Conhecendo os direitos do empreendedor Barbacena, Minas Gerais

O presente artigo terá por objetivo elaborar uma pesquisa na área de Direito Empresarial. Analise a atividade praticada pelos empresários e empreendedores na comunidade socioeconômica. Aprenda os conceitos de empresa.

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Conhecendo os direitos do empreendedor

Maria Bernadete Miranda


Mestre em Direito Comercial pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Professora de Direito Comercial no Centro Universitário Fieo, na Faculdade de
Administração e Ciências Contábeis de São Roque e na Universidade de Ribeirão Preto,
Campus Guarujá – Advogada .


Resumo:

O presente estudo terá por objetivo elaborar uma pesquisa,
na área de Direito Empresarial, analisando a atividade praticada pelos
empresários e empreendedores na comunidade socioeconômica.
Atualmente a empresa exerce indiscutivelmente, importante função
econômica na sociedade, pois é considerada a atividade econômica
organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços.



1. Introdução


O século XXI representa o novo mundo social e econômico,
resultado de inúmeros avanços desta década. Todos os países
precisam estar atentos às tendências e escolher entre colocar-se
como sujeito ou reservar-se a posição de mero objeto das
transformações. É árduo, se não impossível, interpretar qualquer
fenômeno, seja social, político, econômico ou jurídico, sem julgá-lo.
Porém, para julgá-lo, o estudioso deve desenvolver duas virtudes
intelectuais: “o respeito ao fato e o respeito aos outros”.
Comte já observava, “todos os bons espíritos repetem, desde
Bacon, que somente são reais os conhecimentos que repousam sobre
os fatos observados” (COMTE 1983, p.5).



Portanto, segundo a escola comtiana, não basta atentar para os
fatos, para os fenômenos, que nascem e se sucedem. É preciso
vinculá-los a um princípio, a uma doutrina, para então poder retirarlhe
algum fruto.
Um aspecto amplamente comentado no direito moderno é o de
que o velho conceito de Direito Comercial, até então girando em
torno da figura do comerciante, ou do ato do comércio - adotado
através de estatutos medievais, ou da mudança pelo Código
Comercial Francês, de 1807 - hoje gira em torno da Teoria da
Empresa.



Isto é fruto advindo após a II Guerra Mundial e após a
promulgação do Código Civil italiano de 1942, quando o mundo

inteiro passou a experimentar um intenso desenvolvimento
econômico e tecnológico.
O Direito Comercial apresentou uma evolução lenta, porém
acompanhando o desenrolar das novas idéias econômicas e, dando
uma interpretação mais adequada às novas situações. Nosso Código
Comercial é de 1850 e a sua revogada Parte Primeira – Do Comércio
em Geral, fazia a aplicação do direito voltada para o comerciante,
tomando por base os atos do comércio.



Há muito, que a designação comerciante desapareceu do
noticiário dos veículos de comunicação, passando a ser um vocábulo
abominado, aparecendo então a atividade empresarial que é uma
série de atos de comércio, não exercidos por um indivíduo
(comerciante), mas sim coordenáveis entre si, em função de uma
finalidade comum. É essa atividade que qualifica uma empresa
mercantil como indústria ou comércio. A atividade empresarial é
profissional, ou seja, é exercida com o objetivo de habitualidade e
intenção de lucro.



Esse aspecto constituiu um dos marcos divisores entre o antigo
e o moderno Direito Comercial, pois, o antigo girava em torno dos
atos do comércio e o moderno em torno da atividade empresarial.
Podemos dizer que, enquanto focalizava os atos do comércio e a
figura do comerciante, denominou-se Direito Comercial, e, quando
passou a basear-se na teoria da empresa e na atividade empresarial
passou a ser chamado de Direito Empresarial.
Empresa, não é coisa corpórea, e sim abstrata, porque significa
a atividade ou conjunto de atividades do empresário. Empresa é o
organismo que, através de alguns elementos ou, fatores, exercita um
comportamento repetitivo e metódico, exteriorizando a atividade do
empresário. O empresário é o sujeito que exercita a atividade
econômica organizada para a obtenção de lucro da empresa.



