Alimentos orgânicos Rio Branco, Acre

Conheça abaixo os alimentos orgânicos de origem animal e quais são os seus benefícios. A forma de manejo animal, dentro de conceito de orgânico, visa à prevenção de doenças e o fortalecimento do animal. Admite-se o semi-confinamento respeitando-se, entretanto, o seu bem-estar.

J. Felix Ferreira
(68) 3026-1037
r Rio de Janeiro, 1854, Qd D 9 Cs 2, Base
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
D. M. S. Borges - Me
(68) 3226-6655
av Nações Unidas, 2123, Estação Experimental
Rio Branco, Acre

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Cometa Restaurante Ltda
(68) 3224-2115
r Quintino Bocaiúva, 223, Centro
Rio Branco, Acre

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A. Palu Junior
(68) 3224-1998
r Quintino Bocaiúva, 1452, Bsq
Rio Branco, Acre

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D Lago
(68) 3026-2495
r Rubens Carneiro, s/n, Sn, Abrahão Alab
Rio Branco, Acre

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F. Junior Vieira de Oliveira
(68) 3026-1046
r Deodoro,Mal, 159, Sl 244, Centro
Rio Branco, Acre

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Elcimar F. Ferreira
(68) 3223-3857
etr Usina, 1321, Aviário
Rio Branco, Acre

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F . Moura Felix - Me
(68) 3227-7182
r Rio de Janeiro, 1564, Floresta
Rio Branco, Acre

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E. C. Vieira - Me
(68) 3223-3857
r Hugo Carneiro, 227, Bosque
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
I. J. Schaefer -me
(68) 3228-4088
av Getúlio Vargas, 3242, Vl Ivonete
Rio Branco, Acre

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Alimentos orgânicos

Publicidade A área de produção animal, assim como a área agrícola, sofreu a mesma influência da visão mercantilista da agropecuária moderna e teve por objetivo central a máxima produtividade.

Tendendo à especialização com o objetivo de reduzir mão-de-obra, concentrar conhecimentos, economizar maquinaria e produzir grandes quantidades para o fornecimento do mercado, as fazendas passaram a trabalhar com um só tipo de espécie animal (granja de porcos, aves ou bovinos) ou até mesmo com apenas um determinado período da vida de uma espécie (criação de leitões, recria de bezerros, fazendas de bois ou vacas leiteiras).

Esse fato levou à adoção da criação industrial, na qual os animais são obrigados a viver praticamente sem contato com o ambiente externo, submetidos aos processos contínuos de profilaxia como desinfecção, vacinação, consumo de ração com antibióticos, e sem possibilidade de se locomover livremente, procriar e de se comportar naturalmente de acordo com sua espécie.

Animais consumidores de ervas, gramíneas, frutos, nozes e raízes recebem, sob a forma de ração, os grãos que poderiam ser consumidos por seres humanos. Animais herbívoros são obrigados a ingerir rações à base de ossos e sangue de sua própria espécie, transformando-se em algum tipo de canibais.

Nessa perspectiva de criação, os animais passam também a competir com os seres humanos por seus alimentos, maximizando a problemática da fome mundial. Nos galpões de engorde de frangos, as operações mais eficientes usam em torno de 2,2Kg de ração para obter 1Kg de peso vivo, metade da qual é alimento humano.

Quando se trata de gado bovino confinado a relação é ainda mais absurda. Para se produzir 1kg de carne bovina são necessários aproximadamente 7 Kg de grãos.

As perversidades do sistema convencional de criação animal, bem como os diversos tipos de problemas para a saúde causados pela contaminação por antibióticos, hormônios de crescimento, drogas veterinárias (carrapaticidas, vermífugos, entre outros), agrotóxicos das pastagens, rações e grãos de origem convencional e aditivos para mudar a cor de carnes congeladas podem ser conhecidos em bibliografia especializada.

A questão do bem-estar animal é das mais sérias dentro do padrão produtivo convencional. E essa questão embasa a opção de muitas pessoas pelo vegetarianismo. Mas se você ainda come carne, se assegure que ela é de origem orgânica. Nós concordamos com movimentos como o da organização britânica Compassion in World Farming (ver site: http://www.ciwf.org.uk) que clama que devemos comer menos carne e somente carne produzida em locais que assegurem a saúde e o bem-estar animal, os cuidados com o meio ambiente e a nossa própria saúde.

O ANIMAL ORGÂNICO

A forma de manejo animal, dentro de conceito de orgânico, visa à prevenção de doenças e o fortalecimento do animal. Admite-se o semi-confinamento respeitando-se, entretanto, o seu bem-estar. O animal se movimenta em espaço adequado e tem contato com a luz natural, propiciando o comportamento natural da espécie. A alimentação é variada, com pastagem e grãos de origem orgânica.

Ressaltamos que os sistemas de produção orgânica de animais mantidos confinados, que recebem somente ração orgânica e que são simplesmente tratados com terapias naturais não contemplam toda a abordagem do manejo ideal que prioriza a manutenção do comportamento natural da espécie, a prevenção de doenças, e o bem- estar animal.

Esse "sistema industrial orgânico" que consome grande quantidade de energia a base de petróleo, deve ser igualmente conhecido e questionado pelo consumidor consciente. O jornalista Michael Pollan escreve muito bem sobre esse sistema em seu livro Dilema do Onívoro.

Estudo publicado no Journal of Dairy Science, em 2007, mostra que a prevalência de doenças em bovinos é maior em fazendas de Wisconsin (EUA) que produzem leite de origem convencional do que nas fazendas orgânicas. Outra pesquisa publicada no mesmo periódico mostra que as vacas criadas organicamente, quando comparadas as vacas criadas no sistema convencional, têm menor produção de leite, mas vivem por mais tempo e sob melhores condições de saúde.

