Aprendendo técnicas de plantação de cana-de-açúcar Brasília, DF

Aprenda como a preparar o solo para a plantação da cana de açúcar. Na instalação do canavial, na adubação de plantio usa-se mais fósforo (P2O5) e potássio (K2O) e menos nitrogênio. Deve ser feita a calagem da área de modo a se atingir V= 60%.

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Aprendendo técnicas de plantação de cana-de-açúcar

A planta executa os processos de extrair e exportar nutrientes. Extrair ou extração é a quantidade de nutrientes que ela precisa para o seu desenvolvimento desde a germinação até a produção. Exportar ou exportação é a quantidade de nutrientes que fica retido em suas partes verdes ou na palhada.
G.Vitti cita a tabela de Orlando F° que dá uma idéia da quantidade de nutrientes macros e micros extraídos e exportados por 100 toneladas de colmos de cana-de-açúcar.
Como o P e o K nos fertilizantes estão expressos em P2O5 e K2O teremos que transformá-los:
Para transformar P em P2O5 multiplica-se P por 2,29.
P2O5 __________ P2
(31x2) + 16x5______31x2
142 ________ 62 = 142/62 = 2,29
Para transformar K em K2O
K2O ___________ K2
39x2 + 16 ________ 39x 2
94 ________ 78 = 94/78 = 1,20

Assim sendo, na tabela ao lado temos o total de 19 P. Logo, 19 X 2,29 = 43 kg/ha de P2O5. Quanto ao potássio (K), teremos 174 X 1,20 = 210 kg/ha de K2O.
Na instalação do canavial, na adubação de plantio usa-se mais fósforo (P2O5) e potássio (K2O) e menos nitrogênio. As coberturas serão de K2O. Por sua vez, na cana soca, usa-se mais nitrogênio (N) e potássio (K2O) e menos fósforo (P2O5).
Deve ser feita a calagem da área de modo a se atingir V= 60%. A fosfatagem deve ser realizada quando o teor de P é menor que 15 mg/dm³ e CTC menor que 6 cmolc/dm³. No sulco de plantio, o trio N-P2O5-K2O deve ser aplicado conforme a recomendação técnica baseada na amostragem do solo, mais aplicação de micronutrientes e uma adubação orgânica. Em cobertura usa-se K2O quando a recomendação ultrapassar a 100 kg/ha. As coberturas de N devem ser feitas eventualmente.
Na cana soca, utiliza-se cobertura NPK com baixas quantidades de P2O5. Os micronutrientes são aplicados via foliar e a uréia adicionada ao molibdênio.
Como toda planta cultivada em solos deficientes de um ou mais nutrientes, a cana-de-açúcar apresenta, também, sintomas de deficiências nutritivas. As deficiências são:
Nitrogênio: são reconhecidas pelo amarelecimento geral das folhas que inicia pelas folhas mais velhas. Os colmos são mais finos.
Fósforo: inicia-se nas folhas mais velhas que diminuem de tamanho. Há uma clorose avermelhada com morte das folhas. O crescimento da planta é reduzido. O sistema radicular é pouco desenvolvido não suportando períodos de seca.
Potássio: aparece nas folhas mais velhas uma mistura de áreas verde-claras e escuras, clorose nas bordas e áreas necróticas. O teor de açúcar no colmo é baixo.
Cálcio: surge nas folhas mais novas. As folhas ficam esbranquiçadas, enroladas e com uma necrose escura nas pontas. Muitas vezes, a deficiência de cálcio é originária de uma aplicação de vinhaça em excesso. A vinhaça é rica em potássio que compete pela absorção de cálcio.
Magnésio: aparecem manchas amareladas e longas entre as nervuras das folhas mais velhas.
Enxofre: há uma clorose generalizada das folhas jovens.
Boro: as folhas apresentam manchas cloróticas estriadas. Há morte da gema terminal. A incidência de Fusarium é maior. As folhas do topo se amarram umas às outras.
Cobre: aparecem clorose nas folhas mais jovens e pequenas manchas verde-escuras. As folhas caem e aparecem touceiras.
Manganês: estriamento ao longo das nervuras e folhas mais finas.
Zinco: há uma redução de crescimento dos entrenós, as nervuras das folhas com clorose e o crescimento do topo paralisa.

A correta aplicação da quantidade de nutrientes vai se basear nos indícios de fertilidade do solo demonstrados pelos resultados de análises deste solos. Na cana planta a melhor época para retirada de amostra de solo é três meses antes do plantio. As amostras devem ser retiradas nas profundidades de 0 - 20 cm e de 20 - 40 cm. A área deve ser percorrida em zig-zag e colendo-se de 15 a 20 sub-amostras. Na cana soca, a melhor época é logo após o corte. As amostras de solo devem ser retiradas de 20-25 cm da linha. Deve-se cuidar isto porque amostras retiradas na linha super estimarão os teores de P e K. As amostras retiradas nas entre-linhas super estimarão os resultados de Ca e Mg e os valores de soma de bases (S) e saturação por bases (V%). Por outro lado, os valores de P e K serão subestimados.
A calagem fornece cálcio e magnésio. O cálcio promove um maior desenvolvimento do sistema radicular e com isto as raízes das plantas vão buscar mais longe os nutrientes do solo e as plantas suportam melhor os períodos de estiagem e veranicos. Pela calagem, os nutrientes são melhor disponibilizados numa faixa de pH de 6 a 6,5. A fixação do fósforo é amenizada porque o ferro (Fe), o alumínio (Al) e o manganês (Mn) que são tóxicos para as plantas, são menos disponibilizados formando compostos insolúveis que não são aproveitados pelas plantas. A palhada possui fósforo e com a mineralização da matéria orgânica este nutriente é liberado para as plantas. Este fósforo húmico é fracamente retido pelo solo. A fixação do nitrogênio do ar pelas bactéria do gênero Beijerinckia têm uma atividade maior quando o pH situa-se entre 5,5 - 6,0. Assim sendo, há liberação de nitrogênio (N) em grandes quantidades para as plantas. Por isto, a recomendação de N em cana planta é em doses baixas. Os toletes usados devem ter alta quantidade de açúcar que fornece energia para as bactérias. Com a calagem, a compactação do solo é menor porque o cálcio tem um efeito de agregação. E, com isto, a calagem, por todos os fatores descritos antes, propicia um aumento da produtividade de cana-de-açúcar.
Esta postagem será concluída na próxima Parte II.

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