Avaliando o New Fit da Honda Brasília, DF

A Honda apresentou à imprensa especializada o New Fit, segunda geração de um dos maiores sucessos comerciais em toda a sua história. O monovolume compacto já vendeu mais de 2 milhões de unidades nos 115 países onde é comercializado. Só no Brasil já foram mais de 200 mil unidades produzidas desde 2003.

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Avaliando o New Fit da Honda

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Evolução "quase" perfeita

 

A Honda apresentou à imprensa especializada o New Fit, segunda geração de um dos maiores sucessos comerciais em toda a sua história. O monovolume compacto já vendeu mais de 2 milhões de unidades nos 115 países onde é comercializado. Só no Brasil já foram mais de 200 mil unidades produzidas desde 2003. Nesses 5 anos ele colecionou títulos e os mais diversos elogios tanto da crítica como do público. Líder absoluto da categoria, onde concorre com o Meriva da GM e com o Idea da Fiat, era de se imaginar que no máximo receberia um face-lift, mas a Honda não economizou, mexeu em time que está ganhando e trouxe o mesmo carro que vende no resto do mundo.

 

O New Fit é uma excelente evolução do Fit. Em nossa opinião, um primoroso trabalho de design e engenharia que nem todos irão perceber ao primeiro olhar. Apesar de manter a mesma identidade visual da primeira geração, ao ponto de suas alterações passarem despercebidas aos leigos em um primeiro contato, para nós, habituados a identificar o mais leve vinco em um novo produto, ele é um exemplo do bom design: deixou de ser fraco para ser forte, deixou de ser feminino para ser masculino, deixou de ser passivo para ser agressivo e o que mais encanta quem ama carros, deixou de ser estático para ser dinâmico. É o monovolume mais belo fabricado no Brasil e com certeza um dos mais belos do mundo.

 

NOVO DESIGN

 

Comparado lado a lado com o Fit, o New Fit se revela: a frente é mais curta e angulosa graças ao avanço de 12 cm do habitáculo. O capô com vinco em "V" é complementado pelo centro da grade do radiador que ostenta o "H" da Honda. Esta grade, com perfurações em colméia, é um trapézio invertido de 6 pontos e representa a nova identidade esportiva da marca (já presente no Accord).

 

Assim como o capô e a grade do radiador formam uma seta imaginária (que parte da traseira e percorre toda a linha superior do carro), os grandes e belos faróis triangulares (que invadem as laterais e se aproximam bastante da coluna "A") e o pára-choque recortado e pontudo formam duas setas imaginárias que começam na traseira, percorrem as duas laterais e se encontram no mesmo ponto da primeira seta. Estas 3 setas definem a inclinação avançada e a forma sólida e única do conjunto, conceitos de design determinados já nos primeiros traços do New Fit.

 

Nas laterais, o avanço da coluna "A" criou uma janela espia dianteira 3 vezes maior que forma um belo conjunto com as janelas das portas e a janela espia traseira.

 

A linha de cintura é um vinco que segue a trajetória das setas imaginárias. Ele é ascendente da frente para a traseira passando pela base das maçanetas e segue até ao vinco da lanterna que complementa o seu desenho. As lanternas avançam pela lateral em um recorte muito harmônico com a coluna "C". Outros dois vincos paralelos ao chão complementam esse dinamismo visual. Um nasce no centro da porta dianteira, passa sobre o corte da caixa de roda e define a linha superior do pára-choque traseiro, o outro passa acima da base das portas e define a linha inferior do pára-choque dianteiro.

 

A traseira é marcada também por um desenho em "V". A moldura do vidro traseiro e o friso que abriga a maçaneta e o limpador traseiro são escuros para parecer uma peça única. Além de conferir um estilo único ao New Fit, o conjunto definiu o recorte chanfrado que abriga a placa e também o recorte da tampa traseira e o da lanterna.

 

Outra característica marcante do design externo do New Fit é a curvatura do teto que segue a linha do pára-brisa que está mais inclinado, passa acima da altura do Fit e termina de forma mais descendente. Isso, além de melhorar a aerodinâmica conferiu mais estilo e harmonia ao conjunto sem prejudicar o espaço para a cabeça dos passageiros do banco de trás, pois a parte da frente do teto do New Fit é que está mais alta e a de trás está na mesma altura do Fit.

 

O Fit era tido como um carro quase perfeito, mas, o seu design externo agradava mais às mulheres que aos homens. Já o New Fit tem no design externo uma de suas maiores virtudes. Suas formas são proporcionais e harmônicas entre si. O conjunto ficou muito dinâmico. O olhar do observador é convidado a deslocar-se da dianteira para as laterais e dessas o para a traseira. O New Fit é realmente lindo e deverá conquistar admiradores de ambos os sexos.

