Professores de nutrição Rio Branco, Acre

Conheça as passagens históricas que revelam as origens de nossos hábitos alimentares. A banana foi herança africana no século XVI e tornou-se inseparável das plantações brasileiras. Nenhuma fruta teve popularidade tão fulminante e decisiva, juntamente com o amendoim.

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Professores de nutrição

Equipe Portal Orgânico
Chef Renato Caleffi

A banana foi herança africana no século XVI e tornou-se inseparável das plantações brasileiras, cercando as casas dos povoados e as ocas das malocas indígenas, e decorando a paisagem com o lento agitar de suas folhas.

Nenhuma fruta teve popularidade tão fulminante e decisiva, juntamente com o amendoim. A banana foi a maior contribuição africana para a alimentação do Brasil, em quantidade, distribuição e consumo.

A experiência histórica dos judeus, no trato com perseguições, permitiu que os mesmos encontrassem saídas para suas dificuldades de culto. Este inclusive é um aspecto já abordado por alguns autores, mas que exige uma analise mais aprofundado para que haja um melhor entendimento deste período ainda enevoado pelas brumas do preconceito.

O dia 23 de janeiro de 1637 viria a mudar significativamente este quadro político/religioso na colônia. Desembarcaria neste dia na Capitania de Pernambuco o Príncipe João Mauricio de Nassau. O comando dos negócios da Companhia das Índias Ocidentais em Pernambuco estaria sob o seu controle. A figura humana deste governante transcendia o comum. Cientistas, artistas, cartógrafos, faziam parte de sua comitiva. A sua visão larga de mundo o posicionava como um homem que se situava muito além de sua época. Procurou implantar na colônia uma nova política administrativa radicalmente contraria as políticas vivenciadas até então. Procurou coligações que fossem favoráveis a sua administração, procurou preservar o meio ambiente sem detrimento do crescimento harmônico das cidades. Cultivou uma convivência social na qual predominava o respeito aos diferentes credos. É precisamente a partir desde momento que os judeus residentes na Capitania de Pernambuco, juntamente com outros que para cá migraram, tiveram a oportunidade de "existir" com identidade pública.

Entretanto, mesmo com a liberdade de culto assegurada pela autoridade governante, muitas reações se fizeram presentes pelos portugueses de origem cristã. O crescimento dos judeus na Capitania de Pernambuco preocupava os cristãos portugueses que através de um documento da Câmara de Olinda, datado de 1637, solicita ao governo holandês a suspensão da vinda de judeus para a Capitania. Os termos deste documento bem demonstram a animosidade que havia entre os praticantes destes dois credos religiosos. Os judeus são tidos como inimigos de Cristo e conseqüentemente indignos de ter a amizade dos católicos, como ainda, neste mesmo documento é dito, que os judeus são odiados por outras nações. A despeito desta constante querela religiosa, os judeus ocuparam um significativo espaço durante o governo do Conde João Mauricio de Nassau. A participação dos judeus podia ser notada em praticamente todos os segmentos da sociedade. No setor publico, apenas três anos após a chegada de Nassau, era construída uma ponte pelo judeu Balthazar da Fonseca.

Construção de significativa importância para a economia da região, pois ligava o Recife a Maurícia. O setor comercial também se beneficiou bastante com a iniciativa e o capital dos judeus que se encontravam na Capitania.

A postura holística de Nassau permitiu aos judeus a construção da primeira Sinagoga das Américas. Enfim, os judeus que habitavam o Novo Mundo puderam construir a sua Sinagoga que viria a chamar-se Kahal Zur Israel. Esta Sinagoga funcionou normalmente propiciando aos judeus a sua pratica religiosa. Entretanto, com a saída de Nassau e com a capitulação dos holandeses, em 26 de janeiro de 1654, a situação dos judeus viria a se complicar novamente. Embora nos termos da capitulação ficasse consignado que haveria uma anistia para os holandeses e judeus que quisessem permanecer, muitos se retiraram e migraram para outras localidades. Foram, inclusive, os judeus que saíram do Recife que fundaram a cidade de New York na América do Norte. O prédio no qual havia funcionado a Sinagoga Kahal Zur Israel passou por diferentes utilizações inclusive ficou durante algum tempo sob o controle dos padres Oratorianos. Em período mais recente funcionava uma loja de material elétrico.

