Lojas de produtos naturais Rio Branco, Acre

Veja relatos dos Bandeirantes que revelam a origens de alguns produtos orgânicos. Conheça os alimentos que se destacavam-se naquela época. Historiadores relatam que foram os africanos que chegaram com as primeiras bananas ao Brasil.

D Lago
(68) 3026-2495
r Rubens Carneiro, s/n, Sn, Abrahão Alab
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
J. Felix Ferreira
(68) 3026-1037
r Rio de Janeiro, 1854, Qd D 9 Cs 2, Base
Rio Branco, Acre

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F. Junior Vieira de Oliveira
(68) 3026-1046
r Deodoro,Mal, 159, Sl 244, Centro
Rio Branco, Acre

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E. C. Vieira - Me
(68) 3223-3857
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Rio Branco, Acre

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A. Palu Junior
(68) 3224-1998
r Quintino Bocaiúva, 1452, Bsq
Rio Branco, Acre

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Cometa Restaurante Ltda
(68) 3224-2115
r Quintino Bocaiúva, 223, Centro
Rio Branco, Acre

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Elcimar F. Ferreira
(68) 3223-3857
etr Usina, 1321, Aviário
Rio Branco, Acre

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I. J. Schaefer -me
(68) 3228-4088
av Getúlio Vargas, 3242, Vl Ivonete
Rio Branco, Acre

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F . Moura Felix - Me
(68) 3227-7182
r Rio de Janeiro, 1564, Floresta
Rio Branco, Acre

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D. M. S. Borges - Me
(68) 3226-6655
av Nações Unidas, 2123, Estação Experimental
Rio Branco, Acre

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Lojas de produtos naturais

Equipe Portal Orgânico
Chef Renato Caleffi

Linha Cronológica com enfoque na existência da banana em terras brasileiras

1325 - Há relatos de lendas e especulações sobre descobertas de novas terras.

1450 - Novas Rotas Marítimas e busca por especiarias

1493 a 1498 - Primeiras Explorações relatadas como "Sigilosas Portuguesas"

1500 - O Brasil era formado por índios. Seus hábitos baseavam-se na retirada da terra apenas do que podiam e fosse necessário para a sobrevivência. A madeira servia para construção de canoas e casas; fibras, ceras; resinas; cal; tinturas naturais. Capturavam o que era de safra e conhecimento medicinal natural. Destaca-se na culinária assados em folhas de bananeira, pamonha, canjica, paçoca de peixe e carne, mandioca, batata, cará (não o inhame), milho, pimenta de cheiro, cana de açúcar, algodão, banana, castanhas, amendoim, favo de mel, feijões e favas, erva mate, mamão, jabuticaba, caju, pitanga, abacaxi, açaí, palma...

Ao chegar à América do Sul, Cristóvão Colombo não relatou a presença de bananeiras. A banana foi herança africana no século XVI e tornou-se inseparável das plantações brasileiras, cercando as casas dos povoados e as ocas das malocas indígenas, e decorando a paisagem. A banana foi a maior contribuição africana para a alimentação do Brasil, em quantidade, distribuição e consumo. As bananas não foram vistas, pois não era desenvolvido seu crescimento no litoral Atlântico, e provavelmente a encontrada hoje, principalmente no litoral norte de São Paulo, da espécie conhecida como nanica foi trazida das Ilhas Canárias e Índias. Na realidade foram trazidos os rizomas, que são os verdadeiros caules.

No litoral paratiense predominou a cultura caiçara (existente até hoje) dos nativos desse trecho da costa que vai até o Estado do Paraná e que vivem, basicamente, da pesca e da agricultura e imenso rebanho bovino. Os temperos básicos estavam próximo como coentro, limão galego e urucum. A farinha de mandioca ou milho era constante. A forma de conservar o peixe, sobretudo para quem se deslocava até a roça, era a desidratação em exposição ao sol ou salga chamado de peixe seco. Outra opção era a carne seca, refogada com abóbora ou batatas ou com farinha de mandioca, ou pilada com a farofa, influência dos tropeiros que circulavam na ida e vinda do Vale do Paraíba ao Porto de Paraty. Sua cozinha misturava hábitos portugueses e indígenas, com pouca ou nenhuma influência inicial dos negros. Com o início da plantação de cana, vieram a pinga e os escravos, com suas receitas africanas.

