Criando negócios com a franquia imobiliária Brasília, DF

Entenda o que é uma franquia imobiliária. Aprenda a criar negócios com a franquia imobiliária. Conheça a história do corretor de imóveis.

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Criando negócios com a franquia imobiliária

Maria Bernadete Miranda


RESUMO

Este artigo tem por objetivo examinar a Franquia Imobiliária e como se
apresenta na realidade jurídica brasileira.


ABSTRACT

This article has the objective of the Immovable Franchising in the light of
Brasilian legal reality.


INTRODUÇÃO


Há 25 anos, na Austrália, surgia um novo conceito que revolucionou a
organização das empresas imobiliárias: a franquia. Embora originária do mesmo
continente que o canguru, ao contrário do animal exótico que só sobrevive em seu
habitat natural, a franquia logo conquistou adeptos em várias partes do mundo.
Hoje, nos Estados Unidos, país que copiou com grande sucesso a idéia dos
australianos, existem mais de 42 organizações franqueadoras, congregando 14 mil
unidades franqueadoras. Segundo as estatísticas, a operação na forma de franquia
faz com que os negócios sejam 40% superiores ao sistema individual.

A franquia reúne, como em um shopping, um número grande de lojas
(imobiliárias), só que por meio de um sistema de informação. Embora espalhadas
geograficamente, as lojas estão integradas por um sistema central de ofertas. A
maior opção de imóveis ofertados atrai um grande número de consumidores e se
transforma me melhores chances de negócios para todos.


No Brasil, o sistema de franquia imobiliário está sendo introduzido desde
fevereiro de 1993, contando atualmente com 03 (três) franqueadores imobiliários,

onde o ponto forte da franquia está na ampliação do potencial de venda de um
imóvel inserido no sistema.


Toda a rede franqueada tem acesso imediato ao cadastro geral de imóveis e
de clientes. Existem outras vantagens: “A publicidade institucional, as compras, a
comunicação interna e o treinamento das equipes têm seus custos rateados entre os
franqueadores que aprimoram suas formas de atendimento”. No sistema de franquia,
as experiências e as informações sobre o mercado são trocadas de maneira efetiva
e produzem uma sinergia entre todos os seus integrantes.
A grande dúvida do mercado é quanto ao pagamento das comissões. Na
franquia, tanto quem capta quanto quem vende o imóvel ganha suas comissões
integrais, e as imobiliárias dividem os lucros em partes iguais.
O sistema trazido da Austrália ganhou, no Brasil, um elemento adicional: os
lançamentos. Se desejar, o franqueado recebe todo o material promocional e
participa das vendas do lançamento do franqueador, independente de sua
localização.


No Brasil, não temos uma legislação, somente existe a Lei. Nº. 8.955, de 15
de dezembro de 1994, que dispõe sobre o contrato de franquia e dá outras
providências. Essa lei apenas disciplina a formação do contrato, só dá os requisitos
para que se faça o franchising, mas não regula, pois não há norma.
Nos Estados Unidos, o resultado das franquias imobiliárias pode ser avaliado
pelas 42 empresas franqueadoras e pelas 14.000 unidades franqueadoras em
operação. As franquias imobiliárias se expandem, pelo mundo.
Na Europa já estão presentes na França, no Reino Unido, Itália, Espanha,
Portugal, Alemanha..
Na Ásia e pacífico estão presentes no Japão, Coréia do Sul Taiwan, Hong
Kong e Austrália.


No Continente Americano, além dos Estados Unidos, já estão consolidadas
no Canadá e nos últimos quatro anos se expandem rapidamente no México.
E de cada cinco imobiliárias de alta qualidade, quatro são franqueadas,
segundo pesquisa realizada com compradores e vendedores de imóveis em cidades
médias americanas.

Depois dos Estados Unidos e Japão, o Brasil será a terceira potência em
franquia, prevê a Associação Internacional de Franchising.


O CORRETOR DE IMÓVEIS


A história do Corretor de Imóveis é tão irrequieta, dinâmica e rotativa como a
própria imagem do Corretor através dos tempos.
De tal modo confunde-se com “Estórias de Corretor” que, não raro,
compromete a postura de seriedade do historiador.
Não será absurdo nem ilógico situá-lo na mais remota saga da humanidade,
mesmo além dos lindes do habitat dos Orientais.
Com efeito, sempre existiram homens que não aceitavam a própria
escravidão, nem, posteriormente, a condição de subordinado de nenhum mercado
rico.