Em 1612, sob o comando de franceses no Maranhão, instalam uma colônia na região, chamada França Equinocial, e fundam São Luís. Em 1615, os portugueses, comandados por Jerônimo de Albuquerque, derrotam os franceses e iniciam a colonização. São Luís é invadida pelos holandeses em 1641, mas é recuperada por Portugal três anos depois. A partir daí, torna-se base de apoio à exploração da Amazônia e ao povoamento da Região Norte. Para estimular o desenvolvimento regional, apoiado na monocultura do açúcar e do algodão de base escravista, é criada a Companhia do Comércio do Maranhão, em 1682.

Em 1634 a 1644 durante a ocupação holandesa, um certo cientista formado na França, ajudou a difundir as características da banana pela Europa. O que hoje podemos chamar de uma primeira demonstração de alimento funcional, pois ele relatava que sua polpa era rica em açúcar sob a forma de sacarose, glicose e frutose, seus aspectos energéticos e saudáveis.

ÍNDIOS

As informações mais precisas sobre os grupos tribais que habitavam o Brasil à época do descobrimento, chamados genericamente tupinambás, e sobre as primeiras iniciativas colonizadoras dizem respeito às terras litorâneas, onde primeiro se fixou o europeu.

Crônicas e relatos dos séculos XVI e XVII são ricos em informações a respeito dos tupinambás, o que permitiu reconstruir, com apreciável rigor, elementos de sua cultura e organização social. Quanto às populações que habitavam o interior, de penetração penosa e arriscada, as notícias são escassas e imprecisas.

Tupinambás e Tupis

Cronistas e viajantes do século XVI denominaram tupinambás grupos indígenas distintos, do tronco língüístico tupi, que habitavam o litoral do Rio de Janeiro, Bahia, Pará, Maranhão e ilha de Tupinambarana, na foz do rio Madeira, no Amazonas. Apresentavam traços culturais básicos comuns, como revela o clássico Tratado descritivo do Brasil em 1587, de Gabriel Soares de Sousa. Os do Rio de Janeiro ocupavam grande parte do litoral e, para o interior, penetravam cem quilômetros na altura de Angra dos Reis e tinham aldeias por cerca de quarenta quilômetros de terras ao longo do rio Paraíba do Sul.

Desde 1519 os tupinambás mantiveram relações amistosas com os portugueses e, a partir de 1525, estabeleceram comércio com os franceses.

Segundo Anchieta, em 1531 repudiaram a amizade dos lusos, "em virtude dos agravos recebidos". Empenharam-se então em guerras constantes, que tiveram conseqüências desastrosas. O último foco de resistência indígena foi desbaratado em Cabo Frio, em 1574, com número incalculável de mortos e cerca de dez mil prisioneiros.

Migraram então em todas as direções. No rio dos Patos, no Sul, entraram em conflito com os carijós, grupo que habitava entre a barra de Cananéia e o Rio Grande do Sul. No sertão, formaram novos aldeamentos e se tornaram conhecidos como ararapes. Na terceira década do século XVII viviam no rio São Francisco, junto aos amoipiras, ramo tupinambá segregado. No fim desse século, praticamente desapareceram dos registros.

Os tupinambás da Bahia viviam no litoral, entre Ilhéus e a foz do São Francisco, adentrando quase 500km pelo sertão. Também empenhavam-se em lutas constantes com grupos tribais vizinhos: pelo norte, com os caetés, distribuídos do São Francisco à Paraíba, e com os potiguares, das costas da Paraíba e do Rio Grande do Norte; pelo sul, com os botocudos, oriundos do rio Caravelas, e os tupiniquins; pelo interior, com diversos grupos tapuias e com os tupinas. Em 1567, oitenta mil índios estavam aldeados pelos catequistas ou haviam sido escravizados.