O empresário poderá ser um empreendedor ou não, tudo irá
depender da sua criatividade, e da atividade desempenhada na empresa.
O vocábulo empreendedor é utilizado com o mesmo sentido da palavra
empresário. O empreendedor tem como característica básica o espírito
criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos
caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das
pessoas, mas nem sempre o empresário será o empreendedor.


2. Conceito de Empresa


O Direito Empresarial passou por uma grande evolução, da qual
temos três fases distintas, são elas: a) período subjetivo corporativista:
foi a época primitiva, quando surgiram as primeiras corporações de
mercadores; b) período objetivo: foi a época dos comerciantes e a prática
dos atos de comércio; e c) período subjetivo moderno: aquele em que
deixamos a era dos comerciantes e a prática dos atos de comércio e

ingressamos no Direito Empresarial, onde surge a figura da empresa, do
empresário e a prática da atividade econômica.
Etimologicamente o vocábulo empresa “é derivado do latim
prehensus, de prehendere (empreender, praticar), possui o sentido de
empreendimento ou cometimento intentado para a realização de um
objetivo” (SILVA 2004, p.522).


Empresa significa empreendimento, associação de pessoas para
exploração de um negócio. É o conjunto de atividades do empresário. É
toda organização econômica civil, ou empresarial, instituída para a
exploração de um determinado ramo de negócio.
Empresa é a atividade econômica organizada para a produção ou
circulação de bens ou serviços. Evidentemente, atividade, aqui, não
significa um ato isolado, mas uma série pré-determinada e
coordenada de atos, visando uma finalidade produtiva. O termo
empresa vem sendo empregado em inúmeros sentidos,
principalmente no de estabelecimento empresarial. Em face do
emprego inadequado do termo na legislação civil, comercial,
trabalhista e fiscal, o conceito de empresa, universalizado, passa a
ter sua compreensão dificultada.


O nosso direito positivo não conceitua empresa. Todavia a Lei nº
4.137, de 10 de setembro de 1962, em seu artigo 6º, que dispõe
sobre a repressão ao abuso do poder econômico, revogada pela Lei nº
8.884, de 11 de junho de 1994, consigna que “empresa é toda
organização de natureza civil ou mercantil, destinada à exploração,
por pessoa física ou jurídica, de qualquer atividade com fins
lucrativos”.


O Código Civil brasileiro, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de
2002, não define a empresa, mas sim o empresário em seu artigo
966, inspirando-se no artigo 2.082 do Código Civil italiano, assim:
“Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de
serviços".


No doutrina, encontramos um conceito econômico e um conceito
jurídico sobre a empresa. Iniciaremos com o conceito econômico,
vindo da Economia Política, onde temos como base a organização dos
fatores da produção, ou seja, natureza, capital e trabalho.
Giuseppe Ferri diz que “a empresa em um conceito econômico,
seria a combinação dos elementos pessoais e reais, colocados em
função de um resultado econômico, e realizada em vista de um intento
especulativo de uma pessoa, que se chama empresário” (REQUIÃO
2003, p.50).


O conceito jurídico, ao contrário do econômico é mais
abrangente e nasceu através do Código de Comércio de 1807, quando
definiu atos de comércio, em seu artigo 632 e incluiu entre eles
“todas as empresas de manufaturas, de comissão, de transporte por

terra e água e todas as empresas de fornecimento, de agência,
escritórios de negócios, estabelecimento de vendas em leilão, de
espetáculos públicos”.


Para Rubens Requião o conceito jurídico se assenta no conceito
econômico, diz o autor: “em vão os juristas têm procurado construir
um conceito jurídico próprio para tal organização. Sente-se em suas
lições certo constrangimento, uma verdadeira frustração por não lhes
haver sido possível compor um conceito jurídico próprio para empresa,
tendo o comercialista que se valer do conceito formulado pelos
economistas. Por isso, persistem os juristas no afã de edificar em vão
um original conceito jurídico de empresa, como se fosse desdouro para
a ciência jurídica transpor para o campo jurídico um bem elaborado
conceito econômico” (REQUIÃO 2003, p.50).