O que estaria, então, ao irresignado que, de outro lado, também não tinha
capital de giro para tocar o comércio? Até hoje sabe-se que a característica
fundamental do Corretor é a criatividade, é a fértil imaginação. Isto é de tal modo
marcante que alguns levam ao exagero de tentar vender um imóvel que ainda não
existe...


Diz-se que foi assim que chegando o levantino preso, a Roma, e não tendo
como defender-se, procurou agradar ao seu capturador, alta autoridade imperial,
mostrando-lhe como sendo tão importante, morava tão modestamente em seu
conforto... De imediato, comprometeu-se, uma vez liberto, encontrar confortável
vivenda para o poderoso carcereiro, a esta altura já influenciado pelo prisioneiro.
Daí em diante foi tudo fácil, já se podia ganhar alguns Sestércios no incipiente
mercado imobiliário de Roma.


É por isso que não falta quem afirme que o Corretor de Imóveis sempre
existiu, era o profissional à procura de uma profissão.
Esse profissional que agiliza o negócio, e também o responsável pela
circulação da riqueza, com a velocidade e a economia de tempo que traz proveito
para todos, era no Brasil o profissional que não tinha encontrado a sua identidade,

nem a da sua profissão, até que o Congresso Nacional votou a Lei nº. 4.116,
promulgada em 27 de agosto de 1962.


Afinal, era o público reconhecimento do Poder Legislativo que assim atestava
a importância fundamental do Corretor de Imóveis no sociedade brasileira.
Ao delimitar o campo de atuação do Corretor de Imóveis, a Lei nº. 4.116/62
exigia um vago título de escolaridade, sem maiores referências, que terminou por
contagia-lo com a seiva da inconstitucionalidade.


Ao exigir um título, diploma ou certificado como pressuposto de inscrição do
conselho, a Lei terá que mencionar o respectivo curso com seu currículo e sua carga
horária. Se tal não ocorre no estatuto regulamentador, outro paralelo há de o
registrar. Esse foi o mérito da Lei nº. 6.530 de 12 de maio de 1978.
Mais realista e mais lúcido, o seu artigo segundo já situa o curso em nível
médio e o domina de “Técnico em Transações Imobiliárias”.
A categoria profissional que se despertou com a Lei nº. 4.116/62, redescobriuse
com a Lei nº. 6.530/78, está caminhando a passos largos para ser, em breve, o
celeiro de valores técnicos de nível superior, prontos a dar a sua colaboração às
altas autoridades do país, a emprestar experiência a órgãos da administração
pública, às empresas privadas, enfim, a todos os usuários dos seus serviços
profissionais, os verdadeiros beneficiados.


A FRANQUIA E O CORRETOR NO ANO 2.000


Uma “seleção natural”, em que os componentes se destacarão dos queixosos
que aguardam de braços cruzados a passagem da crise econômica, deverá marcar
a evolução no sistema de franquia imobiliária no Brasil.
Aqueles que preferem arregaçar as mangas e inventar formas de garantir ao
menos uma estabilização no resultado financeiro, precisarão, é verdade, dominar
com maestria a grande arte de gerir os negócios em momentos de aperto e,
sobretudo, assumir uma atitude respeitosa em relação ao parceiro e consumidor.
Os esforços de profissionalização e qualificação, somados, constituem uma
senha imbatível para se preservar o lucro e tocar o empreendimento para a frente.



O sistema passará por um processo de aprimoramento qualitativo muito forte,
uma depuração rigorosa. Vão se sair bem as empresas que trabalham com equipes
enxutas e que possuem um sistema operacional testado e uma estrutura
administrativa sólida e experimentada.


Em franchising, não existem minas de ouro, mas os seguimentos de
prestação de serviços costumam ser rentáveis porque os investimentos são baixos e
a disseminação se faz de maneira rápida.
O Corretor de Imóveis precisa mudar sua imagem perante o público, hoje,
para que chegue ao ano 2.000 fortalecido. O consumidor é mais exigente e
informado, por isso é preciso resgatar a imagem do profissional.


O mercado imobiliário é um transatlântico sem capacidade de manobras e
reações rápidas, por isso os próximos anos não serão fáceis para o setor.
Para mudar essa situação, a concorrência selvagem deverá ser eliminada, as
avaliações amortizadas e o proprietário considerado o ponto central da atividade do
Corretor.