Os sobreviventes perambulavam pelos sertões e, nessas caminhadas, juntaram-se aos do Rio de Janeiro e a grupos que deixavam Pernambuco. Entre 1560 e 1580 disseminaram-se pelo Nordeste, ocupando terras desde a serra de Ibiapaba até afluentes do rio Amazonas. Suas concentrações maiores eram Tapuitapera, Cumá e Caeté, no Maranhão. Pouco mais tarde, estabeleceram-se na ilha do Maranhão e fundaram aldeias por toda a região do Amazonas, até 500km da foz.

Ao findar o século XVII, a colonização progressiva empreendida pelos europeus havia banido definitivamente os tupinambás do litoral. A escala seguinte foi a ilha de Tupinambarana, ocupada a partir de 1600 por contingente numeroso, que dali prosseguiu para o interior, até atingir, em 1639, o rio Negro.
Em 1660, os jesuítas tentaram a catequese dos índios de Tupinambarana, seguindo a técnica usual de promover aldeamentos aos quais incorporavam índios de outros grupos, como os poraioamas, os mojoaras, os pataruanas, os andirás, os areretus e os sapapés. Em meados do século XVII já não existiam ali grupos tupinambás independentes e, ao findar o século seguinte, já não causavam problemas aos novos donos das terras. Terminara, para a história oficial, sua contribuição ao processo de formação da sociedade colonial brasileira.

Goitacás, tupiniquins, guaianás e carajás

Segundo Jean de Léry, no século XVI os goitacás habitavam a faixa litorânea situada entre o rio Paraíba do Sul e Macaé RJ. Por volta de 1630, os portugueses ocuparam suas terras e os sobreviventes foram aldeados pelos jesuítas. Na segunda metade do século XIX, alguns remanescentes viviam nas proximidades de Campos dos Goitacases e Cabo Frio.

Os domínios dos tupiniquins estendiam-se da enseada de Camamu até as vizinhanças do Espírito Santo. Hans Staden faz referências a grupos que tinham aldeias na zona costeira ao sul de Angra dos Reis. Aliados dos portugueses nos primeiros tempos da colonização, desempenharam papel importante na expulsão dos franceses e na luta contra os tupinambás.
Os índios guaianás habitavam, no século XVI, a capitania de São Vicente. Documentos antigos situam-nos no planalto de Piratininga, onde foi fundada a cidade de São Paulo. Com inúmeros subgrupos, acredita-se que tenham sido os ancestrais dos índios caingangues, que atualmente vivem em regiões do Paraná e de Santa Catarina.

Os carajás, que no século XVI ocupavam as terras situadas ao norte do domínio dos tupinambás, e de amplas regiões no sertão dos atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Pará, vivem atualmente ao longo do rio Araguaia, desde Leopoldina MG até Conceição do Araguaia PA. Divididos em vários subgrupos, têm a ilha do Bananal como um de seus redutos principais.
Tapuias. O termo tapuia era empregado pelos índios tupinambás e pelos cronistas da época para designar, de modo geral, grupos indígenas de fala não-tupi. Gabriel Soares de Sousa estendeu o nome a grupos que habitavam entre o Rio Grande do Sul e o rio da Prata, provavelmente de língua chamada "tupi do sul".

Pero de Magalhães Gândavo afirmou que os tapuias do rio Maranhão apresentavam afinidades com os botocudos.

Fernão Cardim, em 1548, relacionou 76 tribos tapuias, citando, no entanto, a diversidade de línguas e cultura. Para Karl Friedrich Philipp von Martius, que os identificou com os grupos de língua jê, o termo tapuia significa, em língua tupi, "os inimigos" ou "aqueles que moram a oeste". O termo não é mais usado pela etnologia brasileira em sentido classificatório.

Indígenas brasileiros no século XX. A população indígena brasileira em 1990 era de aproximadamente 250.000 indivíduos, ou 0,2% da população nacional, distribuídos em cerca de 200 povos que falavam mais de 170 línguas diferentes. Um mapeamento feito em 1988 registrou a existência de 82 áreas que mantinham índios sem contato oficial com a sociedade nacional. A eles a constituição brasileira reconhece direitos originários e usufruto exclusivo (exceto do subsolo) sobre oitenta milhões de hectares (cerca de dez por cento do território nacional). As terras são bens da União e se encontram em diversos estágios do processo de reconhecimento oficial, que passa pelas etapas de identificação, delimitação, homologação e regularização.

