Conhecendo os estágios supervisionados Fortaleza, Ceará

Estágio Supervisionado é essencial para a aquisição da prática profissional. Temos cada vez mais, visto profissionais despreparados no mercado. O estagio supervisionado adquiriu um papel substancial no processo de graduação, veja mais.

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Conhecendo os estágios supervisionados

1 – INTRODUÇÃO

A teoria é uma ferramenta essencial na vida do indivíduo para a consolidação da prática. Assim, o Estágio Supervisionado adquiriu um papel substancial no processo de graduação, pois, o mesmo caracteriza-se como a prática em meio à aprendizagem na sistematização curricular (graduação).

2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Um dos grandes desafios para o acadêmico de Pedagogia é o de adquirir a devida experiência para o processo de profissionalização educacional. Desse modo, o Estágio Supervisionado conquistou o papel de laboratório na “lapidação” do graduando, que busca uma maneira mais propicia de conciliar teoria e prática. Desmistificando, o antagonismo existente entre estas duas etapas do contexto de profissionalização educacional (teoria e prática).

Na visão de Pimenta (1997, p. 21) o Estágio Supervisionado são “as atividades que os alunos deverão realizar durante o seu curso de formação, junto ao futuro campo de trabalho”. Não tão distante de tal opinião, Piconez (2000, p. 16) afirma que “os estágios são vinculados ao componente curricular Prática de Ensino cujo objetivo é o preparo do licenciamento para o exercício do magistério em determinada área de ensino ou disciplina de 1º e 2º graus”.

Atualmente, de fato, temos testemunhado as difíceis condições sistemáticas nas quais os graduandos são submetidos. Ou seja, temos cada vez mais, visto professores despreparados em sala de aulas, e ao que tudo indica (mediante ao contexto), tais conseqüências tratam-se do reflexo da má formação acadêmica dos mesmos; o que de fato resulta na dicotômica e antagônica “poluição pedagógica”, que impulsiona a nossa Educação para meros “ares”, no conhecido contexto das contradições, assim como nos afirma Paulo Freire:

saber que devo respeito à autonomia, à dignidade e à identidade do educando e, na prática, procurar a coerência com este saber, me leva inapelavelmente à criação de algumas virtudes ou qualidades sem as quais aquele saber vira inautêntico, palavreado vazio e inoperante (2007, p. 62).

Nesse pressuposto, vemos que o Estágio Supervisionado não possui a valorização da qual requer o processo, pois tal treinamento deveria ser o local adequado para a aquisição de experiências (a prática), e de fato sabemos que este momento propicia tais conhecimentos para o graduando; porém, o que de fato ocorre é que as políticas públicas, assim como os responsáveis pela elaboração da sistemática grade curricular. Sendo assim, tem sido “clássico” o quesito de que o ensino é um, e a prática é absurdamente oposta ao que se conhece. Aparentemente contrário à questão, Menga Lüdke (1996. In: CANDAU, 1997, p. 118) evidencia que:

a importância de assinalar a formação inicial, simplesmente, como o nome diz, enquanto preparação apenas inicial. Ela não deveria ser sobrecarregada com uma carga que não lhe é compatível e para a qual não está aparelhada.

No entanto, Lüdke refere-se que a uma demasiada preocupação das IES (Instituições de Ensino Superior) em transporem conteúdos sistemáticos ao processo de formação acadêmica; enquanto tais graduandos encontraram um contexto de atuação profissional oposto ao que ele observou na condição de acadêmico. Em paralelo a tal temática, temos a confirmação de Azevedo (apud PICONEZ, idem, p. 17) que o processo experimental (Estágio) na realidade é “uma teoria colocada no começo dos cursos e uma prática colocada no final deles sob a forma de Estágio Supervisionado constituem a maior evidência da dicotomia existente entre teoria e prática”. Isto é, vemos na graduação temas (teorias) que não condizem com a realidade apresentada em sala de aula (prática). O que propicia o surgimento de profissionais despreparados e ineficientes quanto aos necessários meios de atuações contextuais (ações procedimentais). Em vista de que na realidade, seria mais propicio uma graduação paralela à realidade prática-profissional; que de fato, auxiliassem os acadêmicos (neste caso os de Pedagogia) na aquisição das oriundas experiências procedimentais; a exemplo do que ocorre em diferentes Cursos Superiores (Medicina, Advocacia, entre outros), que possuem acesso constante à realidade prática por meio de Hospitais Escolas e departamentos especializados.

3 – CONCLUSÃO

Contudo, destacamos que a prática do Estágio Supervisionado é essencial para a aquisição da prática profissional, porém não tem sido esta visão de seus idealizadores (Instituições) quanto a investimentos e reformulações nas confirmações de melhorias. Assim, vemos que é necessária a urgente reformulação sistemática de tal procedimento, para que venhamos ter uma Educação sustentável e distante das incertezas do cotidiano docente, capaz de atuar “cirurgicamente” nas falha do processo educacional; propiciando uma melhor forma de interpretar a realidade social, por meio de uma possível e notável influência da Educação, na consolidação do combate ao antagonismo provocado pela dicotomia existente entre teoria e prática. Desse modo, observamos esta etapa referente à graduação, com a certeza de que a Educação só poderá ser reformulada (a fim de atingir notáveis melhorias), quando o nível de atenção referente ao processo de Estágio Supervisionado, for considerado padrão a se investir e se seguir, evidentemente, sob os pressupostos do olhar crítico em reflexão ao contexto e os seus mecanismos constituintes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, L. M. F. O Estágio Supervisionado: uma análise crítica. p. 24. apud PICONEZ, Stela C. Berhtolo. A prática de ensino e o Estágio Supervisionado. 5ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2000. p. 15 -74.

CRUZ, Carla & RIBEIRO, Uirá. Metodologia cientifica: teoria e prática. 2 ed. Rio de Janeiro: Axcel Books do Brasil, 2004.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 36ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007. 148 p.

LUDKE, Menga. Formação inicial e construção da identidade profissional de professores de 1º Grau. In CANDAU, Vera Maria. Magistério: Construção Cotidiana. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. p. 110 – 125.

PICONEZ, Stela C. Berhtolo. A prática de ensino e o Estágio Supervisionado. 5ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2000. p. 15 -74.

PIMENTA, Selma Garrido. O estágio na formação de professores: unidade teoria e prática. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 1997. p. 21 – 80.

José Ribeiro da Silva Júnior

Acadêmico do Curso de Pedagogia da Faculdade de Imperatriz (FACIMP). Cristão Protestante (Judeu Messiânico) da Assembléia de Deus de Imperatriz (IEADI); tenho por ocupação o posto de Professor do Ensino Secular e Religioso (Escola Bíblica Dominical); tendo também por funções independentes, estudos com temas relacionados a: História, Geografia, Biologia e Teologia (Escatologia).

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