Do ponto de vista econômico, ensina Giuseppe Ferri que a
empresa se assenta sobre uma organização fundada em princípios
técnicos, e leis econômicas. Partindo deste princípio, o doutrinador
italiano apresenta seu conceito jurídico da seguinte forma: “a) a
empresa como expressão da atividade do empresário. A atividade do
empresário está sujeita a normas precisas, que subordinam o exercício
da empresa a determinadas condições ou pressupostos ou o titulam
com particulares garantias. São as disposições legais que se referem à
empresa comercial, como o seu registro e condições de funcionamento;
b) a empresa como idéia criadora, a que a lei concede tutela. São as
normas legais de repressão à concorrência desleal, proteção à
propriedade imaterial (nome comercial, marcas, patentes etc); c) como
um complexo de bens, que forma o estabelecimento comercial,
regulando a sua proteção (ponto comercial), e a transferência de sua
propriedade; d) as relações com os dependentes, segundo princípios
hierárquicos e disciplinares nas relações de emprego, matéria que hoje
se desvinculou do direito comercial para se integrar no direito do
trabalho” (REQUIÃO 2003, p. 51).


Sobre o aspecto objetivo, a empresa apresenta-se como uma
combinação de elementos pessoais e reais, visando um resultado
econômico (lucro) e realizada em vista de um intento especulativo de
uma pessoa (empresário) que a organiza, gere, administra e dá
impulso para seu eficiente funcionamento.
Sob o aspecto jurídico, podemos dizer que a empresa é motivo de
preocupação dos juristas que tentam conceituá-la.
Sob o aspecto econômico, não há dúvida de que é atividade
econômica organizada. Mas sob o aspecto jurídico apresenta, várias
facetas ou aspectos, que embaraçam o consenso em torno do
assunto.


Por fim, o conceito de empresa surge através da definição de
empresário que se encontra no Código Civil Italiano, em seu artigo
2.082 que diz: “Empresário é quem exerce profissionalmente uma

atividade econômica organizada, para a produção e circulação de
bens e serviços”.
Desta definição extraímos três fatores importantes, são eles: a)
atividade econômica, pois atividade NÃO econômica, ainda que
profissional não será empresa; b) organizada, pois a atividade da
empresa é realizada com a colaboração de uma equipe de pessoas,
tendo como objetivo produzir riquezas e gerar lucros; c)
profissionalmente, sendo o elemento da profissionalidade essencial.
Profissão é o exercício constante e normal de uma atividade
especializada.


Segundo Alberto Asquini, “a empresa se apresenta sob quatro
perfis diferentes: a) o perfil subjetivo, em que as empresas se
confundem com o próprio empresário, vez que somente ele, e não ela
possui personalidade jurídica (empresa = empresário); b) o perfil
objetivo, que corresponde ao fundo de comércio, ou seja, ao conjunto
de bens corpóreos e incorpóreos destinados ao exercício da empresa
(empresa = estabelecimento); c) o perfil corporativo ou institucional,
que corresponde aos esforços conjuntos do empresário e de seus
colaboradores (empresário + colaboradores); e d) o perfil funcional,
que corresponde à força vital da empresa, ou seja, à atividade
organizadora e coordenadora do capital e do trabalho” (REQUIÃO
2003, p.55).


Trabalha o jurista, portanto, sobre o conceito econômico para
formular a noção jurídica da empresa, descartando os aspectos
econômicos que não se aplicam ao conceito jurídico e selecionando
os que interessam.


A dificuldade em conceituar empresa reside no seguinte
problema: a empresa como entidade jurídica é uma abstração, pois,
ela é representada pelo empresário que é o seu titular, ou seja, a
empresa só se movimenta de acordo com a vontade de seu
representante.


A empresa está caracterizada pelo exercício da sua organização,
pois se todos os elementos construtivos da empresa estiverem
organizados, mas não se efetivar o exercício dessa organização, não
se pode falar em empresa. Esta é a função do empresário, ou seja,
organizar sua atividade, coordenando seus bens (capital) com o
trabalho aliciado de outrem. Esta é a organização e o motivo do
conceito de empresa se firmar na idéia de que ela é o exercício da
atividade produtiva.


