é o saber deles eestá relacionado com a pessoa e a identidade deles, com a sua experiência devida e com a sua história profissional, com as suas relações com os alunos emsala de aula e com os outros atores escolares na escola, etc. (...) umprofessor nunca define sozinho e em si mesmo o seu próprio saber profissional.Ao contrário, esse saber é produzido socialmente, resulta de uma negociaçãoentre diversos grupos.  (TARDIF, 2002, p. 11-3 )  

Dessa forma, Tardif (2002),considera que o saber dos professores é  um saber social, e isso seprocede devido a vários motivos. O primeiro é que o saberé partilhado por um grupo (no caso, professores) que têm formação comum,trabalham numa mesma organização e estão sujeitos a condicionamentos e recursoscomparáveis. O segundo porque a posse e utilização do saber têm um sistema quegarante sua legitimidade e orienta sua definição e utilização. O terceiromotivo seria o fato do saber possuir seus próprios objetos sociais, ou seja,suas práticas sociais. O quarto está relacionado a questão de  que o queos professores ensinam e sua maneira de ensinar evoluem com o tempo e asmudanças sociais. E finalmente, em quinto, temos a idéia de que o saber ésocial por ser adquirido no contexto de uma socialização profissional, ao longoda história profissional em que o professor aprende a ensinar e dominar o seuambiente de trabalho. (TARDIF, M., 2002, p. 12-4)

Considerando o saber como umaconstrução social, Maurice Tardif e Claude Lessard (2005) indicam que aatividade docente não é algo simples e natural, é uma construção social queimplica escolhas, e estas escolhas ao mesmo tempo em que tornam visíveisalgumas coisas, tornam outras ocultas, o que exige do docente optar por umcaminho, por um itinerário, sempre sabendo que também outros são possíveis."É preciso decidir entrar na floresta, tomar certos caminhos e trilhosparticulares". (TARDIF, M; LESSARD. C., 2005, p. 41). 

Assim os saberes dosprofessores devem-se constituir a partir de escolhas pessoais, e opções decaminhos a serem percorridos, possibilitando aos mesmos uma reflexão sobre oseu trabalho, já que a reflexão docente é ponto de partida para que esteprofissional se constitua como investigador de sua própria prática, a partir dareflexão dos objetivos e das lógicas que fazem sua concepção de educador, comoum ser que transforma e ao mesmo tempo é transformado pela própria profissão.

De acordo com Evandro Guedin(2002) a reflexão sobre a prática permitiria aos professores avançar numprocesso de transformação dessa prática pedagógica, já que este processo dereflexão permite intervenções e mudanças. (GUEDIN, 2002, p. 132) Haja que vistaque um bom professor não se faz apenas com teorias, mas especialmente com aprática e o estímulo a uma ação-reflexão e a uma busca constante de um sabermais e de um fazer melhor.

Guedin (2002) esclarece que ocaminho percorrido pelo horizonte da reflexão, representa a direção quepossibilita diante de todos os limites um rompimento com os próprios limites.Aponta, ainda que sem a reflexão o conhecimento não é totalmente atingido,diante do atual contexto:  

A reflexão como alternativa à educação, no contexto daglobalização, é uma especificidade que nos permite ultrapassar os muros damera reprodução das informações e dos conhecimentos produzidos por outros, paraque cada ser humano seja sujeito produtor de um conhecimento que te faz comopráxis comprometida politicamente. Isto é, o conhecimento não está situado nonível da informação. Ele vai muito além disso, ele é uma sistematizaçãoreflexiva a partir das informações  que a realidade nos apresenta. (...) Ainformação transmite-se, o conhecimento adquire-se através da reflexão crítica.(GUEDIN, 2002, p. 146-7) 

O autor ainda afirma que oprocesso reflexivo é resultado de uma longa trajetória de formação que se estendepela vida, pois representa a maneira de compreender a própria vida em seuprocesso, embora vivamos em uma sociedade que não possibilita espaços para areflexão e a educação. (GUEDIN, 2002, p. 147)

Dessa forma, Guedin (2002)propõe a reflexão como via de acesso a uma educação mais humana e maiscidadã: 

O caminho da reflexão é meio pelo qual se poderiapropor outra forma de cognição, quebrando-se com determinados modelostradicionais impostos como única alternativa de perpetuação da educação. Pensara reflexão como caminho exige-nos um ato de vontade e um ato de coragem geradore impulsionador de mudança. Todos os limites impostos a reflexão não são maisque portas abertas em direções que ainda não havíamos percebido. Tal apologiada reflexão tem por suporte a mais firme razão de que sem ela não podemos teracesso ao ser da humanidade. (...) Somente desta maneira poderemos possibilitara construção da cidadania responsável (...). (GUEDIN, 2002, p. 148)

Considerações Finais 

Pensar numa formação deprofessor que tenha como princípio a reflexão da prática e na prática, e quefundamente seus saberes a partir da vivência e da experiência do social, étornar possível uma educação que emancipa e que liberta, é caminho para aconstrução de uma nova escola, na qual a produção e a construção doconhecimento seja algo efetivo, não um mero sonho inatingível. Afinal,acreditamos que uma outra escola é possível, que uma outra educação é possível,e ainda que uma outra formação profissional para o professor também sejapossível, a partir das idéias que ora discutimos. 

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