 

O design interno do Fit não destoava do externo. Era no máximo bonito. No New Fit o interior desafina um pouco. Longe de ser lindo como o exterior, o que mais chama a atenção positivamente é a ergonomia e a praticidade do interior. Os comandos do ar condicionado estão ao lado do volante subindo pelo painel, solução tão eficiente que deve fazer escola. Também muito prático é o grande e bem posicionado descanso de pé presente em todas as versões, inclusive nas com câmbio manual.

 

Dez porta-copos estão espalhados pelo painel, portas e console. Dois são posicionados em frente às saídas laterais do ar condicionado, possibilitando manter o conteúdo do copo gelado por mais tempo. São dois porta-luvas (o airbag do passageiro sai da parte superior do painel). Diversos nichos acomodam CDs, revistas e demais objetos. Toda essa praticidade faz parte do conceito arquitetônico "mínimo para a máquina, máximo para o homem" que está mais evidente nessa segunda geração.

 

O aumento de 5 cm na distância entre eixos, os 12cm de avanço na coluna "A", os 3 cm de aumento das bitolas dianteiras e traseiras e o afinamento do encosto dos bancos dianteiros, são os principais responsáveis pelo quase inacreditável espaço interno. Todos andam com espaço de sobra para pernas, ombros e braços. Tudo isso com alterações das dimensões externas em apenas 7 cm no comprimento, 2 cm na largura e 1cm na altura. É ou não uma verdadeira aula de design?

 

Segundo a Honda o painel de instrumentos mudou para melhorar a leitura. No primeiro contato não percebemos grande diferença e até achamos o antigo mais bonito. Quanto ao restante do painel ele está mais moderno realmente, mas não necessariamente melhor resolvido esteticamente que o painel antigo. Já o volante, o mesmo do Civic caiu muito bem para o New Fit também.

 

NOVAS VERSÕES

 

Antes, eram três. Agora, são quatro opções no mercado: 1.4 16V LX,   1.4 16V LXL, 1.5 16V EX e a novidade 1.5 16V EXL. Todas têm opção de transmissão manual ou automática, a única da categoria, de cinco velocidades.

 

Desde a versão LX, a básica, todas contam com duplo airbag de série além de ar condicionado, direção com assistência elétrica, vidros elétricos em todas as portas, travas e retrovisores elétricos. Além destes equipamentos de série, todas também contam com coluna de direção que agora passa a ser ajustável em profundidade (além da altura já disponível na geração anterior), rodas em liga leve ( 15 polegadas com pneus 175/ 65 para LX e LXL e 16 polegadas com pneus 185/55 para EX e EXL), computador de bordo com consumo instantâneo em um marcador gradual no centro do painel e diversas outras funções, descanso de pé, já mencionado acima, vidros verdes com filtro UV, banco do motorista com regulagem em altura, banco traseiro bi-partido e o já conhecido sistema ULT com mais de dez opções de rebatimento, além de diversos outros detalhes que fazem do New Fit um carro muito completo mesmo em sua opção de entrada.

 

A principal diferença das versões LXL, EX e EXL, é o ABS que não existe nem como opcional na LX, já entre a LXL e as EX e EXL, as diferenças são o ar condicionado automático e com controle digital, as luzes de seta nos retrovisores e o revestimento em veludo no EX e em couro dos bancos e forro das portas no EXL, que também não existem nem como opcional para as demais versões.

 

Entre o EX e EXL as diferenças são a alavanca do câmbio revestida em couro como os bancos e painel das portas já mencionadas acima, o farol de neblina e o grande diferencial, o Paddle Shift, que é o sistema seqüencial de troca de marchas disponível apenas para o EXL com câmbio automático. As trocas são realizadas através de pequenas alavancas posicionadas atrás do volante. Este mesmo sistema também equipa Civic EX automático.

 

MOTORES E CÂMBIOS

 

Na segunda geração do monovolume, a Honda conseguiu aumentar a potência e o torque das duas motorizações. A versão 1.4 16V aumentou 20 cv. Agora são 100 cv (101 cv com álcool) aos 6.000 rpm. No torque o ganho foi de 1,3 Kgfm, passando para 13 kgfm aos 4.800 giros.

 

Na versão 1.5 16V, a potência aumentou 10 cv. Agora são 115 cv (116 cv álcool) aos 6.000 rpm. Já o torque não aumentou muito, mas sua curva está mais plana com uma queda menos acentuada nas altas rotações. São 14,8 kgfm aos 4.800 giros.

 

As duas versões serão produzidas com a nova geração do motor i-VTEC e com tecnologia Flex, agora tanto para o câmbio manual como para o automático.