O conceito empresa, sob o aspecto jurídico, adquire diversos perfis
em relação aos diversos elementos que o integram. Por isso, a definição
legislativa de empresa não existe, esta é a razão da falta de encontro das
diversas opiniões até agora manifestadas na doutrina. Um é o conceito
de empresa, como fenômeno econômico. Diversas são as noções jurídicas
relativas aos aspectos do fenômeno econômico que ela representa.



Quando falamos da empresa em relação à disciplina jurídica, temos em
mente os diversos aspectos jurídicos do fenômeno econômico.
Empresa, portanto, não é coisa corpórea, e sim abstrata, porque
significa a atividade ou o conjunto de atividades do empresário. Empresa
é o organismo que, através de alguns elementos ou, fatores, exercita um
comportamento repetitivo e metódico, exteriorizando a atividade do
empresário. Empresa é a atividade do empresário, que objetiva o
atendimento do mercado e a obtenção de lucro.


Assevera Fábio Ulhoa Coelho que “a empresa pode ser explorada por
uma pessoa física ou jurídica. No primeiro caso, o exercente da atividade
econômica se chama empresário individual; no segundo, sociedade
empresária. Como é a pessoa jurídica que explora a atividade
empresarial, não é correto chamar de empresário o sócio da sociedade
empresária” (COELHO 2007, p.64).


3. Empresário


Baseado no movimento universal que procurou ampliar o campo de
incidência do Direito Empresarial, para nele introduzir a prestação de
serviços, o Código Civil brasileiro de 2002, que unificou em um só corpo
de lei as matérias civil e mercantil, define, em seu artigo 966, o que se
entende por empresário, estabelecendo que: “Considera-se empresário
quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a
produção ou a circulação de bens ou de serviços”.
Este conceito é originário do artigo 2.082 do Código Civil italiano,
que diz: “Imprenditore – È imprenditore chi exercita professionalmente
uma attività economica organizzata alfine della produzione o dello
scambio di beni o di servizi”.


Salienta Rubens Requião que “o empresário pode exercitar a
atividade empresarial individualmente: será então um empresário
individual... mais adiante, a empresa comercial pode, no entanto,
revestir-se de forma societária: a sociedade comercial exercita a atividade
empresária. Ao exercício da empresa dessa forma se tem chamado de
empresa coletiva” (REQUIÃO 2003, p.78).


Não se considera empresário as pessoas naturais que exercem
atividade civil profissional em caráter individual, sem uma organização
que suplante a sua atuação pessoal.
O empresário é o sujeito que exercita a empresa, assim,
empresário comerciante é aquele que exercita a empresa individual
comercial.


O vocábulo, empresário, vem em substituição da antiga
expressão comerciante, tendo ambos o mesmo significado. No
entanto, podemos fazer distinção entre as figuras do comerciante e
do empresário, porque aquele se caracterizava pelo temperamento
empreendedor, porém egoísta, exclusivista, alheio aos interesses da
coletividade, enquanto que, este, o organizador, o empreendedor,

consciente dos seus deveres e obrigações para com a organização
produtiva, coloca-se ao lado de seus empregados em benefício do
progresso da empresa.


O empresário comerciante atual organiza a sua atividade,
coordenando o seu capital ou os seus bens, com o trabalho de
outrem, ou não; porém, o conjunto desses bens e pessoas inativas
não configura a empresa, porque esta nasce apenas ao ser iniciada a
atividade, ou colocada em funcionamento, sob a orientação do
empresário.


Para Marcelo M. Bertoldi “o empresário nada mais é senão o
comerciante dos dias atuais, não existindo qualquer motivo para se
fazer distinção entre essas duas figuras, que, na verdade,
representam o sujeito com o qual se ocupa o direito comercial, ou,
numa nomenclatura mais atualizada, o direito empresarial”
(BERTOLDI 2006, p. 52).