A regularização das terras indígenas -- quase sempre situadas em regiões de imensas riquezas naturais -- enfrenta toda sorte de dificuldades práticas, além daquelas impostas pela profusão de interesses em jogo, entre eles os de latifundiários, mineradoras, madeireiras, posseiros, garimpeiros etc. A constituição reconhece o direito dos índios sobre as áreas por eles habitadas e também "as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias para sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições", mas o próprio estado tem interesse nas terras indígenas no caso de certos projetos de desenvolvimento, abertura de estradas e construção de hidrelétricas.

Até 1990, menos de 14% das terras indígenas estavam totalmente regularizadas, pouco mais de 20% tinham sido homologadas e menos de 13% delimitadas. O governo federal procurava dar prioridade ao reconhecimento das terras indígenas localizadas perto de fronteiras internacionais, como foi o caso da reserva dos ianomâmis, em Roraima, perto da Venezuela, que tiveram uma área de 94.000km2 homologada em novembro de 1991. Os ianomâmis -- que em 1990 eram cerca de dez mil no Brasil e 15.000 na Venezuela -- são um dos grupos indígenas mais primitivos do mundo. Na Venezuela, o governo optou por deixar aos ianomâmis, de forma definitiva, a área de 83.000km2 (9,1% do território nacional) que eles ocupam há centenas de anos, transformada em reserva da biosfera e parque nacional.

A maioria da população indígena do Brasil vive da agricultura, mas a coleta, a caça e a pesca figuram também como importante atividade de subsistência. A tecnologia é rudimentar; como fonte de energia utilizam apenas a força humana e o fogo, já que não empregam tração animal nem energia hidráulica. O cultivo intensivo do solo em pouco tempo conduz a seu esgotamento, obrigando à migração das populações em busca de terras férteis. A divisão social do trabalho funda-se nos princípios básicos de sexo e idade, com tarefas bem definidas.

Como em todas as culturas ágrafas, a estrutura social dos grupos indígenas do Brasil tem como referência o sistema de parentesco consensualmente aceito. A unidade básica de agrupamento social é a família nuclear, isto é, pais e filhos, formada pelo casamento, união sancionada entre um homem e uma mulher, de acordo com critérios preferenciais e/ou impeditivos, constantes das normas do grupo. O casamento pode ser monogâmico ou poligâmico.
Do ponto de vista demográfico, a maior parte dos povos indígenas brasileiros é formada de microssociedades. Segundo dados coligidos em 1990 pelo Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), 84 povos indígenas brasileiros tinham uma população de até 200 indivíduos; 45 tinham entre 200 e 500 indivíduos, e 30 entre 500 e 1.000, perfazendo um total de 77% dos povos com população inferior a mil indivíduos.

Na faixa de mil a cinco mil indivíduos encontram-se 35 povos. Guajajaras, potiguares, xavantes e ianomâmis são os povos cuja população, em 1990, estava entre cinco e dez mil indivíduos. Terenas, macuxis, ticunas e caingangues tinham, cada um, entre dez e vinte mil indivíduos, e apenas os guaranis contavam com uma população de mais de vinte mil indivíduos. Em várias cidades brasileiras, a população indígena é numericamente significativa e, na Amazônia, chega a ser majoritária em alguns municípios, como São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, São Paulo de Olivença e Amaturá, no estado de Amazonas, e Normandia, em Roraima.

A conquista de Constantinopla fez com que os europeus buscassem novas fontes para o seu comercio.As dificuldades de se fazer comercio entre Ocidente e o oriente através do mediterrâneo, de certa maneira, possibilitou o surgimento de novas rotas, para que se dessa continuidade ao comercio europeu. Portugal e Espanha foram os primeiros paises a sair ao mar em busca de novas rotas.Os portugueses contornaram a costa da áfrica e chegaram às Índias.Os espanhóis,por sua vez,foram mais ousados e, com o navegador genovês Cristóvão Colombo,chegaram à América,em 1492.

