Analisando as redes sociais e a administração urbana Rio Branco, Acre

O presente documento tem por fim demonstrar as potencialidades de novas tecnologias da informação e comunicação no mundo contemporâneo, pela formação de redes sociais. Este fenômeno contemporâneo possa imprimir mudanças imperativas na ordem cultural, social e organizacional, apontando para aspectos importantes em termos de administração urbana. Leia mais abaixo.

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Analisando as redes sociais e a administração urbana

1. INTRODUÇÃO

Novas tendências de cristalizar o ideal democrático por intermédio das redes sociais podem ser contempladas pela revisão objetiva de um elenco selecionado de autores, numa perspectiva internacional, permitindo a formação de senso crítico em relação aos temas emergentes na atual circunstância global da nova era fundada sobre os alicerces da tecnologia da informação, priorizados na sequência apresentada. 

Com esta breve revisão bibliográfica, o autor pretende possibilitar a leitura da temática em questão numa perspectiva acadêmica, dando arcabouço teórico a um conjunto de idéias destacadas pelos autores referenciados, de modo a alcançar o entendimento dos muitos pontos importantes que a análise de redes sociais pode suscitar pela abordagem daqueles que lhes pareceram mais significativos.

 2. DESENVOLVIMENTO

A intrigante revolução pela qual adentra-se no novo milênio pelas inovações tecnológicas recentes imprimiu mudanças significativas no modo de viver dos cidadãos, especialmente pelo uso de tecnologia da informação. Entre elas, a idéia da criação de réplicas virtuais exatas de cidades para oferecer interface de simples utilização aumentando assim a responsabilidade dos atores sociais na formação de redes sociais e igualmente na forma de compartilhar a governança urbana, constitui apenas um marco referencial nesta discussão.

Com relação ao conceito de redes, recorre-se ao trabalho de Laurindo Dias Minhoto em sua obra, “As redes e o desenvolvimento social” em que o autor apresenta um mapeamento das tensões no conceito de rede, baseado nos estudos do jurista alemão Günther Teubner, que apresenta como resultado da expansão na atualidade do chamado Grupo Empresarial, o fato das redes pluriempresariais constituírem uma forma organizacional flexível que visa à coordenação de centros de decisão relativamente autônomos: unitas multiplex, sofrendo tensão por uma espécie de movimento dialético entre o mercado e o plano, o espontâneo e o dirigido, que configura um híbrido institucional que Teubner (1993, p.245 e ss.) designa de mercado organizado “(MINHOTO, 2001).

Logo, “o termo rede, em sua multiplicidade, nos remete tanto a uma dimensão conceitual, como a uma vertente instrumental” (p.90). Entre várias definições apresentadas por este autor, observa-se que a metáfora foi à figura utilizada para tentar expressá-lo, reconhecida esta dificuldade e extensiva às tipologias. Entre as apresentadas, opta-se pela definição de Junqueira, qual seja: “Rede é uma proposta de ação, um modo espontâneo de organização em oposição a uma dimensão formal e instituída” (Apud. JUNQUEIRA, 1998, p. 96). 

Pela oferta de serviços típicos do Estado, no dever de viabilizá-los e desburocratizá-los, deve torná-los acessíveis ao público, por intermédio da interface, entre os mesmos e o cidadão, o que além da organização e disponibilidade de informações “on line” permite a canalização dos interesses comunitários, assim como projeta uma perspectiva de democratização e inclusão social via digital, o que amplia a participação e possibilita a efetivação da ação estatal via governança eletrônica.

Mais, que isto, permite ao cidadão que por ato individual, ou coletivo, por força dos movimentos sociais, possa interferir nos processos políticos de tomada de decisões pela manifestação de sua opinião em vários projetos toda vez que elas são compartilhadas com a sociedade civil, ou constatada a resistência diante do poder público, o que antecipa o nosso entendimento de redes sociais, na perspectiva participativa.

Observa-se a importância do estudo dos movimentos sociais, com especial foco nos movimentos em redes (networks) em que se denota a possibilidade de exclusão social, pela não participação e envolvimento tecnológico em termos de acesso à informação, o que coloca certas comunidades menos favorecidas à mercê da falta de qualidade organizacional (SCHERER;WARREN, 1993, p.20).