4. Empreendedorismo e Empreendedor


Empreendedorismo é um neologismo derivado da livre tradução
da palavra entrepreneursbip. Sua origem vem da palavra francesa
entrepreneur, que era usada no século XII para designar aquele que
incentivava brigas. No final do século XVIII, passou a indicar a
pessoa que criava e conduzia projetos e empreendimentos. Nessa
época o termo se referia as pessoas que compravam matérias-primas
(um produtor agrícola) e as vendiam a terceiros, depois de processálas,
apresentando, portanto, uma oportunidade de negócios e
assumindo riscos. A partir daí os economistas passaram a
considerar o desenvolvimento econômico como o resultado da criação
de novos empreendimentos.


A origem da palavra, empreendedor, leva-nos há 800 anos atrás,
com o verbo francês entreprendre, que significa, fazer algo. Uma das
primeiras definições da palavra empreendedor foi elaborada no início
do século XIX pelo economista francês J.B. Say, como aquele que
“transfere recursos econômicos de um setor de produtividade mais
baixa para um setor de produtividade mais elevada e de maior
rendimento” (DRUCKER 1987, p.45).


O termo entrepreneur foi incorporado à língua inglesa no início
do século XIX. Entre os economistas modernos, quem mais se
debruçou sobre o tema foi Joseph Schumpeter, que teve grande
influência sobre o desenvolvimento da teoria e prática do
empreendedorismo. Em seus estudos, ele o descreve como “a
máquina propulsora do desenvolvimento da economia. A inovação
trazida pelo empreendedorismo permite ao sistema econômico renovarse
e progredir constantemente”. De acordo com Schumpeter, “sem
inovação, não há empreendedores, sem investimentos
empreendedores, não há retorno de capital e o capitalismo não se
propulsiona” (DEGEN 1989, p. 78).



O empreendedorismo é uma criação de valor por pessoas e
organizações trabalhando juntas para implementar uma idéia.
Designa uma área de grande abrangência e trata de vários temas,
além da criação de empresas, tais como: a) a geração de autoemprego
(trabalhador autônomo); b) o empreendedorismo
comunitário (como as comunidades empreendem); c) o intraempreendedorismo
(o empregado empreendedor); d) as políticas
públicas (políticas governamentais para o setor).


O vocábulo empreendedor, em português, é utilizado com o
mesmo sentido da palavra empresário. Segundo Igor Ansoff "o
empreendedor é aquele indivíduo cujo desejo de independência foi
capaz de motivá-lo no sentido de estabelecer sua própria empresa”
(ANSOFF 1993, 52).
O empreendedor tem como característica básica o espírito
criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos
caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades
das pessoas.


A essência do empresário de sucesso é a busca de novos
negócios e oportunidades e a preocupação sempre presente com a
melhoria do produto.
Enquanto a maior parte das pessoas tende a enxergar apenas
dificuldades e insucessos, o empreendedor deve ser otimista e buscar
o sucesso, apesar das dificuldades.
Um mau empreendimento na mão de um bom empreendedor
pode até ser melhorado e sobreviver, mas na mão de um mau
empreendedor, nem mesmo um ótimo negócio sobrevive. É por isso
que o estudo, a pesquisa, o planejamento do negócio são
fundamentais no empreendedorismo.


O empreendedorismo faz parte da índole brasileira. Segundo estudo
publicado pelo jornal americano US Today Global Entrepreneurship
Monitor o Brasil é considerado o país mais empreendedor do mundo,
sendo o brasileiro um empreendedor nato. O lado negativo do
empreendedorismo é que o índice de mortalidade das Pequenas e Médias
Empresas no Brasil é elevadíssimo. Entre as principais razões, destaca-se
a falta de preparação do empreendedor para administrar com eficiência a
sua empresa, insuficiência de capital, além de dificuldades pessoais do
candidato a empresário.