 

O sistema i-VTEC do 1.4 16V está programado para que em baixas rotações funcione apenas 1 válvula de admissão e duas de escape e em altas rotações, as 4 se abram por igual. Nesse caso o objetivo é equalizar potência com baixo consumo. Já o sistema i-VTEC do 1.5 16V está programado para que todas as válvulas trabalhem juntas em todas as rotações buscando o máximo de desempenho.   Os dois motores também passam a contar com acelerador eletrônico, é o moderno sistema eletrônico de aceleração DBW (Drive-By-Wire), que proporciona melhor dirigibilidade.

 

O novo conjunto mecânico do New Fit só não ficou perfeito por conta de um detalhe: a aposentadoria do excelente câmbio CVT. Isso mesmo, acredite, a Honda tirou uma das maiores virtudes do Fit: o câmbio automático CVT (Continuosly Variable Transmission), que, ao invés das tradicionais engrenagens, é constituído por duas polias cônicas interligadas por uma correia metálica que se movimenta continuamente sobre elas. Em seu lugar, entrou a transmissão automática de cinco velocidades, o que não é de todo ruim -- afinal, são cinco --, porém é pouco perto das "infinitas" marchas do antigo câmbio.

 

SEGURANÇA

 

Todos os modelos contam com airbag frontal para motorista e passageiro sendo que, o airbag do passageiro é mais eficiente que os normais. Ele sai da parte superior, infla-se em forma de "U" cobrindo toda a parte frontal e a parte inferior do painel, protegendo além do tórax do passageiro, os seus joelhos. Todos os modelos têm cintos dianteiros com pré-tensionador que eliminam suas folgas e aumentam a eficiência dos airbags e também aviso sonoro do cinto de segurança para o motorista. Todos os cinco ocupantes contam com cinto de segurança de 3 pontos e apoios de cabeça reguláveis. Poucos compactos no Brasil oferecem o encosto e o cinto de 3 pontos no centro do banco traseiro. Ponto para a Honda.

 

O ABS presente no LXL, no EX e no EXL, conta com EDB, sistema que distribui a força de frenagem de forma equilibrada para as rodas. Estes modelos com ABS têm discos de freio nas rodas traseiras também.

 

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

 

O aumento da estabilidade e do conforto do New Fit foi propagado no workshop que antecedeu a avaliação. Não é pra menos que a Honda escolheu a fazenda Capuava no interior paulista para essa avaliação. É uma propriedade particular que, se não tem a melhor pista de corrida do Brasil, com certeza, a mais bonita.

 

Foi difícil acreditar nos instrutores de pilotagem que orientavam os jornalistas a entrar nas curvas cada vez mais rápido. Não parecia possível um monovolume compacto ser tão estável, uma vez que o New Fit apresentava um conforto de marcha superior ao Fit. A maior distância entre eixos, o centro de gravidade rebaixado, modificações na estrutura da suspensão e nos amortecedores e molas e a nova geometria da suspensão dianteira, modificaram em muito o comportamento desta segunda geração.

 

O conforto de marcha do New Fit é melhor que o do Fit, que o do Idea e se equivale ao do Meriva. Porém nenhum tem uma estabilidade nem próxima ao do novo monovolume da Honda.

 

Os novos motores são eficientes dentro de suas respectivas propostas, mas os ganhos de potências não alteraram muito a sua dirigibilidade que já era muito boa. Como todo motor 16V, eles rendem melhor em giros mais elevados

 

A relação de marchas dos câmbios estão bem escalonadas e, no caso do automático com 5 marchas, as trocas são suaves e o ruído de funcionamento relativamente baixo.

 

Testar um carro em uma pista é a melhor oportunidade para levá-lo aos seus limites de giro e estabilidade, quesitos aprovados com louvor, porém, não é o ideal para simular as situações de trânsito urbano ou mesmo de estradas. Assim que o veículo de teste vier para nós, vocês terão o complemento desta avaliação aqui no AUTOPISTA.

 

Infelizmente uma coisa podemos afirmar: o antigo câmbio CVT era muito melhor até mesmo que este moderno modelo com 5 marchas. Se não fosse este detalhe, poderíamos dizer que a Honda chegou perto da perfeição. Se você é mesmo fã de câmbios manuais e gosta de um carro ágil e na mão, o EX/MT, o nosso eleito como o melhor, certamente será o seu também.

 

E O PREÇO?

 

Teremos que esperar a coletiva da Honda no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Segundo os diretores presentes nesta apresentação, nem mesmo eles sabiam o preço final que estava sendo elaborado ainda. Uma coisa é certa, se a Honda mantiver os preços praticados para o Fit ou um pouco acima dos mesmos, o New Fit vai ampliar ainda mais a sua liderança. A Honda vez um excelente trabalho, e merece este retorno.

 

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