Aprendendo a ser um gestor escolar Brasília, DF

Aprenda como a ser um gestor escolar qualificado. Saiba quais são as qualificações que um gestor escolar necessita. O presente trabalho visa demonstrar a importância da formação específica para gestores para aos desafios do processo ensino-aprendizagem.

SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercia
(61) 3313-8877
SCS Quadra 6, s/n, A Lj 246, St Coml Sul
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Auto Escola F&M
(61) 3323-9637
SDS, Bl O Te Lj 59 Ed. Venancio VI Conic Asa Sul
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Wizard
(61) 3322-1214
CLS-102, s/n, Qd 102 Bl D Lj 35, Asa Sul
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Traduções Aildasani Ltda
(61) 3223-7000
SHS Quadra 6, s/n, An 18 Sl 1801, Asa Su
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Auto Escola Aprenda Fácil
(61) 3468-6600
Shin Ca 7, s/n Bl G7 Lj 100 Largo Norte
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
CFC-B Teka Auto Escola
(61) 3327-4938
SCLM Qd 703 Bl A Sl 2, s/n Asa Norte
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Auto Escola Aprovação
(61) 3225-3073
Sds Bl P, s/n Ed. Venâncio III Sala 212 Asa Sul
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Auto Escola Ativa Ltda
(61) 3301-5414
Sds Bl H, s 506 Asa Sul
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Auto Escola Octogonal
(61) 3361-1581
R AOS 4/5, S/N Bl B Lj 15 Sub Solo Área Octagonal
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
CFC-B Teka Auto Escola
(61) 3327-4938
SCLM Qd 703 Bl A Sl 2, s/n Asa Norte
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Dados Divulgados por

Aprendendo a ser um gestor escolar

O presente trabalho visa demonstrar a importância daformação específica para gestores para aos desafios do processoensino-aprendizagem, relevando em toda a pesquisa que o real papel do gestor naatualidade não é apenas burocrático, mas principalmente pedagógico, sem invadiro espaço do professor, compreendendo que para que haja aprendizagem efetiva,mas no contexto atual a formação do gestor não está sendo valorizadaprincipalmente nas instituições públicas onde os gestores são eleitos, por suas"propostas políticas", e não pela sua formação, a qual deveria ser exigida comorequisito principal, no momento que docentes assumissem este papel. Desta formaesta pesquisa busca definir qual o verdadeiro papel do gestor dentro de umainstituição escolar e qual a sua formação ideal? Palavras-chave: formação –gestores – ensino-aprendizagem

1 Introdução

O processo ensino-aprendizagem é algo que envolve todaequipe escolar (docentes, equipe pedagógica, gestores), então além dos docentese da equipe pedagógica os gestores também deveriam passar por uma formaçãoespecífica, a qual lhes dariam subsídios para enfrentar os desafios desteprocesso.

Mas hoje no Brasil infelizmente a maioria dos gestores nãosão pedagogos nem possuem nenhum tipo de formação específica que lhesatribuiriam a este cargo, então como um gestor pode fazer um bom trabalhofrente aos desafios do processo ensino-aprendizagem se este não possui formaçãoespecífica para isto.

Desta forma esta pesquisa busca, definir qual o verdadeiropapel do gestor dentro de uma instituição escolar?; qual seria sua formaçãoideal; como é, e como deve ser a atuação do gestor escolar frente aos desafiosdo processo ensino-aprendizado?

2 Desenvolvimento

A formação de docente passou por muitos altos e baixos,desde o antigo Egito onde o ofício de professor estava ligado apenas ahabilidade que uma pessoa possuía em relação ao discurso, já na antiga Gréciahavia a enfatização da educação para a formação do homem culto, na Idade Médiao objetivo da educação era formar o cristão. No Brasil após a expulsão dosJesuítas em 1759, a educação brasileira passou por um período de grandedecadência, pois a partir deste ponto nenhum sistema educacional passou aexistir, mas foi em 1835 foi criada no Brasil, mais especificamente naprovíncia do Rio de Janeiro a primeira escola normal do país, mas a preocupaçãocom a seleção de professores para atuar nas instituições públicas vem desde1772, quando um alvará regulamentou os exames os quais os professores de ensinoelementar deveriam ser submetidos em Portugal ou em seus domínios.

