Analisando o game Assassin's Creed Brasília, DF

Conheça as características do Assassin's Creed. O editor de jogos Luiz Soares avalia a performance e qualidade gráfica desse jogo. Assassin's Creed é um jogo muito bem produzido e em alguns aspectos altamente polido.

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Analisando o game Assassin's Creed

Introdução:

Assassin's Creed é um dos mais recentes jogos representantes da nova geração de vídeo-games do mercado. Lançado no final de 2007 para o PlayStation 3 e para o XBOX 360, foi de maneira geral bem recebido, já que existia uma expectativa muito grande sobe ele, resultando em ótimas vendas. Agora chegou a vez dos jogadores de PC experimentarem este popular game de ação, nesta adaptação feita pela Ubisoft.

Além da atração normal que o game exerce pela sua premissa, Assassin's Creed foi alvo de um poderoso marketing, e como era de se esperar, criou-se um hype ao redor do game, que nada mais é do que uma expectativa muito acima da realidade - coisa que geralmente o jogador descobre quando coloca a mão no jogo e, passando a empolgação, percebe que foi influenciado por ele e "entrou na onda". Além da promessa de qualidade em muitos aspectos técnicos, o game ainda contava com a ajuda de sua bela produtora, Jade Raymond, que ajudou a chamar a atenção de muitos jogadores marmanjos.

A pergunta que fica no ar é: será que Assassin's Creed conseguiu corresponder em todos os quesitos o que prometia (enredo original, gráficos de ponta, grande liberdade para explorar os cenários e cumprir as missões, etc)? Avaliaremos cada detalhes desse título recém-lançado para PC no mercado internacional a seguir.

Jogabilidade:

Assassin's Creed é basicamente um jogo que mistura combate corpo-a-corpo, exploração e plataforma com muita ação; possui vários elementos que vão atrair o jogador - especialmente aquele que investiu em um computador de ponta para rodar os jogos mais avançados.

A primeira coisa que merece destaque é o próprio enredo do jogo, que mistura uma série de coisas improváveis de maneira convincente, fazendo eco a uma cultura pop herdada com a temática dos filmes Matrix. Em 2012, a Abstergo Industries desenvolve uma dúbia pesquisa usando como cobaia um homem chamado Desmond Miles, um simples bartender que foi seqüestrado e levado para o projeto. O alvo é a investigação do ancestral de Miles por meio de uma máquina chamada Animus capaz de reproduzir memórias em mundo virtual 3D a partir do DNA. Apesar da aparente irrelevância de Miles no presente, o seu ancestral investigado é Altair, um perigoso assassino profissional do século 12. Qual o interesse da Abstergo neste tipo de investigação? Por que o rapaz teve que ser raptado? Essas perguntas serão respondidas no desenvolver do jogo, em uma narrativa que se alterna entre curtos momentos no laboratório em 2012 (sem nenhuma jogabilidade interessante) e missões cumpridas pelo assassino Altair no século 12, que é quando de fato a ação rola solta. Assassin's Creed é um dos raros jogos que traz um enredo capaz de fazer o jogador desejar avançar na história com empolgação.

Vivendo no papel de Altair, o jogador deverá consumar nove assassinatos em suntuosas cidades antigas (situadas nas regiões de Jerusalém, Damasco e Acre), caracterizadas com singular realismo. A inteligência artificial faz um papel competente, gerenciando com habilidade o comportamento de uma variedade de indivíduos nas ruas. Cada um dos cidadãos está compenetrado em uma atividade e reagem de uma maneira distinta ao comportamento do jogador. Os mendigos, por exemplo, são um estorvo nas horas mais críticas, pois insistem em pedir dinheiro se colocando em frente ao personagem e impedindo seu avanço com fluidez. Além deles, há gente carregando vasos e outros objetos (que com um simples esbarrão derrubam tudo), loucos, bêbados (que nos empurram quando nos aproximamos demais), pregadores anunciando a revolução, além de alguns intrometidos que durante uma confusão preferem entrar na briga ao invés de assistir de longe ou fugir.

