Como combater o Aedes Aegypti Rio Branco, Acre

Atualmente pesquisadores e coordenadores de vigilância epidemiológica buscam a melhor forma de combater o Aedes aegypti,inseto vetor da dengue.neste artigo discutiremos a aplicação e eficiência dos 'fumacês' neste combate.

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Como combater o Aedes Aegypti

BIA LOPES

OPINIÃO


Alguns pesquisadores costumam discordar do uso de inseticidas para o controle do vetor da dengue, o Aedes aegypti. Mas pergunto: já questionaram o porque de não funcionar o inseticida?

Dizer que o inseto "adquiriu resistência" é uma resposta sem maior fundamentação. Aquele inseto atingido pela aspersão ou pelo poder residual, que permanece temporariamente, irá ser eliminado sim! Outros estarão nascendo e é por isso que deve haver uma escala de intervalo para a aplicação do UBV, pois de forma contrária o inseto não será atingido e isto é diferente de adquirir resistência.

Acredito que um trabalho correto e bem feito pode ser a solução, e para isto deve haver capacitação de funcionário, controle de aplicação e isto nos dará a certeza do efeito desejado.

Vou recordar novamente que o uso do UBV-Ultra Baixo Volume ou "fumacê" e indicado pela OMS-Organização Mundial de Saúde conforme documento "Chemical Methods for the Control of Vectors and Pests of Products Health Importance-WHO editado pela "Division of Control of Tropical Diseases-WHO- Pesticide Evalution Scheme". Boletim FUNASA

No Brasil costuma-se fazer as coisas nem sempre corretamente e esperam-se os melhores resultados! O caminho para o sucesso de qualquer trabalho exige estudo, pesquisa. No caso do uso do "fumacê" torna-se essencial a aplicação correta, obedecendo a dosagens, horário e intervalo de dias corretamente calculados.

Ao longo destes anos de epidemias seqüenciais e de decisões erradas no combate ao vetor e por que não dizer, do descaso com a saúde publica, muitas coisas foram decisivas para o vetor se estabelecer.

E incrível um inseto ser mais inteligente que tantos pesquisadores, pois consegue enganar a todos e dominar a situação!

Luiz Jacintho da Silva comenta que o século 21 começou com uma incidência anual estimada em 20 milhões de casos de dengue em todo o mundo e cerca de 24 mil óbitos. E, na opinião dele, o Aedes aegypti veio para ficar.

Pessoas despreparadas e sem o conhecimento necessário sobre o vetor ou sobre a patologia, que assumem a função de coordenar a Vigilância Epidemiológica estão por ai, cometendo erros e causando graves danos a Saúde Publica, ocupando cargos políticos e isto é lamentável, pois as epidemias se sucedem ano após ano...

Bia Lopes

Bióloga e Entomologista

Sobre o Autor

Desenvolvo pesquisa sobre insetos vetores patogênicos ao homem e aos animais (Dengue, Leishmaniose, etc.).


BIÓLOGA -Graduada pela Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT especialização em ENTOMOLOGIA MÉDICA-FIOCRUZ


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