Como não tornar-se um Workholic Rio Branco, Acre

Um recente estudo desenvolvido pela psicóloga Betania Tanure, professora associda da Fundação Dom Cabral e mestre convidada da Insead(França) e da London Business School, aponta: 84% dos executivos são infelizes no trabalho.

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Como não tornar-se um Workholic

Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais, até errado mais, ter feito o que eu queria fazer... Devia ter complicado menos, trabalhado menos ter visto o sol se pôr... (Epitáfio - Titãs - Composição: Sérgio Britto)

Um recente estudo desenvolvido pela psicóloga Betania Tanure, professora associda da Fundação Dom Cabral e mestre convidada da Insead(França) e da London Business School, aponta: 84% dos executivos são infelizes no trabalho.

A pesquisa foi realizada com mais de mil executivos de aproximadamente 350 empresas no Brasil, e revela ainda que embora sejam bons administradores nos negócios, os executivos brasileiros são péssimos administradores de suas próprias vidas.

A pesquisa apontou ainda outros dados incrivelmente preocupantes: 58% dos executivos estão descontentes com seu ritmo excessivo de trabalho e 54% estão insatisfeitos com o tempo dedicado à vida pessoal.

Em alguns países desenvolvidos esta difícil tarefa de conciliar a vida pessoal com profissional parece ainda mais desastrosa: 70% dos americanos estão insatisfeitos com a intensidade de sua jornada de trabalho, segundo um estudo da Harvard Business School e no Japão esse índice chega a 80% , segundo levantamento da Universidade Metropolitana de Tóquio.

O executivo brasileiro trabalha em média 14 horas por dia, e mesmo sabendo que o tempo restante é insuficiente para desempenhar suas funções de marido e de pai, ele não consegue se desligar do trabalho, o que o caracteriza como Workholic - realizado profissionalmente, mas pessoalmente infeliz. Os Workholics são viciados no trabalho e não vêm outros sentidos na vida que não seja o exercício profissional delegando a segundo plano sua família, amigos e a até a própria saúde. O trabalho ocupa cada segundo de um precioso tempo que poderia ser desfrutado com a família. Uma difícil tarefa a todos nós: administrar esse paradoxo.

Entre os executivos, 58% apontam que os cônjuges estão descontentes com o seu ritmo excessivo de trabalho, isso talvez explique os altos índices de separações e de lares destruídos a cada dia em nosso país e no mundo.

Recentemente li um livro intitulado: "Felizes no Amor: Os Segredos da Vida a Dois", da psicóloga americana especializada em aconselhamento familiar, Nancy Van Pelt. Segundo a autora, de cada doze casais, após dois anos de casamento, seis se separam, quatro se toleram e só dois são felizes.

Essa impossibilidade de desfrutar mais tempo com a família e seus projetos pessoais é o maior fator de infelicidade hoje.

Que triste relação, vivemos uma inversão de prioridades e de valores. O verdadeiro sucesso nunca será alcançado por um profissional que trabalha desmedidamente dia e noite em prol de seus objetivos profissionais esquecendo-se dos pessoais. Muitas vezes perde insubstituíveis momentos com a família para se dedicar a negócios de outras pessoas e que com o passar do tempo o farão perceber que aquele sonho de ter sucesso profissonal o distanciou da verdadeira razão do viver. É preciso ter consciência de que o sucesso profissional é importante, mas que o maior desafio não é simplesmente chegar ao topo, e sim saber administrar a própria vida e que o segredo do maior sucesso é ser realizado na mesma proporção em sua vida pessoal e profissional. Pense Nisso!

...Para alcançar a felicidade "é preciso livrar-se da agitação desregrada, à qual se entrega a maioria dos homens".( Sêneca 4 a.C.-65 d.C.)

04/05/2007

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