Houve um tempo em que o Corretor de Imóveis era o único responsável pelo
imóvel: cuidava da avaliação, da divulgação do preço, e também das negociações e
dos contratos. Representava integralmente o proprietário e recebia por este trabalho
a comissão de 3%. Na década de 50, foi colocado em prática um novo método de
trabalho em que o Corretor deixou de ter exclusividade para a venda de um imóvel.
As imobiliárias cresceram, oferecendo ao proprietário maior facilidade de venda, e
aos compradores, mais opções de escolha, o que exigiu maior número de pessoas
para a captação de imóveis.


O novo sistema encareceu as operações, e, consequentemente, subiram os
valores das comissões para 5%. Isso gerou o processo de rejeição dos proprietários
pelas intermediações imobiliárias.


Em 1970, as bolsas de valores começaram a atrair investimentos de classe
média, o que diminuiu a venda de imóveis, provocando o desinteresse dos
Corretores de Imóveis pela atitude. Então, surgiram as empresas fortes para suprir
as deficiências dos profissionais inexperientes, e os plantões imobiliários, que
facilitam o acesso ao imóvel.



Além disso, houve mudanças na política habitacional, enquanto a atividade
profissional permaneceu estagnada. Praticamente nada excepcional foi criado no
Brasil, nesses vinte anos, no setor imobiliário, surgindo, agora, a novidade das
franquias imobiliárias.


O Corretor possuidor de uma franquia terá o direito e as vantagens de usar
uma marca sólida em sua área de atuação. Será o símbolo visível da força do
franqueado.


O que irá determinar a escolha da região de atuação de uma franquia
imobiliária, bem como a análise do potencial desse mercado, será o conhecimento e
a influência na comunidade, que são fatores importantes para a atração de negócios
e clientes.


O franqueado contará com orientação para escolha e locação do ponto mais
adequado para sua imobiliária conquistar a liderança local. Disporá de projeto
arquitetônico e de layout interno e externo para sua loja, além de toda a
padronização de impressos, materiais promocionais e uniformes. Terá também
programas abrangentes de treinamento, envolvendo atendimento, avaliação,
administração, legislação, vendas imobiliárias e aperfeiçoamento de sua equipe.


Contará com tudo aquilo que mais falta a um agente imobiliário isolado. Como
franqueado de uma imobiliária, tudo estará a sua disposição: informações sobre o
mercado, tendências dos negócios, dados atualizados e tudo mais para o sucesso
de seu trabalho.


Estará informado sobre as constantes modificações Jurídicas envolvidas com
as transações imobiliárias. Estar a par dessas atualizações é mais um forte
diferencial para o franqueado.


Terá acesso a importantes ferramentas gerenciais para o seu negócio.
Sistema de banco de dados de clientes para administrar e manter um contato
permanente, como também de imóveis para um eficiente gerenciamento de sua
carteira e acesso à central de Imóveis da rede franqueadora. Sistema de controle
financeiro facilitando o controle das operações administrativas e financeiras de sua
unidade, como o rateio de comissões, contas a pagar e receber.



O franqueado contará com todo o sistema e a força da Rede franqueadora.
Isto significa uma estreita parceria para o sucesso e plena realização como dono do
seu próprio destino.


DEFINIÇÕES DE FRANQUIA


Maria Helena Diniz: “Franquia ou franchising é o contrato pelo qual uma das
partes (franqueador ou franchisor) concede, por certo tempo, à outra (franqueado ou
franchisee) o direito de comercializar a marca, serviços ou produtos que lhe
pertence, recebendo, em troca, certa remuneração”.


Fran Martins: “O contrato de franquia compreende uma prestação de
serviços e uma distribuição de certos produtos, de acordo com as normas
convencionais. A prestação de serviço é feita pelo franqueador ao franqueado,
possibilitando a este a venda de produtos que tragam a marca daquele. A
distribuição é tarefa do franqueado, que se caracteriza na comercialização do
produto. Os dois contratos agem conjuntamente, donde ser a junção de suas normas
que dá ao contrato a característica de franquia”.


Orlando Gomes: “Com o vocábulo franchising, designa-se a operação pela
qual um empresário concede a outro o direito de usar a marca de um produto seu
com assistência técnica para sua comercialização, recebendo, em troca,
determinada remuneração. É um contrato que se aproxima da concessão exclusiva,
da distribuição, do fornecimento de prestação de serviços. Não é, outrossim, locação
nem mandato, mas figura autônoma, embora híbrida”.