Há também uma outra vertente de interpretação, qual seja, a tendência a observar os novos rumos dados aos movimentos sociais a partir da década de 90, pelo reconhecimento das manifestações coletivas em torno de questões como por exemplo a redimensão das tendências políticas e culturais (SCHERER; WARREN, 1993, p.21). Em face às mudanças ocorridas na concepção de redes nas décadas de 50/60/70, na perspectiva macro-analítica social, direcionou-se o olhar em 80, dando especial atenção ao que era até então dado às micro-transformações, marcadamente, as questões relacionadas às práticas políticas articulatórias das ações localizadas, de redes de movimentos (networks) e na busca de metodologias que procurassem entendê-las. A autora crê que as perspectivas de análise dos movimentos sociais para os anos 90 devem considerar o papel das tecnologias de informação e dos meios de comunicação de massa nas formas de organização da sociedade civil, mesmo porque este campo teve um desenvolvimento notável nos últimos anos. A idéia a ser destacada, seria a de que em virtude da satelização a humanidade estaria assumindo novas posturas pela semelhança dos problemas que afligem a todos, tais como pobreza e desigualdade, mas que por outro lado, estaria longe de qualquer uniformização de valores (ibid. p. 25).

Entre as formas de participação social, via movimentos sociais, apresentam-se suas modalidades, quais sejam, os fóruns temáticos, as ONGs, o orçamento participativo, entre outros.

 Para Evelina Dagnino, tem-se como fruto da cultura do neoliberalismo o surgimento de grupos sociais, tais como comunidades, componentes de uma organização de bairro, homossexuais, feministas, pacifistas, ecologistas, invasores sem-teto, intelectuais, artistas, bandos, tribos, grupos de esquerda, entre outros (DAGNINO, 2000, p. 447). O Estado não pode simplesmente calar-se diante da necessidade dos atores em articular e vocalizar estes interesses, da mesma forma que a definição dos espaços aonde podem tomar lugar deve ser estratégia de governança e exercício democrático, pela efetivação dos espaços públicos tanto em formato como em resultado (DAGNINO, p. 300).

Em seu artigo “Virtual Communities and Social Capital”, Anita Blanchard reporta-se ao fato de que o declínio da participação envolve o sentimento de pertencimento à uma comunidade e a forma como opera, sendo esta a posição de Putnam (1993) incluída pela autora. Coloca em dúvida se as salas de chat, as conferências televisivas, e os quadros de boletins poderiam ser considerados comunidades, mas que de uma forma ou de outra são relevantes para o capital social, ou seja, a própria sustentabilidade (BLANCHARD, 1998, p. 293). (01)

Um aspecto importante observado refere-se à questão da governabilidade, decorrente de atores capazes de fazer frente às demandas, numa pauta de legitimidade de interesses, reconhecimento dos direitos, deslocando as práticas tradicionais apontadas por Maria Célia Paoli, em sua obra “Direitos Sociais”, tais como o “...mandonismo, clientelismo e assistencialismo em formas de gestão que se abrem à participação popular e as formas de negociação”(Telles, 1994). A utopia democrática começa na ausência da percepção apurada dos limiares da manipulação ideológica. Segundo Pierre Lévy o crescimento do ciberespaço resulta de um movimento internacional de jovens ávidos para experimentar, coletivamente, formas de comunicação diferentes daquelas que as mídias clássicas nos propõem. Em segundo lugar, que estamos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação, e cabe apenas a nós explorar as potencialidades mais positivas deste espaço nos planos econômico, político, cultural e humano (LÉVY, 1999, p. 11).

Evita-se com o uso de novas tecnologias que se incorra no colapso da própria história – justificada pela necessidade de salvaguardar as origens e raízes para vencer os desafios temporais e espaciais ao que a bibliografia estrangeira chama de “plethora” (Thatcher, 1998, p.402).

Vale lembrar as palavras de Kant, “Iluminação é a emergência do homem da imaturidade em que ele é o próprio responsável” (Burr, 1999, p. 02). (02) Logo, o fio discursivo em termos de interpretação dos fatos suscetíveis de análise no campo das ARS (Análise das Redes Sociais), requer atalhos aos conceitos técnicos e humanitários emergentes de forma a atualizá-los sob pena de incorrer-se em caos metodológico na tentativa de compreender e dar transparência aos fenômenos atinentes ao tema em questão na sua contemporaneidade. Especialmente os que envolvem cultura e sociedade mais como um culto para determinar as características dos grupos, a exemplo da palavra “inclusão” onde a interação possibilita a quebra da hegemonia de determinados grupos.

