Compreenda o Transtorno Obsessivo-Compulsivo Cuiabá, Mato Grosso

O artigo refere-se ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo, popularmente chamado de TOC. O médico Alessandro Loiola comenta quais pessoas podem estar inseridas no grupo de risco da doença. Conforme ele, O TOC é a manifestação de um mau funcionamento de certas partes do cérebro.

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Compreenda o Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Recentemente, um grupo de cientistas da USP procurava voluntários para um estudo sobre Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Devido à dificuldade para atingir o número suficiente de pacientes para a pesquisa, publicaram um anúncio no jornal local. A estratégia foi um sucesso: uma hora e meia após a publicação, já haviam recebido 2.875 ligações.

Todas da mesma pessoa.

Apesar de engraçado à primeira vista, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo ou TOC, como é chamado pelos mais íntimos - pode tornar o dia-a-dia tão frustrante quanto o horário eleitoral gratuito. De tão comum, ele já foi até tema de filme: em Melhor Impossível, o sempre excelente Jack Nicholson sofre de um TOC de causar inveja. Especialmente pela Helen Hunt que vem de bônus...

Bom, mas o que seria o TOC?

O TOC é a manifestação de um mau funcionamento de certas partes do cérebro.

Inicialmente, o curto-circuito resulta no desenvolvimento de uma Obsessão, um pensamento fixo. Os mais comuns são receio de representar um perigo para si mesmo ou para terceiros, medo exagerado de contaminação, necessidade de exatidão ou ordem em tudo, e fantasias de cunho sexual freqüentes envolvendo praticamente qualquer situação ou objeto, entre outros.

Com o tempo, para se ver livre da Obsessão, a vítima desenvolve uma Compulsão, uma mania que ela acredita ser capaz de apagar o pensamento obsessivo. Algumas compulsões são bastante típicas: tornar-se fixado em um determinado número (p.ex.: estalar os dedos 3 vezes antes de começar a falar), checar repetidamente se fez algo (p.ex.: o sujeito volta várias vezes do meio da rua para ver se travou mesmo a porta do carro), usar luvas e lavar exageradamente as mãos o tempo todo, arrumar as coisas sobre a mesa até que elas estejam em uma disposição perfeita, etc.

O diagnóstico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo vem se tornando mais freqüente a cada dia: estima-se que uma em cada 50 pessoas sofra do distúrbio. Seria um reflexo dos altos níveis de estresse da sociedade moderna? Vivemos entre tantas cobranças de qualidade no trabalho, insegurança na rua, salários apertados, pesadelos com o cheque especial, SPC e SERASA, que é possível e provável - que vez ou outra o cérebro chute o balde, grite Chega! e vá para a galera.

Entretanto, apesar dos cientistas ainda não terem descoberto exatamente a causa, eles são unânimes em afirmar que o TOC não ocorre porque a pessoa é fraca ou possui distúrbios de personalidade. Infelizmente, devido aos preconceitos que ainda cercam as doenças mentais, muitas vítimas do TOC se sentem embaraçadas demais para admitir o problema, e isto só piora as coisas. Sem tratamento adequado, os sintomas tendem se agravar com o tempo.

Pessoas perfeccionistas, excessivamente devotadas ao trabalho, pouco generosas e incapazes de jogar algo fora (mesmo quando aquele objeto não possui mais qualquer valor sentimental ou financeiro), podem apresentar um risco maior para desenvolver TOC. O mais aconselhável, nestes casos, é reduzir o nível geral de estresse procurando atividades e hobbies que diminuam a ansiedade.

Não é qualquer maniazinha à toa que pode ser classificada de Transtorno Obsessivo-Compulsivo, mas, se você perceber que um tic nervoso está prejudicando sua vida pessoal ou social, ligue a luz de alerta, procure ajuda profissional.

A Informação é maior arma contra a doença. Se você recebeu o diagnóstico de TOC, leia, informe-se, e não tenha vergonha de procurar acompanhamento profissional. O tratamento correto é capaz de eliminar os sintomas em mais de 90% dos casos.

Finalmente, caso conheça alguém com TOC, ofereça apoio, não julgamento - comentários e críticas pouco construtivas não ajudam muito. Se você tem um parente com TOC, saiba que problemas familiares não causam a doença, mas o modo como os familiares reagem pode afetar a intensidade dos sintomas. Em todos os casos, seja paciente: o Mundo foi feito em 7 dias. A solução do problema certamente levará um pouco mais que isso. Mas ela existe.


 
Dr. Alessandro Loiola é médico, escritor, palestrante, autor de Vida e Saúde da Criança e Crianças em forma: saúde na balança (www.editoranatureza.com.br). Atualmente reside e clinica em Belo Horizonte, Minas Gerais.
© Dr. Alessandro Loiola  -  E-mail / MSN: alessandroloiola@yahoo.com.br
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