Waldírio Bulgareli: “Franchising é a operação pela qual um comerciante,
titular de uma marca comum, cede seu uso, num setor geográfico definido, a outro
comerciante. O beneficiário da operação assume integralmente o financiamento do
sua atividade e remunera o seu co-contratante com uma percentagem calculada
sobre o volume dos negócios. Repousa sobre a cláusula de exclusividade,
garantindo ao beneficiário, em relação aos concorrentes, o monopólio da atividade”.


Nelson Abrão: “Um contrato pelo qual o titular de uma marca de indústria,
comércio ou serviço (franqueador), concede seu uso a outro empresário
(franqueado), posicionando em nível de distribuição, prestando-lhe assistência no

que concerne aos meios e métodos para viabilizar a exploração dessa concessão,
mediante o pagamento de uma entrada e um percentual.”.


Jorge Pereira Andrade: “Franquia é o contrato pelo qual uma empresa
industrial, comercial ou de serviços, detentora de uma atividade mercadológica
vitoriosa, com marca ou no comercial notórios (franqueadora), permite a uma pessoa
física ou jurídica (franqueada), por tempo e área geográfica exclusiva e determinada,
o uso de sua marca, para venda ou fabricação de seus produtos e/ou serviços,
mediante a uma taxa inicial e porcentagem mensal sobre o movimento de vendas.
Oferece, por isso, todo o seu Know-How administrativo, de marketing e publicidade e
exige, em contrapartida, um absoluto atendimento a suas regras e normas; permite
ou não a subfranquia; neste caso, deve ser o franqueado pessoa jurídica de Direito
Privado”.


Conselho de Desenvolvimento Comercial do Ministério da Indústria e
Comércio(BR):


“Franquia é um sistema de distribuição de bens e serviços, pelo qual
o titular de um produto, serviço ou método, devidamente caracterizados por uma
marca registrada, concede a outros comerciantes, que se ligam ao titular por relação
contínua, a licença e assistência para a expansão do produto no mercado”.


Corte de Apelação de Paris, em decisão de 28/04/1978:

“Franchising é um
método de colaboração entre duas ou várias empresas comerciais, uma
franqueadora, outra franqueada, pelo qual a primeira, proprietária de um nome de
uma razão social conhecidos, siglas, símbolo, marca de fábrica comércio ou de
serviços, bem como de savoir-faire particular, colocada à disposição de outra o
direito de utilizar, mediante um pagamento ou outra vantagem, uma coleção de
produtos ou de serviços, originais ou específicos, para explorar obrigatoriamente e
totalmente, segundo técnicas comercias experimentadas, desenvolvidas e
periodicamente recicladas, de uma maneira exclusiva, para o fim de realizar um
melhor impacto sobre um mercado considerado e de obter um desenvolvimento
acelerado da atividade comercial das empresas envolvidas; esse contrato pode ser
acompanhado de uma ajuda industrial, comercial ou financeira, permitindo a
integração na atividade comercial do concedente franqueador, em benefício do
franqueado iniciado em uma atividade técnica original e num savoir-faire fora do

comum, permitindo a manutenção de imagem de marca do serviço ou do produto
vendido e o desenvolvimento da clientela por menor custo e com uma maior
rentabilidade para as duas partes, que conservam juridicamente uma independência
total”.


Guyénot: “Franchising é a concessão de uma marca de produtos ou serviços
à qual se acrescenta a concessão de conjunto de métodos e meios de venda”.


Jean- Marie Leloup; “Franchising é o contrato sinalagmático, de execução
sucessiva, pelo qual uma empresa, denominada franqueadora, confere a uma ou
várias empresas denominadas franqueadas, o direito de reproduzir, sob as
instruções e com a assistência contínua da franqueadora, o sistema de gestão
previamente experimentado pela franqueadora”.


Philippe Bersis: “a franquia se define como um método de colaboração entre
uma empresa, o franqueador de uma parte, e um ou vários empresários, os
franqueadores de outra parte”.


US Departament of Commerce: “É um método de fazer negócios no qual é
conferido a um franqueado o direito de produzir ou vender mercadorias ou serviços
sob uma formatação mercadológica definida pelo franqueador. O franqueador
concede ao franqueado o uso de sua marca registrada, seu nome e sua
publicidade”.


