Capricultura Brasília, DF

A demanda por carnes caprina e ovina vem crescendo, no Brasil, podendo assim a criação de pequenos ruminantes em sistema orgânico de produção ser uma boa alternativa ao produtor. A produção de leite e queijo de cabra também pode ser uma alternativa interessante e rentável. Veja mais no artigo abaixo.

Centro de Treinamento Esgrima Brasília
(61) 3242-5497
Sces Tr 1, s/n, lt 3
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Le Français Restaurant
(61) 3225-4583
CLS 404 BL B, Lj 27
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Aero Clube de Brasília
(61) 3225-9811
Sgas 903, Lt 77
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Haná Japanese Food
(61) 3242-7331
CLS 408 BL B, Lj 35
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Cantina Da Massa
(61) 3226-8374
CLS 302 BL A, Lj 4
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Cafe Cancun
(61) 3327-1451
SCN Qd 2 BL D, s/n Lj 52; Liberty Mall
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Aabb-associação Atlética Banco do Brasil
(61) 3223-0078
Sces Tr 2, s/n, lt 16
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Dragon King
(61) 3328-4030
SCN Q 5 BL A, Brasília Shopp Lj 223
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Brasília Clube de Xadrez
(61) 3274-5375
Scrn 706/707 Bl D, s/n, en 12, s 301
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Fuji sushi
(61) 3224-6255
SCS Q 7 BL A, Lj 64
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
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Capricultura

A demanda por carnes caprina e ovina vem crescendo, no Brasil, podendo assim a criação de pequenos ruminantes em sistema orgânico de produção ser uma boa alternativa ao produtor. A produção de leite e queijo de cabra também pode ser uma alternativa interessante e rentável.

Existem raças ovinas e caprinas especializadas em produção de leite, carne, pele e lã, devendo-se sempre escolher a raça mais adequada ao que se deseja produzir na propriedade aproveitando-se assim ao máximo seu potencial produtivo.

No sistema orgânico são obrigatórias todas as vacinas previstas por Lei. No entanto, medicamentos alopáticos só são permitidos em casos extremos, nos quais há risco de vida para o animal, e ainda assim a certificadora deve ser comunicada.

Ao nascerem, os animais devem, assim como no sistema convencional, ter o umbigo devidamente cortado e desinfetado com solução iodada. Os animais devem preferencialmente mamar naturalmente, na mãe, e o desmame deve ser feito com no mínimo 35 dias para ovinos de corte e 60 dias para caprinos de corte (a critério da certificadora). Para animais de leite a certificadora analisa cada caso particularmente.

Os animais devem estar num ambiente o mais próximo do natural possível devendo ser, portanto, criados a pasto. Além disso nas normas européias o confinamento é proibido, havendo também valores máximos de animais por área tanto de pasto como de instalações.

Os animais podem ser criados exclusivamente à base de pastagem ou também podem ser suplementados com forragens conservadas ou capineiras (principalmente nas épocas secas, nas quais esta prática torna-se essencial) e/ou rações balanceadas. As quantidades de cada alimento permitidas variam com a certificadora. Deve-se lembrar sempre que toda alimentação deve ser proveniente de produção orgânica, sendo permitido, em casos de emergência, que parte desta suplementação seja proveniente de produção convencional, desde que não supere 30% (esta porcentagem pode variar com a certificadora). As pastagens também devem ser conduzidas organicamente, sem uso de fertilizantes altamente solúveis nem agrotóxicos.

Deve-se enfatizar também que a pastagem deve ser conduzida como uma cultura, pois a extração de nutrientes do solo é bastante alta. Ou seja, a pastagem deve ser constantemente adubada e ter um manejo adequado para que consiga obter o melhor balanço entre produção de matéria seca e valor alimentício. Pastagens passadas e mal adubadas têm baixo valor nutritivo ocasionando assim baixo desempenho animal e pastagens muito jovens resultam em baixo retorno econômico, apesar de terem maior valor nutritivo. A falta de nutrientes na forrageira vai ocasionar uma deficiência deste nutriente no animal, podendo causar sérios problemas se não for suplementado.

O ideal é que todos os alimentos fornecidos aos animais sejam produzidos dentro da propriedade para garantir a máxima sustentabilidade. Deve-se também fornecer sal mineral à vontade, desde que proveniente de fontes permitidas pela certificadora.

Nos caprinos e ovinos criados a pasto um dos principais problemas é a verminose, que pode ter vários agentes causadores, sendo o Haemonchus contortus um dos mais problemáticos, de difícil controle por ter alta incidência e indução de resistência pelo alto uso de vermífugos sem alternância de princípios ativos. No sistema orgânico não é permitido o uso destes vermífugos, sendo o controle feito preventivamente através de rotação de pastos e uso de homeopatia. O controle curativo também pode ser feito através de homeopatia, porém é geralmente menos eficiente.

Outra questão que deve ser estudada com cuidado é quanto às cercas e instalações. Devem-se utilizar cercas altas (por volta de 1,5m) e com espaços pequenos entre os fios (existem empresas que produzem cercas específicas para estes animais). Cercas elétricas não têm se mostrado muito eficientes.

Os animais de corte são geralmente abatidos com aproximadamente 30kg. O abate deve ser feito em locais certificados, portanto adequados às normas orgânicas.

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Fonte: Equipe Portal Orgânico - Eng. Agrônomo Ricardo Cerveira

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