Com a descoberta da América, Portugal e Espanha fizeram um tratado que dividia as novas terras encontradas (Novo Mundo) em duas partes. A divisão "Tratado de Tordesilhas", em 1494, foi feita por meio de uma linha imaginaria que passava a 370 léguas a oeste das ilhas do cabo verde.As terras a leste da linha pertenciam a Portugal e a oeste pertencia à Espanha.

Foram os bandeirantes os responsáveis pela ampliação do território brasileiro além do Tratado de Tordesilhas. Os bandeirantes penetram no território brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes. Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

O Brasil, quando descoberto pelos europeus em 1500, era habitado por imensa quantidade de índios, que habitavam o país do norte ao sul.

Dados divergem entre 2,5 a 5 milhões de índios, cuja população era dividida em nações, cerca de talvez 500 a 900.A linguagem e outros pequenos aspectos diferenciavam entre si, mas os hábitos culturais de sobrevivência eram comuns, retirando da terra tudo que podiam para a sua sobrevivência, madeira apenas para fabricar canoas e casa; fibras, ceras, resinas, cal, tintura naturais para seus utensílios e adornos e o cultivo de roças (mandioca, batata, cará, milho, pimenta de cheiro, cana de açúcar, algodão, banana, castanhas, amendoim, favo de mel, feijões, favas, erva mate, mamão, jabuticaba, caju, pitanga, abacaxi, tabaco), pesca, caça (galinhas e porcos selvagens como a queixada) e conhecimento suficiente para circular entre as matas e captar o que era "safra" e conhecimento medicinal natural.

No dia 9 de março de 1500, o navegador português Pedro Álvares Cabral, saindo de Lisboa, inicia viagem para Índia, contornando a África, chegar até Calicute na Índia. Tendo se afastado da costa africana na altura das Canárias, navegando tocado pelos ventos alísios em direção ao ocidente para tomar posse em nome da Coroa Portuguesa da Isla de Bresil, situada um pouco ao sul de terras descobertas por Américo Vespúcio em 1492 e provavelmente aquém da Linha de Tordesilhas. Em 21 de abril, da nau capitânea avistou-se no mar, boiando, plantas e mais tarde pássaros marítimos, sinais de terra próxima e ao amanhecer de 22 de abril ouviu-se um grito de "Terra à vista" onde aportaram tendo em 26 de abril, um domingo, sido oficiada a primeira missa no solo brasileiro por frei Henrique Soares. Deram à terra o nome de Ilha de Vera Cruz no dia 1 de maio quando com a segunda missa Cabral tomou posse das terras em nome do rei de Portugal, que recebeu as boas novas por cartas escritas por Mestre João e Pero Vaz de Caminha. Levadas ao rei pela nau de Gaspar de Lemos, as cartas relatavam de forma pormenorizada as condições locais e de seus habitantes que a partir daí foram chamados de índios. Cabral rumou para a Índia pela via certa que sabia existir a partir da costa brasileira.

Vicente Yanéz Pinzón, navegador espanhol, partiu de Palos de la Frontera, Espanha em 19 de novembro de 1499. Em Janeiro de 1500 desembarcou no Brasil no local atualmente chamado Praia do Paraíso, Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco. O local foi batizado por Pinzon como Cabo de Santa Maria de la Consolación. Pinzón seguiu sua viagem e em fevereiro de 1500 chegou à foz do Rio Amazonas, que batizou como Mar Dulce. A Viagem de Pinzón e sua chegada ao Brasil não constam da maior parte dos registros oficiais de história do Brasil pois pelo tratado de Tordesilhas as terras descobertas por Pinzón pertenciam, de fato, a Portugal.