Na realidade foram trazidos os rizomas, que são os verdadeiros caules. Historiadores relatam que foram os africanos que chegaram com as primeiras bananas ao Brasil. Todavia, havia uma única espécie nativa a Pacova. Provavelmente este fato deu-se pela existência da Pacova somente na região central e centro-oeste do Brasil, região conhecida hoje pelo Cerrado. Lá a Pacova encontrou um solo nem tanto arenoso nem tanto encharcado, grande área de insolação e solos que mesmo durante a seca conseguem armazenar e reter grande quantidade de água. Ela deve ser cultivada em altitudes que variam de 0 a 1.000 m acima do nível do mar, bem como uma altitude ideal. A altitude influencia nos fatores climáticos (temperatura, chuva, umidade relativa, luminosidade, entre outros) que, conseqüentemente, afetarão o crescimento e a produção da bananeira.

Variações na altitude induzem alterações no ciclo da cultura. Cada bananeira só dá fruto uma vez na vida, levando cerca de um ano para que fique maduro e sem replantio pode produzir por 50 anos. Embora a banana não seja polinizada e não tenha semente, é preciso o corte imediato de seu pseudo-caule, para que o rizoma (caule verdadeiro e subterrâneo) fortaleça e possa dar origem a outra bananeira.
Enquanto na América Latina há quatro séculos já se conhecia a banana, o Oeste Europeu e a América do Norte só vieram a conhecê-la depois, por volta de 1866. A banana amadurecia antes de chegar aos seus portos, data-se a por volta de 1870 à construção de uma linha férrea através da selva da América central para possibilitar o transporte, o que hoje já é feito por caminhões refrigerados ou navios refrigerados, cujo primeiro foi construído em 1903. Os alemães só tomaram conhecimento da banana após 1892. Para o grupo que não pertencia à elite destes locais, somente por volta de 1900, com as exportações do Caribe. Hoje a banana é a segunda fruta mais consumida, depois da maçã. Sua origem remota dá-se na Índia, passando para a China e Ilhas do Pacífico e costa da África. Em 650 d.c. chegou ao Egito e à Palestina. Os árabes foram levando os rizomas para plantio pela África através de suas conquistas.

A fusão da culinária litorânea com a da roça, através das viagens feitas a pé ou canoa, até Paraibuna e São Luiz de Paraitinga, resultou a galinha "Galinha ao Molho Pardo" e "Galinhada", misturando-a ao arroz, o camarão refogado com chuchu, o peixe empanado na farinha de mandioca e assado na folha da bananeira ou refogado com banana nanica verde. Desta última combinação nasceu o prato típico "Azul Marinho". Os caiçaras eram recebidos com café, banana e muito carinho.

Todos se conheciam, de Bertioga a Paraty. No mundo pequeno das viagens pelo Litoral Norte antigo, honravam-se os preceitos ancestrais da hospitalidade, transmitidos de geração em geração até desembocar no atendimento cordial da atualidade, profissionalização em hotéis e pousadas.

1600 - Primeiras bandeiras oficiais pelo Brasil Central

A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão-de-obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.

O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só pudesse fazer comércio com a metrópole. A sociedade no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por trabalhadores livres e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos de origem africana. Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder social. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos. A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam, além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a miséria e péssimas condições de higiene das senzalas.

Nas primeiras décadas do século XVII, os paulistas começam a organizar as bandeiras, que avançam pelo sertão em busca da mão-de-obra indígena e de minas de ouro. Isso foi o precursor do processo de ocupação do Brasil central (o interesse por ouro e pedras preciosas). Pequenos povoados, de importância inexpressiva, foram sendo formados na região que vai de Cuiabá a oeste do triângulo mineiro, e ao norte da região dos cerrados, nos estados de Tocantins e Maranhão. Ingrediente tradicional da culinária do Centro-Oeste, amado por alguns paladares, odiado por outros, o pequi tem propriedades que podem fazer dele muito mais que um simples tempero, mas remédio.

