Analisando a prática pedagógica Rio Branco, Acre

Este artigo tem como objetivo refletir a prática pedagógica perante o seu contexto junto à escola e as legislações. Pretendemos refletir as ações com as quais o docente é agente ora ativo, ora passivo e buscar elucidar as relações deste profissional com seu trabalho. Questionaremos também a questão da formação do professor.

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Analisando a prática pedagógica

Este artigo tem como objetivo refletir a práticapedagógica perante o seu contexto junto à escola e as legislações. Pretendemosrefletir as ações com as quais o docente é agente ora ativo, ora passivo ebuscar elucidar as relações deste profissional com seu trabalho. Questionaremostambém a questão da formação do professor no âmbito acadêmico e a partir destareflexão entrar na discussão dos problemas que isto acarreta, além das formascom as quais os educadores possuem entre si, com os funcionários da escola ecom os alunos. Mas principalmente, discorrer quanto a um tema muito comum nospresentes dias, o professor como principal responsável pela piora do ensino, ouseja, a noção de que o docente possui em suas ações todas as consequênciasnegativas que são em fato geradas por um processo sócio-político.

Da formação acadêmica

Quando o indivíduo interessado em lecionarbusca uma área acadêmica que lhe propicie o título de licenciatura plena em umadeterminada disciplina, começa um processo de formação de um novo ser docente.Ora, ao longo desta jornada o até então aluno, passará por uma série dedisciplinas que visam prepará-lo para exercer da melhor forma possível dentrodo universo da sala de aula. Entretanto, são realizados vários debates eaprendizagem que transmitem dimensões demasiadamente teóricas que por muitasvezes não dão conta de uma realidade geralmente contraria a estas teses.

Para dar solução a este tipo de problema,a graduação inclui, de maneira muito bem arquitetada, um estágio supervisionadono qual o futuro docente realiza seu primeiro contato com a vida profissional.É nesta atividade que o mundo pedagógico se faz mais presente e próximo a estealuno que será professor.Durante oprocesso, o discente é orientado por um acadêmico e deve então escrever umrelatório que consiga explicitar como foi este primeiro contato com a suafutura vida profissional.

A formação pedagógica a qual é realizadaao longo da graduação, deveria estar, ao menos em tese, interligada a políticaeducacional que é regulamentada pelos órgãos do governo. Entretanto, nem semprepolíticos e instituições de ensino superior estão em sintonia. Muitas vezes asleis criadas são distantes das ações práticas e por conta disso osestabelecimentos de educação superior não conseguem atingir aquilo que éproposto por aqueles que escrevem as leis. Com relação a isso Veiga escreve:

"A questão básica relativa a orientações legais é mais umameta do que a base de uma proposta de reconstrução profissional, dado o estadogeral de desvalorização progressiva do magistério. Esse processo de degradaçãoé acentuado pela ausência de medidas efetivas de valorização eprofissionalização. Há, portanto, a necessidade de uma política incisiva, queaponte para a efetivação das orientações legais e outras reivindicaçõesprofissionais vagamente definidas e não asseguradas na Lei, tais como: aqualificação de professores leigos, em cursos regulares..." (VEIGA, 1998, p.94)

Ora, a profissão docente é demasiadamenteafastada da realidade perante as formas com as quais é tratada pelo sistemaregulamentador da prática educacional. Em decorrência disto, o recém-formado,apesar das 300 horas de estágio que prevê a legislação, deverá buscar por sipróprio a melhor forma de trabalhar e se adequar ao que lhe é imposto.

O professor e suas ações

Passado o processo de formação pedagógicaa qual é submetido o novo docente, é chegado o momento da prática no sentidointegral da função docente. Evidentemente, recaí sobre os ombros do novoprofessor a responsabilidade de formar e preparar mentes jovens através doconhecimento adquirido junto a sua graduação. Em primeira instância, oprofissional exerce a ação/função de lecionar e é responsável por todo conteúdoe didática exposta para um melhor aproveitamento de seus alunos. Cabe ao agoraeducador adequar seus conhecimentos a uma linguagem acessível, fazendo assimcom que os objetivos educacionais sejam atingidos.

Entretanto, há um ponto muito relevanteao qual o professor não possui nenhuma maneira de interagir para conseguiralgum ponto que lhe seja mais útil. Uma vez mais mencionamos os métodosimpostos pelos sistemas sócio-políticos. Quanto a isso, observamos o que Riosafirma:

"A necessidade, concretamente presente no contextosócio-econômico em que se vive, é, efetivamente, o primeiro motor da ação doeducador. Entretanto, é importante lembrar que essa necessidade é histórica,situada, que há possibilidade de se atendera ela de múltiplas maneiras; há, atémesmo, possibilidadede não seatendê-la; e aí está o que faz a necessidade do saber escolar diferente deoutras necessidades sociais, e estas das que se encontram no plano danatureza." (RIOS, 1999, p. 61)

Fica evidente que os problemas encontradosna educação passam por uma série de atores e cenários que muitas vezes sãodeixados de lado para recaírem sobre a culpa apenas do professor e a escola. Emnossas instituições de ensino, de modo geral, os alunos acabam se tornandopeças de um depósito humano cuja responsabilidade de transformar tal quadro ésomente da escola e não de todos os agentes sociais, familiares e políticos.Cada vez mais fica complicado definir uma possível solução, ou possíveissoluções, para um problema em larga escala que é visto com um ponto focadofacilmente apontado.Se uma mudança no quadro educacional se faz necessária,esta deve ser pensada e realizada por todos os grupos inseridos na questão;professor, escola, família e políticos devem se entender para que possam surgirefeitos diretos que supram as necessidades existentes.

Umponto muito questionável no tocante a classe do professorado, diz respeito asua falta de integração enquanto classe, previamente planejado por um sistemaopulento, que acaba aumentando ainda mais os lapsos da educação, sobre isso,Veiga comenta:

"O que se espera e se deseja é que aprofissionalização do magistério seja um movimento de conjugação de esforços,no sentido de se construir uma identidade profissional unitária, alicerçada naarticulação entre formação inicial e continuada e exercício profissionalregulado por um estatuto social e econômico, tendo como fundamento a relaçãoentre: teoria e prática, ensino e pesquisa, conteúdo específico e conteúdopedagógico, de modo a atender à natureza e à especificidade do trabalhopedagógico" (VEIGA, 1998, p. 76)

Somente quando houver uma classe maishomogeneizada, poderemos discutir e garantir em conjunto novas possibilidadesque atendam as demandas importantes à guisa de suprir preceitos básicos para arealização de um bom trabalho pedagógico.

Assim sendo, podemos afirmar que éextremamente equivocado apontar e responsabilizar apenas um ponto quando o queacontece na realidade é um sistema todo ruído que não é, nas atuaiscircunstâncias, capaz de resolve um problema que pode e gera gravesconsequências que serão ainda mais complicadas de serem resolvidas. É, então,necessário se rever a formação e buscar um entendimento de todas as partes queparticipam de maneira ativa na formação do professor.

Referências

RIOS, Terezinha A. Ética e competência. 7° Edição. São Paulo, Cortez, 1999. (Coleçãoquestões da nossa época vol. XVI)

VEIGA,Ilma Passos Alencastro. Avanços eequívocos na profissionalização do magistério e a nova LDB. Campinas,Papirus, 1998)

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