Compreenda o prazo de retorno de consulta médica Cuiabá, Mato Grosso

O engenhoso autor filantrópico do retorno da consulta médica não estabeleceu um elemento fundamental quando se lida com a saúde, que é o implacável tempo. Por conta disso o prazo deste retorno foi estabelecido no relógio sem ponteiros do famoso ‘bom senso’. Entenda mais abaixo.

Jubert Sanches Cibantos Filho
(65) 3623-4023
Rua General Neves 111
Cuiaba, Mato Grosso
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Cirurgia Plástica

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Magno Stefani Cezar
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Cuiaba, Mato Grosso
Especialidade
Cirurgia Plástica

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Med K Prod e Serv Médico Hospital e Laboratorial
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Dulciyara Lopes, Drª
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AR Distribuidora de Medicamentos e Produtos Hospitalares Ltda
(65) 3634-3637
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Cuiabá, Mato Grosso

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Carlos Alberto A Maranhao
Av 31 - de Marco 889
Cuiaba, Mato Grosso
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Tiago, José S
(65) 3623-5986
r Cândido Mariano, 990 Quilombo
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Draúzio Antônio Medeiros
(65) 3624-3713
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Cuiabá, Mato Grosso

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Maria do Socorro Dra. Cirurgiã Plástica
(65) 3623-8521
r Cmte Costa, 1496 Centro
Cuiabá, Mato Grosso

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Clínica Magno Cézar
(65) 3623-5122
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Cuiabá, Mato Grosso

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Compreenda o prazo de retorno de consulta médica

Quando a atividade médica era focada somente atendimento clínico, se achou (até hoje não se sabe ao certo o nome do autor dessa entremeia façanha!) que se devia, - por questões de presteza profissional e senso cívico -, oferecer um retorno para cada consulta medica. Nessa ocasião posteriori, o médico re-avaliava o paciente, os resultados terapêuticos, a posologia aplicada etc. Agindo assim, acreditava que o retorno seria o fechamento do processo de anamineses.

Contudo, o engenhoso autor filantrópico do retorno da consulta médica não estabeleceu um elemento fundamental quando se lida com a saúde, que é o implacável tempo. Por conta disso o prazo deste retorno foi estabelecido no relógio sem ponteiros do famoso ‘bom senso’.

Como bem se sabe, bom senso, preferências, gostos e opiniões beiram os vastos campos filosofais e cavalgam elegantemente pelos verdes pastos do empirismo. Ultimamente, com o advento da utilização da semiótica como massa esclarecedora de temas tênues, esses eflúvios conceitos preferirem beber á água da confusão nos escuros poços dos ‘achismos’. Por conta disso, quando não se há regras claras sobre um princípio confuso, logo aparece alguém argumentando que se deve usar o bom senso para resolve todos os problemas oportunos.

Sobre a face da sintomática do problema do retorno médico reluzem ainda as dúvidas não somente quanto ao prazo do retorno, mas se ele deve existir ou se deve se cobrar um valor financeiro sobre tal atividade. Nesse campo elucubrativo discernem diversos tentáculos de opiniões e o retorno da consulta médica borbulha sobre as espumas dos achismos e, mesmo sendo cozido a tanto tempo no caldeirão das discursões, até hoje está sem sabor, cor e definição morfológica.

A AMB (Associação Médica Brasileira) sugere que o médico tenha ‘bom senso’ e dê até 15 dias para o paciente retornar para obter informações complementares sobre a sua consulta inicial. Na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) não existe lei específica sobre o retorno da consulta médica quanto ao prazo e cobrança diferenciada. Quando um médico solicita um esclarecimento sobre o tema junto ao seu Conselho Regional, normalmente recebe como resposta a frase vezeira: “Dr.(a). para isso precisamos usar o bom senso, pois há casos e casos...” Em todas essas buscas indagativas, as perguntas não geram nem ecos nem respostas esclarecedoras.

Desse imbróglio purista fica o médico de um lado sem um respaldo legal para estabelecer um prazo comum para o retorno da consulta e, por outro, o cliente que ‘acha’ que tem o relógio do bom senso trabalhando ao seu favor. Obviamente nessa terra sem leis e normas impera as diatribes e as porfias.

Hoje em dia, quando os médicos são verdadeiros mágicos e desdobradores do tempo, o prazo de retorno de consulta está no centro de diversas e calorosas discursões. Afinal, há quem argumenta que as consultas de retorno consomem muito tempo (em média 30% do tempo útil da atividade médica) e, além disso, tem o seu custo operacional de atendimento. Ou seja, se perguntam esse grupo de profissionais: - o valor pago pela consulta inicial cobre os custos do atendimento de retorno? Se o retorno custasse a metade do preço da consulta haveria tanta gente o procurando? Por que será que ao vender os seus produtos, os consultores dos planos de saúde enfatizam tanto o ‘brinde’ da consulta de retorno?

Pelo lado da turma do bom senso, tem os profissionais de gestão de empresas médicas e alguns teóricos da medicina que dormem sob o Código de Ética Médica e destes destilam belas poesias ufanistas e argumentam que atividade médica não pode ser um negócio, que o médicos só deve cobrar sobre os seus serviços se ele descobri que o paciente tem condições para tal. Se for o contrário disso, o médico deve atender de graça etc. e etc.

Nesse ditongo insosso pairam as nuvens escuras das confusões e pouca gente sabe dizer realmente qual dever ser o prazo e o custo do retorno.

Obviamente, para não ficar em cima do muro da discórdia, eu vou usar as fantásticas armas do nosso famoso bom senso e dizer que, a priori, o paciente deve ser avisado quando da consulta inicial, qual vai ser a duração média dessa e qual será a duração da possível consulta de retorno. Além disso, deve ser também o cliente avisado que o retorno difere de uma consulta normal e que essa terá a validade de ‘x’ dias. Vamos supor, para efeito didático, que uma consulta dure em média 30 minutos. O retorno pode ser de 10 minutos e o prazo deste será de 20 dias.

Se isso for anteriormente estabelecido, ficará o entendimento mais fácil para o médico e para o cliente, haja vista que há uma norma esclarecedora sobre o tema e essas relações.

Quanto a se cobrar pela consulta de retorno, o nosso ‘bom senso’ nos diz que isso não é uma boa idéia, pois isso normalmente acaba efugentando a clientela.

Para os nossos clientes temos sugerido que se estabeleça uma quantidade de retorno por dia. Dessa forma a agenda do médico não fica cheia de retornos e escassas de consultas efetivas. Há quem opte por determinar um turno por semana para atender somente os retornos de consultas.

Todavia, vale ainda dizer que os teóricos que lustram diariamente a formosa capa do Código de Ética Médica argumentam que o médico não pode dar 15 dias de retorno de consulta para os clientes de planos de saúde e 20 ou 30 dias para as consultas particulares. Isso é discriminação, e por tal atitude, cinge o código penal! Panfleteiam.

Portanto meu caro doutor ou doutora, como não há lei clara sobre o tema, prefira o bom senso lucrativo. Não cobre as consultas de retornos, mas sejam rígidos com os prazos pré-definidos na consulta inicial. Por ultimo, faça como Vinicius de Morais e lembre da sua famosa estrofe: “É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe.”

Afinal, pode ser que em um dos seus atendimentos de retornos de pacientes, você encontre um novo(a) e surpreendente amigo(a). E isso não deve ter preço nem pode ter prazo.

Roberto Carlos Rodrigues

Roberto Carlos Rodrigues

Analista de Negócios e Informações - contato: intercriar@hotmail.com Site: www.intercriar.com.br

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