O combate no jogo é um aspecto bastante divertido e intuitivo, embora não muito desafiador a não ser nos momentos finais do jogo. A encrenca principal é com os soldados das cidades. Eles estão sempre de olho no comportamento de Altair; basta caminhar em uma velocidade mais rápida que eles colocam a mão na espada, prontos para desembainhá-la. A briga com eles pode se originar por diferentes motivos, como correr em uma via derrubando a todos, agredir alguém ou trombar com um deles violentamente ou, o mais grave, assassinar. Não há grande diversidade de armas, apenas uma espada longa, uma lâmina escondida no braço (para assassinatos discretos), um par de lâminas curtas, e outras para atirar em alvos à distância. Conforme vai progredindo na história, Altair aprenderá mais movimentos. Alguns deles serão capturados com um ângulo de câmera engenhoso, especialmente quando ocorre um contra-ataque. O único problema é que a partir do momento que o jogador aprende o contra-ataque, os combates ficam bem mais fáceis, retomando o desafio só nos momentos finais do jogo.

Conforme Altair vai realizando os assassinatos, ficará mais visado tanto pela população como pelos soldados, exigindo do jogador uma ação mais discreta. Isto nos leva a considerar outra característica que o jogo apresenta: a capacidade de Altair se "misturar" ao cenário para despistar os inimigos. Na tela isso é indicado com um ícone que muda de cor indicando o grau de atenção que Altair está chamando para si. Correr, trombar ou até mesmo caminhar podem, em situações específicas, acarretar numa perseguição de vários soldados. A partir desse ponto é importante saber despistar, pois o jogo oferece várias possibilidades. Há diversos montes de feno pelo cenário e lugares dos telhados das casas onde o jogador poderá se esconder efetivamente. Também é possível fingir ser um religioso e andar como se estivesse orando com um grupo deles, após conseguir suas amizades. Ou quem sabe, correr um pouco para perder-se de vista e imediatamente sentar-se num banco juntamente com outros cidadãos. Embora existam essas possibilidades de ação discreta, o game em si não motiva o jogador para esse tipo de comportamento, já que não há qualquer recompensa ou obrigatoriedade. Assim sendo, na nossa experiência de jogo, o mais interessante foi fugir pelos telhados ou entrar em emocionantes combates.

Aqui chegamos num importante aspecto que Assassin's Creed faz com perfeição: a mobilidade de Altair. Diferente de muitos jogos 3D onde o personagem fica limitado a exploração junto ao chão, o game permite que o jogador explore as cidades de maneira vertical, subindo pelas casas, edificações e muros. Deixando de lado o anacronismo, Altair daria um bom professor de Parkour, técnica moderna de deslocamento usando os obstáculos do ambiente. Além de pular de alturas incríveis e cair ileso sobre um monte de palha, Altair consegue chegar ao topo de estruturas impossíveis de se escalar com movimentos extravagantes, demonstrando um par de mãos equivalentes a alicates de pressão para se sustentar o corpo e o peso influenciado pela inércia. Tudo isso é feito de maneira natural e realista, adicionando ao jogo uma característica única. Mas não pense que os guardas assistem passivos às peripécias de Altair: eles são dotados de uma competente IA e possuem a mesma mobilidade: sobem muros, escalam casas, pulam, procuram o melhor caminho e atiram pedras para derrubar o assassino, caso não consigam alcançá-lo. Isso gera os melhores momentos do jogo, pois é ação visceral com adrenalina garantida.

O que acaba comprometendo boa parte da diversão em Assassin's Creed é a sua estrutura de missões. Abreviemos o processo da seguinte maneira. Os assassinatos são designados pelo mestre de Altair. A partir disso, o jogador deve se dirigir à cidade específica e realizar algumas investigações para descobrir o alvo a ser assassinado. Para realizar as investigações, é necessário subir no topo de altas torres para observar diferentes pontos da cidade - o mapa se revelará, mostrando em ícones as investigações necessárias para se chegar ao assassino. Se isso já se mostra um tanto repetitivo no desenvolvimento do jogo, o pior ainda está por vir: a maior parte das missões é de uma mediocridade e abismal. Repetitivas, sem criatividade, utilizam sempre o mesmo e enjoativo modelo. Há uma variedade delas, mas, acredite, poucas empolgam, e depois de avançar um pouco o jogador perceberá que Assassin's Creed não tem muito mais a oferecer a não ser os diferentes assassinatos da missão principal.