Estudos publicados no periódico Agriculture, Ecosystems & Environment, em 2006 e 2007, apontam a contribuição das propriedades orgânicas de produção animal para o equilíbrio do meio ambiente como um todo. Um dos estudos mostra que a produção do leite de origem convencional requer 45% mais energia do que o leite orgânico. O estudo ressalta ainda que uma grande proporção das fontes de energia utilizadas para a produção de leite orgânico vem de fontes renováveis. Essas fazendas apresentam maior auto-suficiência e a maior parte dos nutrientes utilizados nas propriedades é produzida dentro delas, em vez de ser adquirido de fora, o que se traduz em menores custos e maior economia de energia. Outra pesquisa mostra que granjas de porcos orgânicas têm menor emissão de carbono e menor utilização de energia. E outro estudo demonstra que granjas de galinhas orgânicas também foram percebidas como mais sustentáveis; elas utilizam menor proporção de insumos renováveis, uma proporção maior de insumos de origem local e também transformam resíduos da propriedade em produtos finais de maneira mais eficaz.

Na área de produção de alimentos orgânicos de origem animal, um documento da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) mostra pesquisas que apontam maior desenvolvimento da bactéria E.coli no sistema digestivo de bovinos criados de modo convencional. Segundo o estudo, as vacas criadas à base de pasto ou feno produzem menos E.coli no seu material fecal do que os animais tratados com cereais. O documento da FAO ressalta também que níveis menores de aflatoxina são encontrados em leite de origem orgânica. No documento, o manejo orgânico restringe o uso de fungicidas de controle dessas micotoxicinas, mas, por outro lado, privilegia técnicas desfavoráveis à sua contaminação como a rotação de culturas e a não-utilização de reguladores de crescimento e ainda valoriza o precedente cultural e o trabalho do solo.

No caso dos ovos, temos a pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) demonstrando que a quantidade de vitamina A em ovos caipira é três vezes maior que nos ovos de granja - 6,19 mcg nos ovos caipira contra 2,12 mcg nos ovos de granja. Os ovos caipiras não são orgânicos, mas seguem o sistema de produção que prioriza as aves dentro do comportamento natural da sua espécie.

Ainda focando na qualidade de ovos, pesquisa aponta o desequilíbrio do ácido linoléico nos ovos de origem convencional. A quantidade de ômega-6 em ovos de origem convencional em dezenove vezes maior que a quantidade de ômega-3, enquanto que nos ovos de galinhas que se alimentam de insetos e plantas verdes, a relação entre os dois ácidos linoléicos é de um para um. A relação de equilíbrio entre os dois tipos de ácido linoléico (3 e 6) ajuda a evitar os problemas associados à dieta contemporânea, rica em ômega-6 e carente de ômega-3. Entre tais problemas ressaltam-se doenças cardíacas, arteriosclerose, alguns tipos de câncer, hipertensão, colite e alguma doenças ósseas.

O leite orgânico também contem 68% mais ômega-3, além de maior teor de vitamina E e de betacaroteno (precursor da vitamina A) do que o leite convencional, segundo pesquisa da Universidade de Liverpool.

Por fim, a carne de gado orgânica e de animais criados a base de pasto contém maior teor de ácidos graxos saturados e ômega-3. Resultados similares aparecem na carne de frango. Um estudo italiano, de 2002, encontrou que a carne de galinhas orgânicas tem maior nível de ácidos graxos insaturados, incluindo 38% mais ômega -3 do que a carne de frangos criados convencionalmente. O tipo de manejo orgânico reduz a gordura abdominal (lipídeos) e favorece o desenvolvimento de massa muscular (proteína). Outro estudo realizado na London Metropolitan University, em 2004, encontrou 25% menos teor de gordura na carne de frango orgânico (comparada a carne de frangos criados em granjas de manejo intensivo).

Fitoquímicos como o ácido linoléico conjugado (ALC), composto de comprovada ação anticancerígena também foram fruto de pesquisa feita em 2001. O estudo mostra que a quantidade de ALC aumenta de 300 a 500% na carne e leite de animais criados em regime de pastagem livre. São animais não confinados e que não recebem aditivos complementares de ácido linoléico sintético na ração.

Diante dessas evidências cientificas podemos afirmar que os alimentos orgânicos de origem animal - carnes, leite integral e ovos - são mais saudáveis, contém mais fitoquímicos e micronutrientes e seu teor de gorduras saudáveis é maior. Mais pesquisas são necessárias e esperamos que a área da saúde no Brasil se mobilize nessa direção, apoiada pelo movimento orgânico.

Apesar do apelo de especialistas para restrição de gorduras de origem animal é importante perguntar: DE QUAL TIPO DE ANIMAL VÊM ESSAS GORDURAS? EM QUAL TIPO DE SISTEMA ELES FORAM PRODUZIDOS?

Os alimentos de origem animal orgânicos fazem parte de uma alimentação saudável, desde que ingeridos com equilíbrio, numa dieta rica em fibras e alimentos de origem vegetal orgânica e num contexto de qualidade de vida que inclua exercícios físicos, controle de fumo, álcool e estresse. A simples ingestão de alimentos light e diet, com baixo teor de colesterol, margarinas ou gorduras artificiais não é capaz de promover a saúde e prevenir obesidade e doenças cardiovascuares e essa abordagem deve ser considerada pelos especialistas em nutrição humana.

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Fonte: Dra. Elaine de Azevedo

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