Aprendendo sobre Cursos Superiores de Tecnologia Araguaína, Tocantins

A partir da nova LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996), uma nova oportunidade de oferta de cursos de graduação tornou-se possível. Demorou alguns anos, mas finalmente os cursos superiores de tecnologia tornaram-se uma tendência no Brasil.

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Aprendendo sobre Cursos Superiores de Tecnologia

A partir da nova LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996), uma nova oportunidade de oferta de cursos de graduação tornou-se possível. Demorou alguns anos, mas finalmente os cursos superiores de tecnologia tornaram-se uma tendência no Brasil.

Nos Estados Unidos e na Europa, praticamente a metade dos graduados se dá nesse tipo de curso que são voltados à formação profissional. No Brasil ainda não chega a 10%.

Com o maior crescimento econômico e com as mudanças rápidas das exigências nas mais diversas áreas, abre-se um campo para formações mais rápidas, como de dois anos, que é o caso da maioria dos cursos superiores de tecnologia.

As Universidades Federais Tecnológicas (antigos CEFETS) saíram na frente nesse processo de formação. As faculdades particulares do Brasil identificaram essa demanda latente e proliferam os cursos das mais diversas áreas. O MEC- Ministério da Educação e Cultura- criou um catálogo definindo parâmetros mínimos de carga horária e outros requisitos, inclusive com a denominação dos cursos passíveis de autorização (http://portal.mec.gov.br/setec). Só na área de Gestão e Negócios são 15 cursos. Existem 11 áreas diferentes, cada qual com seus cursos específicos.

É importante dizer que esses cursos são de graduação, dando, portanto, o direito dos formados nesses cursos superiores de tecnologia de cursarem pós-graduação. Diferenciam-se dos tradicionais cursos de bacharelado por não darem direito ao registro nos conselhos profissionais (tal como o CRA no caso da Administração ou da OAB no caso de Direito). Da mesma forma não habilitam para serem professores, como no caso das licenciaturas.

Esses cursos estão focados na formação profissional para mercado, certificam parcialmente já ao final de cada módulo, portanto a partir de seis meses, gerando várias certificações parciais (quatro no caso de um curso de dois anos) e uma diplomação de curso superior ao final de dois anos, na maioria dos casos. Esses cursos são presenciais, embora seja permitido que se aplique até 20% da carga horária em ensino à distância.

O Ensino à Distância é outro mecanismo interessante de levar o conhecimento a quem não dispõem de tempo para freqüentar diariamente a sala de aula. Também é uma tendência que vale a pena discutirmos num outro momento.

Como avaliador do MEC tenho visto muitas experiências de sucesso nesta área de Cursos Superiores de Tecnologia, Brasil afora.

Quanto às Universidades Públicas, que tem passado ao largo dessas tendências, parece que estão assumindo o importante papel de formação stricto sensu, com os cursos de mestrado e doutorado, formando os recursos humanos necessários para a melhoria da qualidade da educação no Brasil.

O que vale a pena discutir é se essas questões são necessariamente excludentes. Existem sinergias possíveis envolvendo os bacharelados e as pesquisas dos programas de pós-graduação com as necessárias inovações no meio empresarial e suas necessidades de pessoal qualificado.

Sobre o Autor
Professor de Economia e Finanças - Palestrante

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