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2.1 A Visão Analítica da Escola Francesa na questão da cidade digital

Em consulta a obra “Cidade Digital”, da Escola Central de Paris, sob a direção central de Vitor Sandoval, com um comitê de leitura reunindo autores, abstrai-se inicialmente a idéia de que cenários futuros na evolução mundial tendem ao pensamento digital, tanto institucionalmente na esfera pública ou privada (ASSENS, 2000).Vitor Sandoval coloca a idéia da criação de réplicas virtuais exatas de cidades para oferecer interface de simples utilização (03) (p.13). Esta fase será igualmente marcada pela exploração da tecnologia de informação e de telecomunicações para a gestão de diversos serviços sociais, educacionais, culturais, a comunicação citadina e a cidade ciber (STOCKINGER, 2000, p. 11).

André Loechel, em seu trabalho “Nascimento e desenvolvimento das cidades digitais” reforça a idéia do surgimento de “smart communities” e “digital cities” (LOECHEL, 2000 p.15). Neste sentido, admite que seria possível fazer uma hipérbole entre os instrumentos de comunicação e de interação entre todas as representações da vida coletiva especialmente por serem instrumentos de participação do processo decisório (04) (p.17 e ss). Conclui seu trabalho, traçando um primeiro perfil da vida digital, que se reporta ao marketing urbano e a política, consciente do impacto mediático das tele-iniciativas (05) (p.53). Da mesma forma, a pesquisa universitária e as instituições públicas de maneira geral tem traçado esforço considerável para acompanhar as coletividades territoriais pela mobilização de suas análises e de seu conhecimento (p.55). Quanto às perspectivas de desenvolvimento sócio-econômico observa-se a criação de Serviços Médicos Via Internet, redes de empresas que usufruem espaços comuns para articulação de suas estratégias desenvolvimentistas, processos pedagógicos articulados para as comunidades, acessibilidade da informação pelos cidadãos e criação de espaços virtuais (ps. 56-58).

2.2 As questões comunitárias das sociedades em rede.

Informações analíticas de pesquisa em comunicação comunitária podem ser obtidas (HOLLANDER, 2000, p.375) e com isso possibilita-se a configuração das linhas de pesquisa no estudo de comunicação comunitária (p.378). Observa-se a relação entre características comunitárias e a paisagem da mídia comunitária e ainda observa-se a relação entre a paisagem e o uso comunitário da mídia ( p. 379).

Tem-se que o processo de agilização das comunicações pela viabilização via satélite de processos de comunicação que se tornam globais, colocando o mundo da Rede Mundial de informações de forma que se adentre em comunidades, em cidades, vizinhanças e regiões. Há sim segundo Hollander, que se reconhecer a dicotomia entre vida real versus comunidade virtual. Similaridades e diferenças podem ser observadas, mas há que se saber se competem ou são apenas complementares. Para ele, um ponto bastante relevante é o comportamento do indivíduo como membro específico de um contexto, que é a comunidade local, muito mais do que um elemento da mídia (p. 372). Isto se deve ao fato de que as pessoas passam a observar não mais a política de modo geral, mas a política local e não mais embasamentos em sexo, religião, etnicidade e cultura. Sendo assim a política não é sobre pessoas mas sim indivíduos especificamente. A estes valores se atribui importância heurística esgotando a necessidade de conceitualizar os processos de comunicação de massa muito mais do que o simples compartilhar de mensagens (CHANEY, 1978) ( p. 373).

Uma teoria geral na comunicação comunitária ainda é um campo onde deve haver intenso questionamento, tanto pelos jornais locais, TV a cabo, rádio e redes sociais comunitárias. O autor ainda destaca os aspectos descritivos e característicos das comunidades tais como a paisagem referindo-se ao uso da mídia de um tipo específico que não pode ser analisado individualmente, dependendo de uma combinação de paisagens ricas ou pobres da mídia determinando as chances que as pessoas possuem e satisfazem suas expectativas e exigências pessoais. Na análise de clusters de informação de conceitos, coloca em dois níveis de análise, levantando cinco condições que podem distinguir o que determina a pesquisa nos últimos quarenta anos, a saber: 01. A relação entre as características da comunidade e as características de indivíduos na comunidade; 02. A relação entre as características comunitárias e a paisagem da mídia da comunidade. 03. A relação entre a paisagem da mídia comunitária e o uso da mídia; 04. A relação entre características da comunidade e o uso da mídia; 05. A relação entre características de indivíduos numa comunidade e o uso da mídia comunitária. Conclui seu trabalho expondo da necessidade de preservar a memória do estudo dos assuntos alinhados, inspirando muitos acadêmicos a dar continuidade aos mesmos. Os esforços nestes estudos se tornaram mais viáveis na medida em que a era digital foi se afirmando e permitindo a acumulação teórica, mas é necessário torná-las disponível e priorizá-las incorporando relevância às mesmas de forma que possam ser aplicadas no entendimento das redes sociais e comunidades midiáticas. O que se pretendeu com as explicações fornecidas, foi possibilitar o entendimento dos usos especificamente da funcionalidade da mídia comunitária e das redes sociais de membros comunitários (p. 384).

