Definindo Cultura Organizacional Brasília, DF

A Cultura organizacional e dividida em dois tipos:de sintonia e Co-autoria.Nesse artigo iremos,além de definí-las,demonstrar como a liderança contribui para a Construção, Manutenção e Transformação da Cultura Organizacional.

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Definindo Cultura Organizacional

O Papel da Liderança na Construção, Manutenção e Transformação da Cultura Organizacional

Nossos anos de experiência em Gestão Estratégica de Clima Organizacional nos revelam dois tipos básicos de Cultura Organizacional, de Sintonia - a Cultura da Vitimização e a Cultura da Co-Autoria.

A Cultura da Vitimização tem seu dial numa Sintonia Infantil, é constituída por Crianças que dependem de Adultos que digam a ela quem ela é, e que façam escolhas por ela, pois ela é impotente, está em processo de formação, não está devidamente capacitada e, por isso, não consegue "andar com suas próprias pernas". Criança faz birra quando não realiza seus desejos.

Neste tipo de Cultura, o poder e a fonte de tudo sempre estão no Outro: o poder e a fonte

de reconhecimento, valorização, apoio, informação e motivação. São discursos que revelam fortemente o quanto o alimento está fora das pessoas, e o quanto elas se sentem à parte da Empresa, como se esta fosse uma entidade, juntamente com a Liderança, que paira acima de suas cabeças, detendo todo o poder sobre elas, e respondendo por tudo que se refere àquela realidade.

Na Cultura da Co-Autoria, a Sintonia é de Adultos. As pessoas que se sintonizam neste tipo de dial organizacional são comumente mais maduras, mais apropriadas de si mesmas. Estamos diante de indivíduos potentes e minimamente apropriados de sua potência, que acreditam que têm poder de escolha e de realização, e que sabem que a fonte de alimento é interna.

Nesta sintonia, as pessoas praticam o auto-reconhecimento, a auto-valorização, o auto-apoio e a auto-motivação, porque sabem que o lema não é "venha a mim, no meu reino", e sim "vamos juntos para onde escolhermos ir".

Aqui, a Organização é assunto de todos. O sentimento de sobórnost (expressão russa que

significa "em comunidade") faz parte do DNA. Sou parte de um todo, somos um Organismo vivo. E se algum órgão estiver disfuncional, o Organismo como um todo irá sentir. Assim, a cooperação entre as pessoas, áreas e cargos - o espírito de equipe - permeia este tipo de Cultura.

Não queremos dizer, em absoluto, que este tipo de Cultura é o Paraíso na Terra, já que

perfeição não existe. O que existe é tensão constante, pois vida é tensão. O tempo todo

temos de lidar com polaridades: claro e escuro, dia e noite, prazer e desprazer, amor e ódio, inovar e copiar, admirar e desprezar, cooperar e competir etc. Orbitamos constantemente nestes sentimentos contraditórios. Isto é ser humano. E Empresas são feitas de seres humanos.

Portanto, tensão e contradição fazem parte da realidade organizacional. A questão é a

maneira como os dois tipos de Cultura lidam com este fato da vida. - o problema não é o

problema, mas sim como lidamos com ele.

Maturidade é prática. Espiritualidade como habilidade em escutar o próprio espírito é

exercício constante, já que temos de lidar com o fato de que desde o momento em que

nascemos toda a nossa educação foi plasmada na escuta de vozes externas dizendo como

devíamos ser e fazer, e no conseqüente ensurdecimento da nossa voz interna - da nossa

natureza. Por isso, escutar a si mesmo e perceber - se não acontece automaticamente, são

tarefas diárias e, muitas vezes, hercúleas.

E a Liderança? Qual o seu papel nestas duas Culturas? Na Cultura da Vitimização, o Líder exerce papel de Pai e/ou Mãe e/ou Herói de suas crianças. Ele tem de ser, fazer, dar, saber, decidir, escolher, renunciar e responder a tudo. Deve ser um exemplo, e de preferência irretocável aos olhos de seus liderados-crianças, afinal, tudo ou quase tudo está em suas mãos. Ele detém todo o poder. Estamos diante de um Líder-Herói. E nesta relação, o Líder em Sintonia de Vitimização tende a ser um Líder Despotencializador.