Mas existe grande probabilidade de que mesmo a esquadra de Pinzón não seria a primeira expedição européia a desembarcar em terras brasileiras. Já em 1325 circulavam em Portugal lendas e mapas sobre uma terra rica em pau-brasil situada além mar. Na disputa com a Espanha por novas terras, os portugueses realizam expedições sigilosas chamadas "de arcano". Assim há relatos de que João Coelho da Porta da Cruz e Duarte Pacheco Pereira teriam estado no Brasil respectivamente em 1493 e 1498. E Diogo de Lepe, navegador espanhol, teria atingido a costa brasileira em março de 1500. Pedro Álvares Cabral era o capitão da esquadra que partiu de Portugal para as Índias, contornando a África. A certa altura da viagem, tendo passado já as Ilhas Canárias, a frota de Cabral desvia-se para oeste, segundo alguns autores, sob pretexto de desviar de um trecho do Oceano Atlântico conhecido pelas calmarias, ou ausência de vento. Existe alguma controvérsia sobre o real motivo do desvio para Oeste, uma vez que algumas fontes sugerem evidências que os portugueses já teriam vindo ao Brasil pelo menos quatro anos antes. Sabe-se que Pedro Álvares Cabral não procurava um caminho seguro para a Índia, porque este já era conhecido, tendo sido percorrido pouco antes pela armada de Vasco da Gama. Cabral e Vasco da Gama já haviam conversado dois anos antes da viagem que partiria dia 9 de março de 1500.

Nesta conversa, Cabral foi orientado a fazer um grande arco rumo ao oeste, para aproveitar melhor as correntes do Atlântico fugindo desta forma à corrente ascendente do Golfo da Guiné. Aliás, seria exatamente esse grande desvio que os navios eram obrigados a fazer que teria dado aos navegadores os indícios da existência de terra naquela direção.

É hoje quase certo que a frota de Cabral tinha como incumbência primordial localizar essa terra e reclamá-la para a coroa portuguesa ao abrigo do tratado de Tordesilhas. Dá-se como uma das provas disso mesmo o fato de um dos navios ter regressado de imediato para dar a novidade ao Rei, enquanto que os restantes seguiam para a Índia; bem como o fato de na frota seguir um homem, (Pero Vaz de Caminha) cuja missão era elaborar uma descrição detalhada da terra descoberta. De qualquer forma, no dia 22 de abril Pedro Álvares Cabral nomeou como Terra de Santa Cruz o continente que havia descoberto. O local em que Cabral aportou é conhecido como Porto Seguro, no estado da Bahia.

No ano de 1501, nova expedição encontrou como recurso explorável apenas o pau-brasil, madeira vermelha muito requisitada na época, o que também deu o nome ao Brasil. Em 1503 houve nova expedição, desta vez comandada por Gonçalo Coelho, mas não houve nenhum assentamento português, o que ensejou aos portugueses a oportunidade de estabelecer suas próprias colônias no Brasil.

Enquanto na América Latina há quatro séculos já se conhecia a banana, o Oeste Europeu e a América do Norte só vieram a conhecê-la depois, por volta de 1866. A banana amadurecia antes de chegar aos seus portos, data-se a por volta de 1870 a construção de uma linha férrea através da selva da América central para possibilitar o transporte, o que hoje já é feito por caminhões refrigerados ou navios refrigerados, cujo o primeiro foi construído em 1903. Os alemães só tomaram conhecimento da banana após 1892. Para o grupo que não pertencia à elite destes locais, somente por volta de 1900, com a exportações do Caribe. Hoje a banana é a segunda fruta mais consumida, depois da maçã. Sua origem remota dá-se na Índia, passando para a China e Ilhas do Pacífico e costa da África.

Em 650 d.c. chegou ao Egito e à Palestina. Os árabes foram levando os rizomas para plantio pela África através de sua conquistas.

Ao chegar na América do Sul, Cristóvão Colombo não relatou a presença de bananeiras.