2.3 Ciberdemocracia e retorno as antigas formas de Democracia.

Este tema é defendido em artigo, por Roza Tsagarousianou com o mesmo título em que se coloca a Democracia eletrônica e o movimento das redes. Abstrai-se o conceito de Ciberdemocracia – “trata-se de uma vigorosa contribuição ao debate virtual de estado democrático e o impacto das comunicações tecnológicas” contexto (06) (TSAGAROUSINOU, 1998, vii). Uma das grandes vantagens é a possibilidade de visitação virtual de lugares (FRANCISSEN; BRANTS, 1998, p.18).

Roza menciona Umberto Eco (1964) e usa seus termos apocalittici e integrati sendo este autor familiar ao contexto nacional, para reforçar a idéia de escopo teórico para a temática da mídia de massa. Detectam-se casos de fraude, autos índices de criminalidade e grande dificuldade de impor controle. Mas os políticos se colocam ao lado destas políticas, especialmente os das grandes nações tais como Al Gore, Bill Clinton, e Newt Gingrich, igualmente pela Comissão da União Européia. Ainda os quiosques de informação: com a função de direcionar as pessoas para determinadas áreas da Internet. Preferências podem ser discutidas tais como filmes, música, arte, livros entre outros e já em outras se observa limites como a pornografia e propaganda. As pessoas podem pagar para ter propagandas e a cidade recebe um número assombroso de visitantes dispostos a pagar entre outros motivos, até para um café (Schalken and Tops, 1994). Surpreende o fato de que em cooperação com o sistema PTT, muitos terminais teriam sido colocados em regiões próximas a telefones públicos.

Quanto a discussão multicultural, observa-se que houve intensa discussão sobre movimentos migratórios, lideradas ao ponto de “flame wars”, exigindo a participação de um agente moderador. Desenvolveu-se o plano BIOS, no sentido de fortalecer a democracia, o envolvimento dos cidadãos e a transparência dos governos. Observa-se que minorias eram do sexo feminino quanto à participação (1996). A organização da cidade virtual não é democrática - processo decisional. Para sua manutenção, conta com a ajuda de free lancers e voluntários, mas há uma combinação de esforços dos serviços comunitários serem organizados pela combinação de forças para inovações. Os conflitos perpassam as questões de liberdade e controle. A implementação de novos sistemas de informação coloca em foco a questão do investimento sob pena de que as TIC’s se tornem obsoletas. A discussão multicultural é visualizada. Discute-se a pornografia na Internet, a exposição dos documentos da Igreja e casos alegados de racismo, ou vinculados ao multiculturalismo, direitos autorais apontando a pornografia como causadores de traffic jam. Há regras do jogo a serem seguidas. Os cafés na verdade são contaminados por racismo e sexismo, e muitos dos usuários usam falsas identidades. O político é temido e o público é suspeito. Abstrai-se o conceito de agoraphobia: Sistema em que as pessoas vem para trocar mercadorias e também idéias, com objetivos específicos. As redes sociais permitem relacionamentos mais tranqüilos e distantes da cacofonia de cidades barulhentas. Ocorre a problematização do debate e fragmentação da realidade social. As principais conclusões da autora podem ser assim resumidas: a) O plurilingualismo é ainda uma questão de entrave no desenvolvimento das cidades digitais ; b)Destaca a necessidade de vencer as aspectos de divergências culturais para que o desenvolvimento possa coexistir ( FRANCISSEN; BRANTZ, 2000, p.18-37). 

2.4 A posição de Blanchard com relação ao tema central 

O declínio da participação comunitária tem sido mencionado como razão fundamental pelo declínio no envolvimento cívico que ajuda as comunidades a operar (Putnam,1993). O mesmo desenvolveu uma teoria de social capital que tenta explicar as relações entre os cidadãos engajados na comunidade e a performance do governo e de outras instituições sociais ( BLANCHARD, 1998, p.293). Um aspecto positivo destas comunidades virtuais é que pode elevar o capital social é que as comunicações ( (FtF) face a face) aumentem e talvez diminuam problemas relacionados com falta em comunidade participativa.