Mais um vestígio de alimento funcional. Em Goiás as primeiras e escassas notícias da região vêm de expedições enviadas ao interior da colônia e das andanças dos bandeirantes atrás de mão-de-obra indígena e de pedras e metais preciosos.

Em 1612, sob o comando de franceses no Maranhão, instalam uma colônia na região, chamada França Equinocial, e fundam São Luís.
Em 1615, os portugueses, comandados por Jerônimo de Albuquerque, derrotam os franceses e iniciam a colonização.

Em 1641, São Luís é invadida pelos holandeses, mas é recuperada por Portugal três anos depois. A partir daí, torna-se base de apoio à exploração da Amazônia e ao povoamento da Região Norte.

Em 1630 ocorre a "entrada oficial" de judeus em terras brasileiras, com os holandeses. No inicio do século XVII tinha continuidade o processo de expansão do Sistema Colonial Europeu. As Américas ainda eram um grande objetivo a ser alcançado pelos europeus. Embora o processo econômico estivesse nesta época na Europa em plena efervescência, o relacionamento político entre os diversos reinos estava abalado, sobretudo em decorrência de problemas de ordem religiosa. Dentre as principais vítimas da perseguição religiosa encontravam-se os judeus. Estes, aliás, já detinha em seu inconsciente coletivo uma longa tradição de perseguições e conseqüentemente de artifícios de sobrevivência. Os países católicos, sobretudo Portugal e Espanha, não pouparam esforços no sentido de garantir a hegemonia cristã. Ocorre, entretanto, que grande parte dos portugueses da época eram de origem judaica. Uma significativa parcela de portugueses de origem judaica migrou para a Holanda em um momento histórico no qual este reino se consolidava e expandia-se para o Novo Mundo. Com a chegada holandesa em terras da Capitania de Pernambuco, em 1630, chegaram também muitos judeus, tanto os de origem portuguesa como os de origem holandesa.

Entre os anos de 1630 e 1654, o Nordeste brasileiro foi alvo de ataques e fixação de holandeses. Interessados no comércio de açúcar, os holandeses implantaram um governo em nosso território. Sob o comando de Maurício de Nassau, permaneceram lá até serem expulsos em 1654. Nassau desenvolveu diversos trabalhos em Recife, modernizando a cidade.

Em 1634 a 1644 durante a ocupação holandesa, um certo cientista formado na França, ajudou a difundir as características da banana pela Europa. O que hoje podemos chamar de uma primeira demonstração de alimento funcional, pois ele relatava que sua polpa era rica em açúcar sob a forma de sacarose, glicose e frutose, seus aspectos energéticos e saudáveis.

O dia 23 de janeiro de 1637 viria a mudar significativamente este quadro político/religioso na colônia. Desembarcaria neste dia na Capitania de Pernambuco o Príncipe João Mauricio de Nassau. O comando dos negócios da Companhia das Índias Ocidentais em Pernambuco estaria sob o seu controle. A figura humana deste governante transcendia o comum. Cientistas, artistas, cartógrafos, faziam parte de sua comitiva. A sua visão larga de mundo o posicionava como um homem que se situava muito além de sua época. Procurou implantar na colônia uma nova política administrativa radicalmente contraria as políticas vivenciadas até então. Procurou coligações que fossem favoráveis a sua administração, procurou preservar o meio ambiente sem detrimento do crescimento harmônico das cidades. Cultivou uma convivência social na qual predominava o respeito aos diferentes credos. É precisamente a partir desde momento que os judeus residentes na Capitania de Pernambuco, juntamente com outros que para cá migraram, tiveram a oportunidade de "existir" com identidade pública.

Em 1650 Intensa e crescente atividade sertanista. Dá-se até o início do século seguinte.

Em 1682, para estimular o desenvolvimento regional, apoiado na monocultura do açúcar e do algodão de base escravista, é criada a Companhia do Comércio do Maranhão.