Nossos índios viviam às custas da natureza, coletando plantas, animais da terra, do mar ou dos rios. O sal era retirado da vegetação e não da água do mar. Os índios queimavam os troncos das palmeiras até se transformarem em cinzas, que então eram fervidas para obter o sal, de cor parda. Os alimentos mais importantes para os índios eram produzidos pela terra, como raízes, folhas, legumes e frutos. São citados: abacaxi, jabuticaba, caju, cajá, araçá, goiaba, maracujá, mamão, laranja, limão, castanhas, milho, mandioca, cará (e não inhame), feijões, favas, amendoim etc. As carnes consumidas pelos nativos, algumas incompatíveis com o nosso paladar, eram as mais variadas: macacos, antas, peixes, pacas, cotias, gaviões, lagartos, porcos e até mesmo cobra cascavel. Padre Anchieta descreve textualmente esses hábitos: "quase todos os índios tomam ao fogo e comem dessas cobras e de outras, depois de lhe tirarem a cabeça; assim como não poupam os sapos, lagartos, ratos e outros animais desse gênero".

Nos tempos do descobrimento, os índios provaram a comida de branco. Não gostaram. Segundo Pero Vaz de Caminha, dois tupis foram levados à nau capitânia, e recebidos pelo próprio Pedro Álvares Cabral. Provaram peixe cozido, confeito, fartéis (um doce delicado, envolvido em capa de massa de trigo), mel e figos secos. Não comeram quase nada. Quando provavam algo, logo cuspiam enojados. Nem o vinho apreciaram. Em compensação, os portugueses gostaram dos camarões, que já conheciam, mas não tão grandes. Os hábitos mudaram muito, com a integração da região pelas estradas, porém se conservam nas comunidades mais isoladas.
A dieta básica dos índios eram os peixes como: a Pescada, o Mandubi, o Mapará, o Acará, o Surubim, o Tucunaré, as Raias, o Pirarucu, o Peixe-boi, o Pacu etc. Os crustáceos e moluscos também eram apreciados pelos aborígenes. Dos índios a culinária brasileira herdou os pratos feitos à base de mandioca, alimentos cozidos ou assados na folha da bananeira, a canjica, a pamonha feita com milho e a paçoca (peixe ou carne pilado e misturado com farinha). As populações indígenas não participaram, porém, inteiramente do processo de agricultura sedentária implantado, pois seu padrão de economia envolvia a constante mudança de um lugar para outro. Por isso o colono recorreu principalmente à mão-de-obra africana. Dessa forma, nos primeiros tempos os colonos estabeleceram contato com uma população indígena em constante nomadismo.

A Caesalpinia echinata, pertencente à família Caesalpiniaceae, é conhecida como pau-brasil, ibirapitanga, orabutã, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, pau-rosado, pau-de-pernambuco. A espécie ocorre desde o estado do Ceará até o Rio de Janeiro na floresta pluvial Atlântica. O ciclo econômico teve início em 1503 e até 30 anos após a chegada dos portugueses, era o único recurso explorado pelos colonizadores. Nesse período calcula-se que foram exploradas 300 toneladas de madeira por ano, sempre aumentando nos anos posteriores.Com a exploração, a terra do pau-brasil tornou-se de muita importância, e em pouco tempo Pindorama (denominação tupi que significa Terra das Palmeiras), oscilou entre os nomes oficiais Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra do Brasil e logo em seguida apenas por Brasil. O carregamento da madeira era enviado para Portugal e, de lá, a matéria-prima era enviada para Antuérpia, na Bélgica, de onde seguia para os principais consumidores, a Inglaterra, Alemanha e Florença, na Itália. A exploração era monopolizada pela coroa, sendo que mesmo após a implementação das Capitanias, seus donos não podiam explorar a madeira nem tão pouco impedir que representantes da coroa o fizessem.O monopólio da coroa portuguesa sobre o pau-brasil teve existência curta, pois a França, Inglaterra, Holanda e Espanha passaram a participar das atividades extrativistas ajudados pelos índios (em troca de quinquilharias).

A banana foi herança africana no século XVI e tornou-se inseparável das plantações brasileiras, cercando as casas dos povoados e as ocas das malocas indígenas, e decorando a paisagem com o lento agitar de suas folhas. Nenhuma fruta teve popularidade tão fulminante e decisiva, juntamente com o amendoim. A banana foi a maior contribuição africana para a alimentação do Brasil, em quantidade, distribuição e consumo.

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Fonte: Chef Renato Caleffi

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