Segundo Piletti (2000, p.44)

Durante todo o Império, pouco ou nada se fez para a formaçãodos professores. Segundo a já citada lei de 15 de outubro de 1827, eramvitalícios "os provimentos de professores e mestres", e os que nãoestivessem capacitados deveriam "instruir-se em curto prazo, e à custa dosseus ordenados, nas escolas das capitais"

Nos anos seguintes foram instituídas muitas escolas normaisem várias províncias do país, como em Minas Gerais em 1835, Bahia em 1936, SãoPaulo em 1846,Pernambuco e Piauí em 1864, Alagoas em 1864, São Pedro do RioGrande do Sul em 1869, Pará e Sergipe em 1870, no Amazonas em 1872, no EspíritoSanto e no Rio Grande do Norte em 1873, no Maranhão e Mato Grosso em1874, noParaná em 1876, em Santa Catarina e Ceará em 1880 em Goiás em 1882 e na Paraíbaem 1884, mas nem todas as escolas passaram a funcionar ou forma instaladas noano de sua criação.

Durante século XX a preocupação com a educação e aescolarização da população foi intensificada, pois esta foi vista como a basepara o desenvolvimento social e cultural da humanidade, com esta valorização daeducação houve também a preocupação com a formação dos professores, sendorealizadas várias reformas como na década de 1920 como as de Lourenço Filho noCeará, Anísio Teixeira na Bahia, Carneiro Leão em Pernambuco, Fernando deAzevedo no Distrito Federal, Francisco Campos e Mario Casassanta em MinasGerais, Lysímaco Ferreira da Costa no Paraná, a revolução de 30 trouxe muitasmudanças ao contexto educacional brasileiro, saindo da formação das elites epartindo para um princípio educacional que priorize as camadas mais baixas dapopulação.

Essas reformas trouxeram um novo âmbito para a profissãoprofessor, se tornando fundamental para a promoção do desenvolvimento e para apossibilidade da disseminação do conhecimento científico, passando a serrealizados os primeiros congressos de educação, os cursos normais foramampliados passando para quatro anos de duração, com um plano de estudos queorganizava o currículo em dois blocos de conteúdos fundamentais um de caráterpropedêutico e outro profissionalizante, tendo como exemplo a reformaempreendida no Instituto de Educação do Paraná.

Percebemos então que a formação dos professores é umprocesso que ainda está em construção, pois seja de forma presencial, ou àdistância, esta capacitação deve ser realizada, para que a educação do paíspossa melhorar cada vez mais, sendo que é desta formação que o professor passaa entender e a melhorar sua prática e conseqüentemente a qualidade daaprendizagem dos educandos.

Segundo Cró (1998, p. 32) a formação inicial deve apresentaros seguintes aspectos:

A formação intelectual, pondo a tônica nas competências deordem cognitiva;

formação social, pondo a tônica na aquisição de competênciasde ordem afetiva, de colaboração, de cooperação de trabalho em equipa.

Formação para a auto formação, pondo a tônica nas qualidadesde organização de estruturação de invenção de criatividade.

Estes três aspectos apresentam bem as características do educadorsendo que o acadêmico deve se esforçar ao máximo para adquirir estas, poisassim ele se mostrará um profissional reflexivo, preocupado com os problemas deordem cognitivas e sociais presentes na escola, mas principalmente semprepreocupado com a sua auto formação.

Podendo assim definir segundo Cró (1998, p. 32) o papel doeducador:

É aquele que, com todo o seu empenho, toda sua vontade, todaa sua arte, e toda a sua competência, trabalha na realização de um projetoeducativa com a ajuda daqueles que também estão implicados e aproveita osrecursos materiais ou tecnológicos e humanos susceptíveis de tornar o processopedagógico mais eficaz e optimizador.