O empreendedor irá criar e administrar um negócio, que poderá ser
seu ou não, assumindo riscos em busca de lucro.
Para ser um empreendedor de sucesso é essencial que tenha algumas
características específicas. A garra, a força de vontade e a determinação
são, talvez, as mais importantes, mas há outras que são decisivas para
quem pretende se aventurar pelo mundo dos negócios, são elas, a
considerar: a) iniciativa; b) auto-confiança; c) aceitação do risco; d) não
temer o fracasso e a rejeição; e) decisão e responsabilidade; f) energia; g)
auto-motivação e entusiasmo; h) controle; i) otimismo; j) persistência.

No que tange a iniciativa, o empreendedor não fica esperando que os
outros (o governo, o empregador, o parente, o padrinho) venham resolver
seus problemas. O empreendedor é uma pessoa que gosta de começar
coisas novas, iniciá-las. A iniciativa, enfim, é a capacidade daquele que,
tendo um problema qualquer, age, arregaça as mangas e parte para a
solução.


O empreendedor tem auto-confiança, isto é, acredita em si mesmo. Se
não acreditar, será difícil para ele tomar a iniciativa. A crença em si
mesmo faz o indivíduo arriscar mais, ousar, oferecer-se para realizar
tarefas desafiadoras, enfim, torna-o mais empreendedor.
O empreendedor aceita riscos, ainda que muitas vezes seja cauteloso
e precavido contra o risco. A verdade é que o empreendedor sabe que não
existe sucesso sem alguma dose de risco, por esse motivo ele o aceita em
alguma medida.


O empreendedor fará tudo o que for necessário para não fracassar,
mas não é atormentado pelo medo paralisante do fracasso. Pessoas com
grande amor próprio e medo do fracasso preferem não tentar correr o risco
de não acertar, ficando, então, paralisadas. O empreendedor acredita.
O empreendedor não fica esperando que os outros decidam por ele. O
empreendedor toma decisões e aceita as responsabilidades que acarretam.
É necessária uma dose de energia para se lançar em novas
realizações, que usualmente exigem intensos esforços iniciais. O
empreendedor dispõe dessa reserva de energia, vinda provavelmente de
seu entusiasmo e motivação.


O empreendedor é capaz de uma auto-motivação relacionada com
desafios e tarefas em que acredita. Não necessita de prêmios externos,
como compensação financeira. Como conseqüência de sua motivação, o
empreendedor possui um grande entusiasmo pelas suas idéias e projetos.
O empreendedor acredita que sua realização depende de si mesmo e
não de forças externas sobre as quais não tem controle. Ele se vê como
capaz de controlar a si mesmo e de influenciar o meio de tal modo que
possa atingir seus objetivos.


O empreendedor em geral não é somente um fazedor, no sentido
obreiro da palavra. Ele cria equipe, delega, acredita nas pessoas, obtém
resultados por meio de outros.
O empreendedor é otimista, o que não quer dizer sonhador ou iludido.
Acredita nas possibilidades que o mundo oferece, acredita na possibilidade
de solução dos problemas, acredita no potencial de desenvolvimento.
O empreendedor, por estar motivado, convicto, entusiasmado e crente
nas possibilidades, é capaz de persistir até que as coisas comecem a
funcionar adequadamente.


Para ser um empreendedor é necessário ainda que tenha boas
capacidades de liderança. Tem de organizar, redirecionar esforços e
manter a motivação dos seus colaboradores. Eles estão sob a sua
coordenação e por isso tem de criar uma filosofia de trabalho, definindo

objetivos e métodos, ao mesmo tempo, que implementa um bom
relacionamento entre a equipe de trabalho.
O empreendedor não faz o que gosta e sim o que precisa ser feito, pois
o sucesso está no caminho que ninguém gosta de fazer. Ser empresário ou
empreendedor não significa abrir um negócio, mas tornar-se competitivo,
ter condições para desenvolver um potencial de aprendizado e criatividade,
junto com a capacidade de implementá-lo em velocidade maior que o ritmo
de mudanças no mercado. O empresário empreendedor deve ver sua idéia
com distanciamento emocional, de modo a fazer uma análise detalhada,
para aumentar suas chances de sucesso.


Portanto, nosso empresário de hoje para ter sucesso, deverá ser um
empreendedor e um administrador do futuro.
Segundo um provérbio chinês “há três coisas que nunca voltam atrás:
a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”...