Surgem ainda outros temas relevantes tais como o Capital Social. Segundo Putnam (1995) considera-se capital social como característica da organização social tais como as redes, normas e a verdade social que facilita as coordenadas e a cooperação de benefícios mútuos. Para ele, o capital social pode tomar muitas formas especialmente aquelas que se dirigem para fortalecer o engajamento social. As verdades sociais basicamente emergem de duas fontes básicas: normas de reciprocidade e engajamento cívico. Existem como reforça o autor, normas de comportamento que compõem o capital social sendo a de reciprocidade a mais importante. Com esta norma a uma crença de que boas ações ou comportamento pró-social será recíproco mesmo que no aspecto tardio (p. 294).

Quanto às comunidades virtuais são ainda entendidas em metáforas, assumindo o autor que comunidades virtuais são comunidades reais porque os participantes acreditam que são comunidades (Rheingold, 1993b). Denota-se dois tipos de comunidades, a primeira que envolve o senso mais tradicional de uma comunidade fisicamente fundada e que acrescenta fontes eletrônicas para o uso dos cidadãos. Os membros destas comunidades podem as vezes nunca encontrar um ao outro , ou o contato pode se dar por um único interesse. Não se sabe ao certo qual tipo de comunidade é ainda mais forte (p. 295). Quanto as comunidades virtuais e capital social , algumas pessoas reforçam de que o que realmente importa é o engajamento das pessoas no sentido de trocar informações que se torna realmente essencial nas questões sociais de capital, tanto em face a face, como em grupo, porque afetam a maneira como as pessoas concebem a realidade ( p. 296).

As redes efetivamente correspondem ao interesse das comunidades e a discussão da questão geográfica é interessante na medida em que o relacionamento entre os atores não é mais somente delimitado a certas vizinhanças mas as distâncias passam a ter um caráter secundário. Podem no entanto se tornar menos densas, ou até enfraquecer o capital social, porém também o oposto é possível, dependendo dos motivos. As comunidades virtuais terão resultados mais positivos no capital social quando aumentarem a densidade da rede e facilitar o espalhamento da informação, mais facilmente observado em comunidades fisicamente fundadas ou nas dispersas e virtuais (p.297). Quanto as normas deve-se observar as questões de etiqueta quando se comunica nas redes. Neste sentido as pessoas podem se ajudar mutuamente a suprir dificuldades especialmente quando envolvidas num grupo maior ( p. 298). Ocorre que às vezes os membros apenas lêem as mensagens e não participam delas. Então a questão da reciprocidade se torna única (p. 298).

A privatização do tempo de lazer entra igualmente na pauta de discussão, na questão da ocupação do espaço porque as relações se tornam públicas (p.300).

Quanto às redes geograficamente e fisicamente distribuídas a segunda forma parece promover um capital social maior do que as dispersas e isso porque as pessoas se filiam naturalmente quando dada à oportunidade de usufruir um espaço naturalmente (p.301). Já quanto às comunidades de interesse apresentam-se intimamente relacionada com o grau de engajamento, mas observa-se que o reconhecimento do avanço informacional que as redes trazem ao contexto social é uma realidade inquebrantável (p.303); Quanto à identificação preliminar de comunidades de interesse incluem-se aquelas sobre os auspícios da educação, especialmente a grupos eletronicamente disponíveis voltados para crianças e ainda talvez ampliar o quadro de interesses pela criação de comunidades ativas de interesse. (p.304). E por fim, traços correntes de entendimento sobre a forma pela qual as comunidades virtuais afetam as comunidades físicas requerem confrontação entre o plano virtual e físico, para que se possa melhor entender como as comunidades virtuais podem desenvolver o capital social e adotar um maior engajamento de comunidades (p.305).

2.5 Considerações sobre o potencial das novas TIC’s

Discute-se ainda a Governança Urbana e Redes Sociais: o Potencial das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação na perspectiva de Klaus Frey que adverte da necessidade do fortalecimento das redes sociais e a democratização da governança urbana. Destaca Frey, que em função dos programas de ajuste estrutural que foram implementados em boa parte dos países nas últimas décadas, em face de políticas de austeridade, desregulação, privatização e uma retratação geral do Estado na esfera econômica, vislumbra-se transformações no setor público e como conseqüência se tem dependência das decisões dos agentes econômicos privados razão pela qual a discussão de possíveis implicações das TIC’s no âmbito da governança urbana apoiado em redes eletrônicas sociais se torna uma necessidade marcante (FREY, 2003 p. 01).