Sendo assim o bom educador deve ser um profissionalpreocupado com sua formação, lembrando que a formação não se faz apenas emcadeiras acadêmicas mas também através da leitura de livros, de revistas, dejornais, do acesso a internet, entre outros. Deste modo o professor não pode"parar no tempo", pois os educandos necessitam desta atualização,motivando-os também a serem atualizados, então neste ponto pensar que apenas aformação inicial é suficiente para que um acadêmico se torne um bom educadorpode ser considerado uma utopia.

Mas apenas a formação teórica não basta, pois a teoria passaaos educadores instruções e a pratica coloca a estes como devem agir emsituações reais. Sendo assim os estágios que são um ponto da formação inicialsempre devem ser tratado com seriedade e os estagiários tratados como futurosprofissionais pelas instituições escolares onde estão fazendo estes estudos.

Fullan e Har Greaves Apud Alarcão (2001 p. 93):

Sustenta que a formação não pode ser entendida hoje apenascomo aprendizagem de técnicas mas também como desenvolvimento das dimensõesculturais, emocionais (incluindo bibliografias) ligadas a profissão, na procurade equilíbrios que interliguem o pessoal, o profissional e o social.

O educador então, deve ter a percepção do conceito deformação, fazendo com que os conceitos teóricos passem a fazer parte de suavida cultural e emocional, com a globalização as informações estão sendorepassadas de forma muito rápida, então o educador deve estar muito atento paraesta situação, transformando as informações que os seus alunos tem acesso emconhecimento, induzindo também seus alunos a investigação, a utilizar suashabilidades com a tecnologia para a promoção de seu conhecimento.

Partindo assim para um dos pontos essenciais da formação deum educador que é a formação contínua, pois, como já foi visto anteriormente acontinuidade da formação deve ser encarado como um processo de reflexãocontínua, havendo sempre uma interação entre o saber e o fazer .

Segundo Alarcão (2001, p.91):

[...] um dos fatores que é apontado como condiçãoindispensável a sua promoção é o processo de conscientização dos própriosprofissionais quanto a necessidade de permanecerem em processo deformaçãoconstante e requalificadora.

Então na visão de Alarcão a formação contínua só aconteceráquando os educadores estiverem realmente comprometidos com este processo, poisno mundo atual a informação está se processando de maneira muito rápida, entãoos estudantes estão tendo esse acesso muito rápido, estando muitas vezes àfrente do professor, então o professor também deve ser rápido neste pondo, paraque este possa transformar a informação que o estudante retêm em conhecimento.

Mas não basta apenas fazer cursos para se manter atualizado,o educador também deve estabelecer um papel de investigador, procurandoinformações também em livros, revistas, internet, entre outros, transformandotambém as suas informações em conhecimento e repassando isso para seus alunos.

Sendo assim segundo Freire (1993, p.43) é pensandocriticamente na prática de hoje e de ontem é que se pode melhorar a próximaprática. Então para Freire, a formação contínua é realizada através dareflexão sobre as antigas e atuais práticas exercidas por estesprofessores/educadores.

Vemos então a importância da formação especifica para ogestor que deve sempre estar envolvido no processo ensino-aprendizagem, poiscom a mudança no papel do educador o Gestor deixa de exercer um papelespecificamente burocrático e passa a se envolver mais nas questões deensino-aprendizagem, lembrando que no século XXI a aprendizagem não está ligadaapenas às questões cognitivas e práticas, mas também a questões emocionais esociais.

Segundo Hargreaves e Fink (2007, p.40) a UNESCO conceituaquatro tipos fundamentais de aprendizado que, ao longo da vida de uma pessoaserão os pilares do conhecimento, os quais são:

Aprender a conhecer:que é ligado a questões cognitivas e dacuriosidade intelectual tendo ligação também com o aprender a aprender.

Aprender a fazer: são as praticas, ou seja, envolve acompetência de colocar em prática o que aprendeu e de aprender fazendo.