Ao falarmos em Liderança na Cultura da Co-Autoria, estamos falando em Vocação (do latim vocatione que significa "chamado"), em alma. O Líder Co-Autor é um Vocacionado, alguém que escutou e se inclinou ao chamamento de seu verdadeiro Self - sua alma. Seu poder e sua fonte residem em si próprio, e quando o alimento vem da alma, ele jorra e dificilmente seca. Na Sintonia da Co-Autoria, o Líder exerce papel de Maestro. O Maestro exercita uma escuta sensível e apurada dos instrumentos musicais para poder identificar suas particularidades, qualidades e limites, contribuir com o amadurecimento dos instrumentistas, alinhar e afinar sua orquestra. O Líder-Maestro é Potencializador.

O Papel da Liderança na Mobilização e Gestão de Pessoas para a Mudança - Propomos as seguintes perguntas para que cada um possa fazer uma auto-reflexão: de que

lugar (dial) eu atuo como Líder? Que escolhas e não-escolhas (renúncias) tenho feito e tenho que fazer como Líder? Quais os motivos que tenho para ser Líder?

Se, ao responder humildemente a estas perguntas, você se perceber atuando hoje como Líder-Herói, co-dependente de pessoas incapacitadas e impotentes para se sentir mais potente e capacitado para liderar, alimentando uma Cultura de Vitimização na sua Organização, isto não significa que tudo está perdido, pelo contrário.

Precisamos entender que toda mudança é: a. Revisão e Reciclagem. Mudar significa passar de um estado de ser ou fazer para outro; de um paradigma ou padrão enraizado de comportamento para outro. Mudar exige humildade e desapego e este é um passo essencial de qualquer mudança: ter a consciência do que se quer, do que se pode ter, do que é preciso mudar para se ter e dos benefícios da mudança; b. Processo e Prática. Mudar em profundidade não é algo que ocorre num estalar de dedos, exige empenho, engajamento e dedicação, é trabalhoso, é um processo. E demanda prática, exercícios diários, porque não é algo ofertado de fora para dentro. São estes dois elementos que geram sustentabilidade à mudança. A palavra transformação revela seu próprio sentido: trans (para além de) + forma (padrão) + ação. Transformação é ação!

Nossa experiência mostra que nas Culturas de Vitimização qualquer mudança só tem

sucesso quando ambas as partes - Líderes Super Heróis e Subordinados Impotentes - tomam verdadeira consciência da dinâmica perversa de sua relação e abrem mão dos inúmeros ganhos que este tipo de relação traz, desapegam-se dos antigos padrões de comportamento e se abrem para a prática de novos padrões.

Líderes e Colaboradores em dial de Co-Autoria aprendem na prática que toda mudança é um processo de dentro para fora, aliás, é isso que, juntamente com a prática, gera

sustentabilidade à mudança. E aprendem que qualquer passo que se dê em uma área tem

reflexo nas demais, pois a Organização funciona sistemicamente. Eles sabem que uma mudança interna terá efeito positivo sobre os demais, pois todos se encontram em sobórnost - em rede. Um Líder auto-motivado faz ecoar sua auto-motivação

no ambiente, estimulando os demais a buscarem sua própria motivação.

É bem menos árduo e frustrante, e muito mais real e eficaz gerir e mobilizar as pessoas para

a mudança neste tipo de Organização!

Patrícia Luzio

Diretora da

Luzio Visão Estratégica Holística

Sobre o Autor

Patrícia Luzio é diretora da Luzio Visão Estratégica Holística. Formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo tem diversos cursos de Pós Graduação em Antropologia e Comportamento Humano. Professora convidada da cadeira de Gestão Ambiental da Universidade SENAC, ministra aulas sobre Cultura Organizacional e palestras para públicos em geral e empresas sobre temas voltados à Conscientização, Ética Organizacional, Liderança e Mobilização das Pessoas para a Execução Eficaz da Estratégia


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