Da mesma forma observa-se à perda da governabilidade e necessidade de capacitação de atores dispostos a promover mudanças posturais compatíveis com as demandas sociais emergentes da sociedade globalizada. Para o autor, temas como geração de emprego, segurança pública, poluição deterioração ambiental, demonstram a fragilidade das instituições em tratar estes assuntos. Para tanto, coloca-se o novo conceito da Governança Urbana em Gestão Pública e Política.

Apresenta-se o conceito de rede, destacando que é preciso diferenciá-lo do conceito de mercado. Neste sentido, confere à rede as características de decisões por negociações, com decisões de médio prazo, com acesso restrito aos membros excluindo os não membros, com a vantagem adicional de apresentar resultados só revelados pelo conhecimento do mercado. São ainda mais flexíveis e mais adaptadas à Economia, preservando a autonomia dos atores e aumentando a capacidade de aprendizagem dos mesmos Segundo Castells. “Redes constituem a nova morfologia social de nossas sociedades, e a difusão da lógica de redes modifica de forma substancial a operação e os resultados dos processos produtivos e de experiência, poder e cultura (Apud. Castells, 1999, p. 497) (FREY, p.05). As redes sociais se formam no sentido de formar e estruturar processos políticos e administrativos, embora bastante limitados, como adverte Klaus Frey. Há que se observar a valência desta atitude no sentido de minimizar os problemas da exclusão digital especialmente na questão urbana, notadamente a forma como promovem a interação. Contudo, ainda se carece de consistência com relação às políticas adotadas.

Parcerias de governos na governança urbana dependem de alguns aspectos como se colocar em prática o modelo de interação social da colaboração em rede, não obstante as condições gerais bastante desfavoráveis para processos de inovação sociais impulsionados de baixo para cima, conforme seu referencial teórico básico.

A experiência do Instituto Agora funda-se no principal objetivo de promover a cidadania interativa, facilitando a comunicação do cidadão especialmente com escalões hierárquicos públicos democratizando-os, e seu aspecto ideativo é de natureza internacional, apresentados no Portal da Cidadania Interativa ( www.institutoagora.org e www.didadaniainterativa.com.br ) (p.10). A rede cívica de Curitiba tem por objetivo possibilitar as trocas de informação unindo Estado – sociedade civil e setor privado, nas questões que mais afetam as inúmeras questões determinantes da qualidade de vida local, enfim, de compartilhar informações.

Quanto ao Parlamento Jovem, tem seu alicerce no modelo finlandês de Espoo, de maneira a permitir uma participação e conscientização da função social do cidadão como ser participante e ativo na construção da identidade da cidade, de forma a desenvolver aptidões nos jovens para posicionamentos mais maduros e participativos nas questões políticas e sociais. Já a Rede Interativa de Jovens Cidadãos é um projeto para o futuro, mas que já tem repercussões de notório reconhecimento social. Por fim destaca as dificuldades e desafios que ainda circunda o discurso da exclusão digital, por questões absolutamente óbvias, quais sejam o investimento dos governos, as prioridades sociais dos usuários, a educação para o uso de tecnologia, as prioridades econômicas dos cidadãos, os benefícios que podem ter em função da difícil condição em que vivem muitos brasileiros. Em suas considerações finais, o autor nos aponta o contexto da cultura cívica, que não significa necessariamente que o cidadão não necessita estar vinculado eletronicamente com processos, mas sim que demonstre de alguma forma envolvimento com atividades cívicas ainda que de forma passiva (ps. 10-12).