Para o leitor ter idéia, descrevamos algumas missões. "Eavesdropping" consiste em simplesmente sentar em um banco e apertar uma tecla para ouvir uma conversa de dois sujeitos a certa distância, e apenas isso. "Pickpocket" incide em roubar um sujeito, tendo o cuidado de caminhar por trás e ser rápido, pois se ele perceber sua aproximação vai chamar os soldos. No início, pode parecer difícil, mas basta pegar a manha que perde toda a graça. Na missão de interrogatório ("Interrogation"), basta ouvir parte do discurso de um sujeito e dar-lhe uma surra ao final. Ele tenta lutar, mas depois de apanhar o suficiente, fala sobre tudo o que sabe e é então assassinado, sem piedade. Parecida com essa é a missão na qual escoltamos um informante: basta segui-lo e assassinar os que vierem atacar. Outras missões possuem contagem de tempo para serem realizadas, como uma corrida de ponto a outro da cidade para transmitir uma mensagem, assassinar um número de pessoas discretamente, etc. A mais interessante de todas, em nossa opinião, é a de assassinar os arqueiros que vigiam nos tetos das edificações, pois exige observação e planejamento de ação. Pode-se também ajudar cidadãos que estão sendo hostilizados pelos guardas na cidade, mas logo perde a graça também. Embora Assassin's Creed seja empolgante de início, a frustração vem quando percebemos esta estrutura repetitiva que tira boa parte da profundidade na jogabilidade. É de se lamentar que com o tamanho incrível das cidades os desenvolvedores não ousaram em construir missões diferentes e criativas, envolvendo o próprio povo da cidade. Perdeu-se a oportunidade de fazer deste game um novo marco, algo que provavelmente só necessitaria de um pouco mais de tempo para trabalhar as missões, assim como outros sucessos como GTA que traz uma enorme cidade repleta de missões, sendo cada uma muito bem trabalhada e com um bom grau de originalidade.

O game traz conteúdo adicional, caso o jogador não se limite a fazer o número mínimo de missões e coletar as centenas de bandeiras espalhadas pelo cenário. Mas infelizmente, o conteúdo extra não é suficientemente interessante para exigir mais dedicação do jogador, e acaba se tornando extremamente monótono ficar vasculhando cada canto do cenário só para conseguir cada uma das 20 ou 100 bandeiras necessárias, de acordo com cada cenário.

E como não poderia deixar de ser, cabe uma observação no burocrático modo de sair do jogo. Já noticiamos na GB um vídeo exibindo a epopéia para sair de Assassin's Creed . São várias telas de confirmação que abusam da paciência do jogador. Mas nada que um ALT+F4 não resolva depois de se sair do primeiro menu.

O game também peca em alguns momentos críticos na I.A. dos soldados, que alternam entre muito inteligentes, quando começam uma perseguição contra você, para totalmente ingênuos, quando estão à procura do assassino e só está você ao lado do corpo da vítima, mas basta disfarçar rezando que eles simplesmente te ignoram.

Áudio:

Se a jogabilidade de Assassin's Creed deixa a desejar em alguns aspectos importantes, o mesmo não se pode dizer do áudio do game. Neste aspecto tudo foi alcançado com perfeição e realismo. As cidades são preenchidas por um som detalhadíssimo, nos quais podemos ouvir pessoas conversando ao longe, comentando sobre o comportamento único de Altair ao escalar as edificações, pássaros, vento, vendedores, pregadores de doutrinas, mendigos pedindo dinheiro, cidadãos precisando de ajuda, etc. Basta subir em uma enorme torre para que estes sons urbanos se distanciem e o vento seja o principal protagonista.

Os movimentos de Altair também foram detalhadamente sonorizados, desde seu esforço para pular ou se segurar em lugares difíceis, como os locais onde pisa e segura, que reproduzem ruídos específicos de acordo com o material caracterizado. O mais importante a se destacar é que o áudio se mistura perfeitamente ao jogo, de maneira equilibrada, nem mais e nem menos que o ideal. Até a trilha sonora ocorre dentro deste conceito, de maneira pontual, mas grandemente efetiva nas cenas de ação ou momentos importantes. As vozes dos personagens estão convincentes e os diálogos são ótimos, preenchendo o jogo como um todo.