As Minas Gerais surgem no final do século XVII, surgem as primeiras descobertas de jazidas pelos bandeirantes paulistas. No início do século XVIII, a extração já é intensa. Cidades começaram a surgir e o desenvolvimento urbano e cultural aumentou muito nestas regiões. Foi neste contexto que apareceu um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil, o Aleijadinho. Em meados do século XVIII, a mineração está no auge da capacidade produtiva e a sociedade mineira vive o esplendor do barroco.

De acordo com o Tratado de Tordesilhas, o atual estado de Mato Grosso, como quase todo o Centro-Oeste e a Região Norte, pertencia à Espanha. Por muito tempo sua exploração se limitou a esporádicas expedições de aventureiros e à atuação de missionários jesuítas espanhóis. Com o bandeirismo no século XVII e a descoberta de ouro no Brasil central no século XVIII, a região é invadida por exploradores. Em 1710, com a descoberta de ouro no sul da Chapada (próximo ao rio de Contas Pequeno) e a conseqüente chegada de bandeirantes e exploradores vindos de outros pólos mineradores, começou a colonização da região.

Pode parecer estranho, mas a estrela da gastronomia lençoense é o tucunaré, predador nativo da Amazônia. Servido com cortado de palma e godó de banana, constitui um dos principais pratos da cozinha de Lençóis. E quem pretende experimentá-lo deve ficar atento às datas: o tucunaré é encontrado entre setembro e maio. Na falta do peixe outras opções, como a carne de sol, carneiro ou galinha caipira. Na dieta desta região está presente:o cortado de palma (um tipo de cacto refogado), godó de banana (feito com a fruta verde), farofa com couve, feijão, arroz e salada verde com batata da serra (legume com muita água).

Nas décadas de 1720 e 1730 os bandeirantes encontram minas de ouro em Goiás e em Mato Grosso. O ouro surge com fartura em rios, córregos e encostas de Goiás e de Mato Grosso por volta de 1720. Fundado no início do séc. XVIII por uma família de portugueses da cidade de Mafra, este pitoresco arraial recebeu também bandeirantes interessados em novas regiões de exploração do ouro. Ainda hoje a família Mafra é maioria no local. Ponte do Coronel Este trecho do Rio Brumado, que se destaca pelas corredeiras, possui piscinas naturais para banho e um botequim onde o proprietário produz diversos tipos de cachaça curtida com ervas.

Mas o que há de ainda melhor na culinária cuiabana é a influência de felizes "toques" trazidos pela enormidade de migrantes que aqui vivem ou por aqui passam, que só favorecem as receitas. Esse é o caso da "adoção", por exemplo, da carne seca, muito conhecida como charque no sul do País e bastante utilizada na cozinha mineira. Em Cuiabá, sua preparação ganha um sabor típico quando cozida com a banana-da-terra ainda verde, transformada em um dos pratos mais apreciados na cidade, por nativos e demais. A culinária do Centro-Oeste bebe nas mesmas águas da paulista e da mineira, pois foi fundada pelos bandeirantes, mas rapidamente se tipificou, devido à incorporação de ingredientes locais, como o pequi e a guariroba, que lhe conferem hoje identidade própria. Godó de banana (ensopado de carne-seca com banana verde).

Essa intensa atividade dos bandeirantes contribui para a expansão territorial da colônia, mas depois a capitania de São Paulo atravessa longo período de estagnação e declínio e de uma política de expansão agrícola, por parte do Governo Federal, que se iniciou uma acelerada e desordenada ocupação da região do cerrado, baseada em um modelo de exploração feita de forma fundamentalmente extrativista e, em muitos casos, predatória.

Com a colonização, a capitania da Bahia incorpora os territórios das capitanias de Ilhéus, Itamaracá e Porto Seguro. Além de sede política e administrativa, funciona como pólo de desenvolvimento econômico de toda região, com açúcar, tabaco e algodão no século XVIII e tráfico de escravos até meados do século XIX.

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Fonte: Chef Renato Caleffi

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