 2.6 A perspectiva sociológica das redes sociais.

Segundo Sherry Turkle, em seu trabalho, “Cyberspace and Identity”, tem-se a nítida impressão da extensão da existência humana sobre aquilo que se projeta. Como numa imagem de espelho da própria máquina (TURKLE, 1999, p.643). Alguns dados ainda podem ser observados no Jornal de Sociologia Contemporânea, como os que se apresentam em seguida: Olhando para o Cyberspace na perspectiva sociológica onde aspectos importantes como a personalidade virtual, identidade, moratória, e jogo, e expansão da margem no mundo real são abordados além da reflexão sobre a Identidade, pode-se mencionar a questão de que cada um de nós é na verdade uma multiplicidade de outros seres de acordo com autores como Jacques Lacan, Gilles Deleuze e Félix Guattari, quais sejam, teóricos pós-estruturalistas que apontam para a relação do corpo e da mente que conduzem a uma idéia de que não há ego autônomo. Esta é uma questão interessante, porque as pessoas experimentam o jogo de sedução dos serviços ofertados nas páginas on line, na maneira como se relacionam com este produto, ao que Turkle chama ...”personal sense of what gives life meaning”(sentido pessoal daquilo que imprime sentido à vida) ao que Erikson chama de identidade (p. 644).

Da visão psicanalítica à cultura do computador, tem-se pontos interessantes de discussão apresentados por Wellman e Hampton, especialmente os que reconhecem a dinâmica da conexão em rede (Redes de computadores são redes sociais), destacadamente em dois contextos on e offline (BARRY; HAPTON 1999, p.648-649). Redes de computadores são redes sociais e desta forma, tem-se alguns questionamentos básicos desta relação quais sejam, a forma como o poder e status afetam as relações midiáticas, a forma como as relações online se combinam com aquelas da vida real e quais as simplificações das redes midiáticas na organização social.

Outros aspectos igualmente importantes são a assíncrona oriunda de diferentes pontos em tempos totalmente diversos, alta velocidade de trocas, a questão emocional, a complexidade das relações normas e procedimentos, ausência de retorno direto, transitividade, fronteiras dos grupos denotadas hierarquias, participação, o traspasse informacional, a rápida difusão da informação, distopias, diversidade de entretenimento, diversidade de contatos e administração do tempo e do espaço pelo usuário. Para tanto, percebe-se um mundo interligado como no Canadá, especificamente em Toronto (ex. Netville).

No artigo seguinte, intitulado Quem precisa de Política? Quem precisa de pessoas? As ironias da democracia em Cyberspace de autoria de Roger Hurwitz projeta-se a área de contestação, Democracia partidária e Democracia monitorada. Sociologias do Cyberspace são apontadas pelo autor destacando a necessidade de tradição no discurso online para organizar a ação política (apud. TABBI, 1997). Coloca ainda a definição de Cyberspace como sendo uma área de contestação de interesses públicos e privados entre liberdades civis e poder público; Frisa os modelos Partidário (os partidos se organizam primeiramente para eleger seus candidatos) Deliberativo ( os cidadãos expressam suas opiniões ) e Monitorado ( Os fatos surgem pela insatisfação dos eleitos), na atual democracia e o papel da Internet na dinâmica destas formas de exercê-la; O que se teme é que a Internet passe a ser apenas uma forma de transformar a política num modelo consultivo. Isso faz lembrar o conceito de Hobbes que sociedade política é a criação de uma entidade artificial. (apud. HURWITZ, p.661).

Apresentam-se igualmente as contribuições de James B. Rule em seu trabalho “Silver Bullets or Land Rushes? Sociologies of Cyberspace”, onde aspectos relevantes são comentados como os estudos de Freeman Dyson que prevê a minimização de custos para que haja uma universalização do uso da Internet pelo uso de Energia Solar e engenharia genética de algumas plantas e seu sonho é: “A energia solar e a engenharia genética e a Internet trabalharão juntas para criar apenas um mundo em que todo lugarejo mexicano se torne tão saudável como Princetown”. Em Cyberspace: Sociology’s Natural Domain, escrito por William Sims Bainbridge abstraem-se as idéias de que estamos criando uma mentalidade para viver em 2100 com um certo otimismo para tornar a ficção algo realizável. Cita Arthur Clarke em sua obra A Cidade e as Estrelas (1953). “... Uma das funções principais das bibliotecas será arquivar a vida de seres humanos”; O sistema poderá estar criando amigos e conselheiros virtuais, baseado em questionamentos iniciais.

Ao que se conclui, caminha-se rumo à colonização do ciberespaço, razão pela qual o tema se posiciona em termos de tópicos contemporâneos, de reconhecida importância, na caracterização de uma revolução tecnológica advinda da reformulação de conceitos vitais, quanto à organização da sociedade que embora globalizados, deixam a desejar considerando o aspecto universal, e a destacada importância da tecnologia, a serviço da informação, onde o envolvimento dos atores, tanto da ordem pública ou privada se torna cada vez mais necessário e discutível, em face à dinâmica social viabilizada a partir deste “status quo”. Este parece ser um traço comum entre todos os autores, qual seja, o ordenamento das teorias, conceitos e visões analíticas, no sentido de determinar características e configurar realidades, pautado no método científico característico e próprio.