Multiplayer:

Sem suporte ao modo multiplayer.

Gráficos:

Sendo Assassin's Creed um exemplar dos jogos da nova geração, é certo que muitos se interessarão por este título devido aos seus gráficos. E neste quesito, a boa notícia é que o jogo não decepciona, pelo contrário, revela gráficos soberbos em uma engine bem otimizada.

As cidades presentes no jogo são fantásticas. Enormes, realísticas, com ótimo design. Não há uma casa ou edificação que se repita ou mesmo seja reaproveitada. Os detalhes de cada uma delas são únicos. A caracterização é tão bem feita que garante uma imersão sem igual, sentimo-nos com se estivéssemos naquela época. Há nítidas diferenças entre as partes pobres e ricas vistas nas edificações, nos trajes e estilos das pessoas e na quantidade de soldados fazendo a patrulha.

Alguns podem observar como limitação o fato de que o jogo não possui um sistema de avanço no tempo que permita o ciclo dia e noite. Mesmo assim, isso não faz falta nenhuma devido ao efeito de iluminação impressionante, que gera sombras que se interagem com tudo e belos efeitos de luz. Mesmo em um lugar muito alto, você consegue ver a pequenina sombra de Altair lá ao longe. Ou, ao passar embaixo de algum lugar onde escapa um frestinha de sol, essa luz vai interagir com perfeição no jogador ou nas pessoas da cidade. Adicione isso a uma textura de alta qualidade, e temos cidades e cenários foto-realísticos. Há também o uso de profundidade de campo, que desfoca o cenário ao redor para indicar o que o jogador deve fazer ou atentar.

O game também traz uma das melhores animações de personagens já vistas. Os movimentos são naturais, as lutas fluídas e as trombadas com os NPCs convincentes.

Há somente dois aspectos alvos de nossa observação. As cinemáticas estão ótimas, mas não se pode pulá-las. Basta subir meia dúzia de torres para perceber o quanto isso irrita. Outro detalhe são os cenários fora das cidades. São belos, enormes, magníficos! Mas não há nenhuma missão ali, além de atropelar pessoas e soldados com o cavalo e pegar algumas bandeiras isoladas. Foi feito simplesmente para dar um passeio a cavalo e logo o próprio jogo dá a opção de levá-lo direto para a cidade a fim de economizar o tempo.

Conclusão:

Assassin's Creed é um jogo muito bem produzido e em alguns aspectos altamente polido. Não há o que reclamar da beleza, do alto grau de realismo e performance dos gráficos, da perfeição e imersão do áudio e da mobilidade criativa dada ao jogador que pode explorar tanto o chão como a parte de cima das edificações. A inteligência artificial garante ótimos momentos de ação e adrenalina, tirando alguns deslizes, e o instigante enredo desperta o interesse do jogador até o final.

Infelizmente, há fatores que impedem Assassin's Creed de ser considerado um jogo soberbo. O principal deles é a sua estrutura repetitiva de desenvolvimento e missões medíocres, que destoam claramente da alta produção investida no game. O resultado é que em duas horas de jogo ou menos, já se sabe o que o game tem a oferecer de maneira repetitiva na dezena de horas seguintes. O mais difícil de acreditar é como os desenvolvedores não perceberam isso, pois certamente gastariam no máximo mais poucos meses para prover missões mais interessantes ao invés de fazer o jogador perder muito tempo repetindo objetivos desinteressantes só para prolongar a vida útil do jogo. Talvez tenha sido falta de visão ou necessidade de cumprir o prazo para o lançamento, mas esta falta de cuidado levou um game que poderia ter chegado facilmente em uma nota de 95% para uma não tão animadora de 85%.

Tudo bem, temos que admitir que se trata de um jogo acima da média, mas por causa desses problemas, exigirá paciência do jogador mais exigente, especialmente aqueles que tiveram contatos com outros sucessos com missões mais criativas e variadas, como, por exemplo, Elder Scrolls IV: OblivionGTA.

Luiz Soares

Luiz Soares, editor do Jogos Gratis , Jogos de Vestir e Jogos de Moto

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