Aprender a ser: envolve a questão de quem somos como pessoase como somos com as pessoas, e também questões emocionais como mente, corpo,emoção, sensibilidade, estética e valores espirituais, dando as pessoas aliberdade de pensamento, de julgamento de sentimentos e de imaginação.

Aprender a conviver: Aborda a sociabilidade dos estudantes,que devem aprender a se socializar com os outros estudantes e coma sociedade emgeral, para que estes estabeleçam um bom desenvolvimento em seu aprendizado.

Mesmo com uma mudança no papel do Gestor, muitos ainda estãopreocupados principalmente com a maioria dos parâmetros públicos, que seimportam apenas com números como, boas pontuações nos testes, relatórios deinspeção, resultados de rendimento de curto prazo, escolas hiperlotadas,satisfação do cliente, progresso anual adequado.

Mas o papel do Gestor hoje é muito mais do que organizadoresde desempenhos alheios, mais sim desenvolver nos estudantes uma aprendizagempara a vida. Segundo Hargreaves e Fink (2007 p. 43) bons gestores devem:

Ser promotores apaixonados e defensores de ensino amplo eprofundo;

Comprometer-se em melhorar os velhos básicos da área daleitura e escrita e da matemática, mas não focar neles a ponto de excluir todoo resto, enquanto ainda adota os novos básicos;

Priorizar o aprendizado em relação a testagem;

Dar ao aprendizado a prioridade máxima;

Tornar-se mais conhecedores em relação ao aprendizado;

Tornar o aprendizado transparente;

Tornar-se testemunhas onipresentes do aprendizado;

Demonstrar uma liderança informada sobre evidencias aopromover investigações ativas de aprendizado;

Promover avaliações de aprendizado;

Engajar os estudantes em discussões e decisões acerca de seupróprio aprendizado;

Envolver mais os pais no aprendizado de seus filhos;

Modelar aprendizado amplo e profundo para os adultos;

Criar condições emocionais para o aprendizado.

Concluímos então, que a formação especifica do GestorEscolar influencia quantitativamente na qualidade do processo de ensino-aprendizado da instituições escolares, compreendendo o seu novo papel comoauxiliador do processo ensino-aprendizagem, havendo neste ponto a consciênciaquanto a sua formação , pois para um professor se tornar um gestor, este devese empenhar profundamente, havendo sempre a consciência em relação a formaçãocontinua, lembrando que na atualidade um bom gestor deve ser um gestor daaprendizagem.

3 BIBLIOGRAFIA

ALARÇÃO., Isabel (ORG). Escola Reflexiva e NovaRacionalidade. Porto Alegre: Artmed. 2001.cap. 4 p.83-97

CARNARIO, Rui (ORG). Formação e Situações de Trabalho.Portugal: Porto Editora, 1997: cap III p. 53-61.

CRÒ, Maria de Lurdes. Formação Inicial e Continua deEducadores, Professores- Estratégias de Intervenção-Portugal: Porto Editora,1998. cap. I/ II p. 15-18; p.31-32.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 20ª ed. SãoPaulo: Paz e Terra, 1996

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa – 4.ed..- São Paulo :Atlas S.A, 2002.

FINK, Dean Hargreaves, Andy. LiderançaSustntável-Desenvolvendo de Gestores da Aprendizagem-Porto Alegre: Artmed,2007. cap.1 p.31-59.

MULLER,Mary Sleta; CORNELSEN, Julce Mary. Normas e Padrões para Teses,Dissertações e Monografias – 5. ed. Atual - Londrina: Eduel, 2003.

NOVOA, Antonio. (coord). Os professores e sua formação. Lisboa-Portugal,Dom Quixote, 1997

PILETTI, Nelson. História da Educação no Brasil – 7. ed. –São Paulo: Àtica.2000

RUIZ, João Álvaro. Metodologia Cientifica: Guia paraeficiência nos estudos -4 ed – São Paulo: Atlas S.A. 1996

ROMANOWSKI, Joana Paulin. Formação e ProfissionalizaçãoDocente – Curitiba: Bpex, 2003. cap. 1 p.11-27.

Clique aqui para ler este artigo na WebArtigos.com