Breve estudo sobre Gestão da Obra Mauá, São Paulo

Neste artigo fazermos um breve estudo sobre o desenvolvimento dos sistema financeiro em nosso país.A gestão da obra desenvolveu-se criando o conceito de projetos integrados; projetar se transformou num processo complexo que envolve planejamento, integração de etapas e solução de interferência.

Fernandes Projetos e Consultoria
(11) 4996-4719
al Barbacena,Marq, 192, Sta Teresinha
Santo André, São Paulo
Flasa Engenharia e Construções Ltda
(11) 4176-1690
r Alfredo Bernardo Leite, 281, Vl Sta Luzia
São Bernardo do Campo, São Paulo
APF Projetos S/C Ltda
(11) 4392-9056
r Bolívia, 131, An 2, Jd Sto Ignácio
São Bernardo do Campo, São Paulo
ALV - Engenharia
(11) 2201-9833
r Braúna, 7, Cid Jardim Cumbica
Guarulhos, São Paulo
Rimac Engenharia e Comércio Ltda
(11) 4195-9280
r Gardênia, 345, Tr Sl 101, Jd das Flores
Osasco, São Paulo
Matech Engenharia S/C Ltda
(11) 4997-3006
r Porto Seguro, 395, Tr Sl 1, Sta Teresinha
Santo André, São Paulo
Realtec Engenharia Ltda
(11) 4976-6417
pça Saladino,Pfto, 56, Utinga
Santo André, São Paulo
Lavrita Engenharia Consultoria e Equipamentos Industriais Ltda
(11) 4173-5277
r Arnaldo Psota, 63, Pauliceia
São Bernardo do Campo, São Paulo
Stone Engenharia e Montagem Ltda
(11) 4390-8977
r Cincinato Braga,Dr, 427, An 1, Vl Planalto
São Bernardo do Campo, São Paulo
Sweet Home Ltda
11 4411 1177
Al. Lucas Nogueira Garcês, 4080
Atibaia, São Paulo
Dados Divulgados por
 

Breve estudo sobre Gestão da Obra

A política de inclusão social praticada nos anos setenta defendeu a inclusão arquitetônica da população da periferia das grandes cidades, por meio da oferta de moradias construídas em série, de forma industrial, priorizando o uso de processos artesanais, mão-de-obra desqualificada, e péssimas condições de trabalho. A palavra de ordem era construir, crescer, ganhar dinheiro.

A questão da qualidade de materiais, segurança no trabalho, qualidade do produto final não foi cogitada; houve até tentativas de construção de conjunto habitacional usando-se gesso, fato que resultou em total fracasso. Apesar destes itens complicadores a política poderia ter dado certo, amadurecer e se efetivar se não fosse à inflação altíssima na época, que corroia salários e tornava inviável qualquer projeto em longo prazo.

Entretanto, política econômica a parte, a realidade é que o caminho tomado pelo BNH (Banco Nacional de Habitação), de construir moradias em série, a baixo custo, atrasou a construção brasileira em 30 anos conforme afirmou Siegbert Zanattini, para a revista TÉCHNE (a revista do engenheiro civil, editora PINI, edição 109; 14 abril de 2006).

A segurança no trabalho foi negligenciada resultando em altíssimos índices de acidentes, tendo a construção civil como carro chefe entre todos os demais setores produtivos. A oferta de financiamento em longo prazo, para aquisição da casa própria fez surgir uma indústria especializada na fabricação de produtos de má qualidade para atender este mercado em franco desenvolvimento.

A racionalização no uso de materiais não era estudada nem praticada uma vez que o produto final tinha venda certa; o custo elevado não era fator restritivo. O desenvolvimento de novos processos de construção e de novos produtos não era estimulado já que a construção de moradias populares só usava materiais simples e baratos dispensando inclusive processo moderno de construção.

O inicio da recuperação da qualidade na construção civil se deu somente após a extinção do BNH, quando o setor já não mais dispunha de crédito farto. Os recursos se tornaram escassos, o custo se tornou fator preponderante no sucesso de um empreendimento. Houve procura de materiais de qualidade cuja utilização era incompatível com o modo artesanal de construção; não podia correr o risco desperdiçar obrigando o setor a desenvolver processos modernos e racionais e melhorar a qualidade da mão-de-obra.

Atualmente o aproveitamento máximo dos recursos é um imperativo; já se fala em aproveitar até o entulho gerado nas obras, preparando-o para sua utilização como camada básica na pavimentação de pisos, ruas e estradas. A gestão da obra também se desenvolveu criando o conceito de projetos integrados; projetar se transformou num processo complexo que envolve planejamento, integração de etapas e solução de interferência. Tudo em busca da qualidade, racionalidade, custo e prazos. Até 1990 predominava o projeto tradicional que previa uma seqüência em que uma etapa só começava após o término da anterior. O setor adotou então a filosofia do projeto simultâneo que valoriza a integração entre os agentes minimizando a possibilidade de erros, retrabalhos, perdas de eficiência e ocorrência de defeitos; as etapas tratadas isoladamente, sem relacionamento entre si e, consequentemente expostas ao erro, passam a ser concebidas de forma integrada e cooperativa.

Esta integração tornou necessária a figura do coordenador de projeto com a função de estudar as interferências que ocorrem, devolvendo os projetos para os ajustes necessários, elaborar cronogramas de acordo com uma visão sistêmica, sugerir soluções e arranjos, cobrar prazos; tudo com o objetivo de melhorar a qualidade dos projetos, reduzirem perdas e maximizar resultados.

A criação do Banco Nacional da Habitação canalizou recursos abundantes do FGTS para a construção civil que foi surpreendida com crédito farto e fácil resultando num arrebatamento que privilegiou a produtividade em detrimento da segurança, qualidade e modernização de processos. Este ciclo perverso para o desenvolvimento da construção se interrompeu com a inviabilidade do sistema financeiro habitacional em conseqüência da altíssima inflação que se manteve até meados de 1994. Somente após esta data, com a estabilização econômica, é que o setor da construção se organizou tornando possível sua modernização.

André Lima Bélico - Arquiteto Urbanista e Aluno do Curso de Engenharia Civil da Faculdade FEA-FUMEC.

Sobre o Autor
Biografia

Artigos.com