Internacional Franchise Association (IFA): “Uma franquia é um contínuo
relacionamento entre o franqueador e o franqueado, no qual o total dos
conhecimentos do franqueador, imagem, sucesso, técnicas de manufatura e
marketing são fornecidos ao franqueado mediante remuneração”.


Comissão Belga de Distribuição: “A franquia é um sistema de colaboração
entre duas empresas diferentes, porém ligadas a um contrato em virtude do qual
uma delas concede a outra, mediante o pagamento de uma quantia e sob condições
bem determinadas, o direito de exploração de uma marca ou fórmula comercial
representados por um símbolo gráfico ou emblema, assegurando-lhe ao mesmo
tempo ajuda e alguns serviços regulares destinados a facilitar esta exploração”.
Concluímos que o sistema de franquias, também identificado no Brasil como
“franquia comercial”, é a melhor maneira de se obter a organização dos canais de

distribuição, com baixo risco de investimento e maior probabilidade de sucesso no
negócio. Em determinadas situações, funciona como uma poderosa ferramenta de
marqueting, utilizando metodologia rápida e segura de comercialização, através da
união de duas partes em prol do desenvolvimento de um mesmo negócio. De um
lado, temos a figura do franqueador, e do outro, os franqueados.


O CONTRATO DE FRANQUIA


O contrato de franquias é um acordo de vontades entre franqueador e
franqueado, objetivando a implantação e operação pelo último, de um negócio, de
acordo com as regras estabelecidas pelo primeiro, de modo que disso decorram
benefícios para ambos. Em regra é um contrato bilateral, consensual, comutativo,
oneroso e contínuo ou de execução continuada.
Para Maria Helena Diniz:

a) Bilateral é aquele em que cada um dos
contraentes é simultânea e reciprocamente credor ou devedor do outro, pois produz
direitos e obrigações para ambos, tendo por característica principal o sinalagma, ou
seja, a dependência recíproca de obrigações; daí serem também denominados
contratos sinalagmáticos.


b) Consensual ou não-solene é o que se perfaz pela simples anuência das
partes, sem necessidade de outro ato. A ordem jurídica não exige, para que se
aperfeiçoem, senão o acordo das partes, não impondo, portanto, nenhuma forma
especial para sua celebração. Basta o consentimento dos contratantes para a sua
formação.


c) Comutativo vem a ser aquele em que cada contratante, além de receber
do outro prestação relativamente equivalente a sua, pode verificar, de imediato, essa
equivalência. Portanto, nesse contrato, cada contraente se obriga a dar ou fazer algo
que é considerado como equivalente àquilo que lhe dão ou que fazem.


d) Oneroso é o que traz vantagens para ambos os contraentes, pois estes
sofrem um sacrifício patrimonial, correspondente a um proveito almejado.


e) Contínuos são os contratos que se protraem no tempo, caracterizando-se
pela prática ou abstenção de atos reiterados, solvendo-se num espaço mais ou

menos longo de tempo. Ocorrem quando a prestação de um ou de ambos os
contraentes se dá a termo.


Logo, todo contrato de franquia deve ter os seguintes elementos básicos:


1) Presença de duas pessoas: a) Franqueador que deve ser aquele que
detém a marca e o Know-how de comercialização de um determinado bem ou
serviço, cedendo contratualmente os direitos de revenda e uso, e promovendo
assistência na organização, gerenciamento e administração do negócio. b)
Franqueados que são os que adquirem contratualmente o direito de
comercializarem o bem ou serviço, dentro de um mercado exclusivo, utilizando os
benefícios da marca e o apoio para o gerenciamento do negócio.


2) Titularidade da marca: É preciso que haja, por parte de alguém
(franqueador), a titularidade de uma marca, de uma idéia, produto, serviço, método
ou processo, ou ainda a propriedade de algum equipamento, juntamente com o
Know-how relativo ao mesmo ou, ainda, a combinação de vários ou de todos esses
fatores.


3) Concessão de licença: Necessária se faz a concessão de uma licença,
por parte do franqueador a outrem (franqueado) para a exploração dessa marca,
idéia, produto, serviço, método, processo ou equipamento.


4) Condicionamento da licença; Tal licença deverá estar condicionada à
observância de uma série de normas com relação ao local em que e ao modo pelo
qual o franqueado deverá atuar no desempenho de sua atividade.