03. COTAÇÕES EM LÍNGUA ORIGINAL

(01) ...Concurrently, researchers and community, are developing over computer-mediated communication what appear to be communities, are developing over computer-mediated communication (CMC) such as electronic mail (e-mail), interactive chat rooms, computer conferences, and bulletin boards... (BLANCHARD, 1998, p. 293)

(02) Enlightenment is the emergence of man from the immaturity for which he is himself

responsible. Immaturity is the inability to use one’s understanding without the guidance of

another (BURR, 1999, p. 02).

(03) La modélisation 3D dúne ville réelle consiste à créer une réplique virtuelle exacte de la ville et offre une interface simple dútilization (ASSENS, 2000, p. 13).

(04) Cela fait dÍperbole un instrument dínteraction et de communication entre tous les représentants de la vie collective [GUI00] (LOECHEL, 2000, p. 17).

(05) Il sést développé certes autor délles tout un pan de marketing urbain et politique conscient de límpact médiatique de telle initiatives (LOECHEL, 2000, p. 53).

(06) Cyberdemocracy is a vigorous contribution to a vital debate about the state of democracy and the impact of communications technologies (TSAGAROUSIANOU, 1998, Tables and Contents).

04. CONCLUSÃO

Há entraves para a adoção plena de padrões tecnológicos necessários à consolidação das redes sociais em termos estratégicos a exemplo do acesso à Internet pelo cidadão, o que permite a configuração da exclusão digital, porém com perspectivas de inversão pelo crescente número de adeptos, especialmente no Brasil. Questiona-se a hipótese de elitização do uso destes serviços. Outro obstáculo poderia ser de origem lingüística considerando as muitas informações viabilizadas pelas redes, num idioma que impossibilita sua ampla compreensão, mesmo sabendo ser o Inglês uma língua universal. No entanto não constitui problemática única. Há em verdade parâmetros importantes com relação à sustentabilidade da informação e sua disponibilidade, assim como a identidade que cada serviço disponível possui com relação aos usuários. Para Castells em “A sociedade em rede” pode haver maior agilidade nas questões de espaço e tempo, promovendo economia na administração do fluxo de informações na medida em que se tornam mais e mais facilmente acessíveis e disponíveis para o público, da mesma forma que instrumento ou ferramenta para os atores que necessitam destas informações para tomar suas decisões e melhorando o eixo dos negócios imprimindo traço marcante na melhoria da qualidade de vida dos usuários e partícipes destas redes (CASTELLS, 419, 2000).

A responsabilidade do Estado neste sentido é decisiva, para mediar ou negociar interesses entre empresas, sociedade civil, e organizações não governamentais. 

Acredita-se pelo exposto, que a grande revolução ocorrida nesta virada de século, foi a redescoberta das inúmeras formas de relacionamento entre Estado, sociedade civil e atores sociais tanto públicos quanto privados, numa multiplicidade de artifícios tecnológicos capazes de dar sustentação cultural e institucional às organizações públicas e/ou privadas, e principalmente aos cidadãos pela oferta de seus serviços de forma objetiva, prática pela promoção e dinamização da comunicação imprimindo qualidade de vida e desenvolvimento sustentável. A sociabilidade, seria outro fator, onde as diferenças deveriam ser menos significativas, e que o diálogo pelo qual se espera promover os ideais humanitários que interessam a todos, fosse o cimento necessário à construção de uma sociedade mais dinâmica, mais culta, e melhor informada, com governos que se estabelecessem pela competência, e legitimidade dos interesses públicos.

REFERÊNCIAS

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PAOLI, Maria Célia, TELLES, Vera da Silva. Direitos Sociais: conflitos e negociações no Brasil Contemporâneo. DAGNINO, E. outros (org) Cultura e política nos movimentos sociais latino-americanos: novas leituras, Belo Horizonte, UFMG, 2000.

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TURKLE, Sherry. Looking Toward Cyberspace: Beyond Grounded Sociology, Massachusetts Institute of Technology, November 1999, volume 28, Number 6, USA.

Ciberlegenda Número 01, Revolução cibernética na comunicação e ilusão democrática, 1998.

Antonio Cunha

Última atualização do currículo em 30/07/2009 Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/2442358803723524

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