5) Remuneração: Deve haver alguma forma de remuneração, direta ou
indireta, pelo franqueado ou franqueador, em troca da licença e dos serviços que o
mesmo lhe deve prestar ao longo de toda vigência do contrato. No Brasil é comum
que essa remuneração esteja embutida nos preços dos produtos ou serviços que o
franqueado deva adquirir do franqueador ou de seus licenciados, para revenda.
As principais disposições que o contrato deve ter se referem a:


a) Objeto a que se destina a franquia;

b) Prazo de vigência, se houver e eventuais condições para rescisão
unilateral;


c) Remuneração inicial (taxa de franquia) e royalties devidos pelo franqueado
ou franqueador, se houver;

d) Obrigação, do franqueado, de acatar, sem qualquer reserva, a orientação e
as instruções que lhe sejam transmitidas pelo franqueador, em tudo quanto diga
respeito à implantação e operação de sua franquia;

e) Os produtos ou serviços que poderão ser fabricados, comercializados ou
prestados no recinto da franquia;

f) O território no qual o franqueado poderá exercer sua atividade e a condição
em que o faz, se com ou sem exclusividade;

g) Eventuais garantias que o franqueado deva prestar ao franqueador;

h) responsabilidade e atribuição de cada parte no que se refere à publicidade
da marca e promoção envolvendo a franquia, tanto a nível local, quanto a nível
regional ou nacional.

Uma outra cláusula, que costuma incluir, é aquela que objetiva garantir ao
franqueador o direito de preferência para aquisição de franquia e de suas
instalações e estoques.
Além destas, é evidente que o contrato deverá conter todas as demais
cláusulas e condições que sejam julgadas essenciais para o sucesso da operação
ou para garantir a continuidade do bom relacionamento que deve se verificar entre
franqueador e franqueado, levando em conta as peculiaridades do negócio.

Como ocorre em qualquer contrato, o de franquia pode extinguir-se:


1) Por seu cumprimento integral, ou pelo decurso de prazo estipulado para a
sua vigência, se esse for determinado, sem que se verifique prorrogação, expressa
ou tácita, do mesmo;

2) Pelo distrato, que é o acordo entre as partes, isto é, um novo contrato, com
a finalidade de dissolver o anterior;

3) Por ato unilateral, mesmo sem justa causa, se houver cláusulas contratuais
que dêem lugar à sua extinção;

4) Judicialmente, por iniciativa de uma das partes, quando a outra deixar de
cumprir qualquer das obrigações assumidas através do contrato ou que lhe
decorram da lei, sempre ressalvados os casos fortuitos e os motivos de força maior.



CONCLUSÃO


O negócio de franquia existe a quase um século, mas ainda está longe, muito
longe, mesmo, da saturação. Apenas nos Estados Unidos, alguns setores já não
comportam investimentos, e o mercado externo é hoje a grande alternativa do
crescimento. A cada dia, franqueadores americanos conquistam milhares de
consumidores no mundo inteiro, Do próspero Japão ao emergente México, das
caóticas cidades do Terceiro Mundo as requintadas capitais européias, sem perder
de vista a rápida evolução do Leste europeu. Sem dúvida, a franquia é um sucesso.
Uma maneira consagrada de fazer negócios e de distribuir bens ou serviços, porém
suficientemente flexível para acomodar as mudanças impostas pelos gostos variados
de bilhões de clientes em diferentes partes do planeta.
Depois de brilhar solitária por quase três anos no Brasil, as poucas franquias
imobiliárias começam a fazer escola e a inspirar novos projetos pelo país. O
franqueado conta com todo sistema e a força do franqueador, isto significa uma
estreita parceria para o sucesso e uma plena realização como dono de seu próprio
destino.
Todos os franqueados de uma imobiliária terão acesso a todos os imóveis
disponíveis da rede, multiplicando sua carteira e aumentando suas chances de
vendas. Esse dinamismo resulta em maiores rendimentos para as equipes de venda,
atraindo o maior número de corretores qualificados, que participarão em reuniões de
motivação, convenções e congressos para a aprimoramento técnico-profissional do
franqueado e de sua equipe.
O franqueado compartilhará dos mais recentes projetos e tipos de produtos
que vierem a ser desenvolvidos, através do franqueador, em sua procura constante
por novas alternativas de mercado. As possibilidades da franquia imobiliária no Brasil
são imensas, e o caminho já está iluminado.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABRÃO, Nelson - Da Franquia Comercial, São Paulo, Revista dos Tribunais,
1984.
14
ANDRADE, Jorge Pereira - Contratos de Franchising e leasing, São Paulo,
Atlas, 1993.