Enfermagem Brasília, DF

Enfermagem é uma das profissões mais populares no segmento de Assistência Médica. De fato, atualmente, existem mais de dois millhões de enfermeiras registradas apenas nos EUA. Para algumas pessoas, enfermagem é uma arte, para outras, uma vocação. Entretanto, para a maioria das pessoas ainda é, primeira e principalmente, uma profissão.

Maria da Graca dos Santos
Shls 716 - Torre Ii Sala 120 Centro Clínico Sul
Brasilia, DF
Especialidade
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

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Tatiana Maia Jorge de Ulhôa Barbosa
(61) 3245-6668
Setor Hospitalar Local Sul 716 - Qda 716 Conjunto &Quot;C&Quot;
Brasilia, DF
Especialidade
Medicina Intensiva

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Pasteur Medicina Diagnostica
(61) 3346-3121
Seps 712 - /912 Conj. B Bloco 04 Lojas 02/03 Sl 103
Brasilia, DF
Especialidade
Genética Médica

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Alano Batista Maranhão
(61) 3468-3979
Ql 04 - Conj. 05 - Casa 10
Brasilia, DF
Especialidade
Medicina do Trabalho

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Medicoto
(61) 3274-2852
Scrn 714/715, s/n blD lj 28 Asa Norte
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Ursula Tatiana Farias Rodrigues
(61) 3321-0005
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Brasilia, DF
Especialidade
Nutrologia

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Andrea Franco Amoras Magalhaes
(61) 3429-5246
Scn Qd 06 Conj a Bl C 2 - Asa Norte
Brasilia, DF
Especialidade
Medicina do Trabalho

Dados Divulgados por
Ana Cláudia da Câmara Sousa
(61) 3226-2477
Srtvs Q 701 - Conjunto L Bloco 02 N 30 Sala 115
Brasilia, DF
Especialidade
Nutrologia

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Ecomed
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Brasília, DF

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Neurofis
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Enfermagem

Esse artigo analisa a morte no cotidiano da enfermagem. Amorte não é um tema muito trabalhado na vida acadêmica, implicando assim nodespreparo dos profissionais ao vivenciá-la. São preparados apenas para a vida,a manutenção da mesma a qualquer custo. Discute também pesquisas encontradas empublicações sobre a morte e a enfermagem, enfocando principalmente noprofissional enfermeiro, identificando os sentimentos envolvidos em situaçõesde óbitos hospitalares.

INTRODUÇÃO

Os profissionais da área da saúde são freqüentementeexpostos a situações de enfrentamento da morte de pessoas sob seus cuidados,sobretudo aqueles que atuam em serviços hospitalares.

Apesar desse confronto com a morte no seu cotidiano detrabalho, esses profissionais encontram dificuldade em encará-la como parteintegrante da vida, considerando-a, com freqüência, como resultado do fracassoterapêutico e do esforço pela cura.

Estudar as concepções culturais do processosaúde-doença-morte nas diferentes sociedades pode possibilitar aosprofissionais de enfermagem compreenderem seus próprios valores e crençasdiante do processo de morrer e da morte bem como suas atitudes e açõesrelacionadas com as questões do cotidiano que influenciam na sua vida pessoal eprofissional.

O sofrimento das pessoas que compõe a equipe de enfermagemparece ser mascarado pelo cumprimento das rotinas. Este sofrimento decorrentedo envolvimento emocional da equipe são fatos vivenciados na unidade hospitalare estão diretamente ligados aos valores pessoais, à história de vida e àpatologia que acomete o paciente.

1- CONCEITUANDO A MORTE

Não podemos falar da morte sem antes tentar conceituá-la.Para Vieira (2006, p.21) "a pergunta 'o que é morte' tem múltiplasrespostas e nenhuma delas conclusiva, pois a questão transcende os aspectosnaturais ou materialistas e, até biologicamente, é difícil uma respostaunânime".

Segundo MOREIRA (2006), morrer, cientificamente, é deixar deexistir; quando o corpo acometido por uma patologia ou acidente qualquer tem afalência de seus órgãos vitais, tendo uma parada progressiva de toda atividadedo organismo, podendo ser de uma forma súbita (doenças agudas, acidentes) oulenta (doenças crônico-degenerativas), seguida de uma degeneração dos tecidos.

"A situação de óbito hospitalar, ocorrência na qual sedá a materialização do processo de morrer e da morte, é, certamente, umaexperiência impregnada de significações cientificas, mas também designificações sociais, culturais e principalmente subjetivas." (DOMINGUESDO NASCIMENTO, 2006)

BRETAS (2006) reforça ainda que a morte não é somente umfato biológico, mas um processo construído socialmente, que não se distinguedas outras dimensões do universo das relações sociais. Assim, a morte estápresente em nosso cotidiano e, independente de suas causas ou formas, seugrande palco continua sendo os hospitais e instituições de saúde.

2- FASES DA MORTE

Para melhor entendimento dos vários fatores que interferemno enfrentamento da morte/morrer, tanto pelos profissionais quanto pacientes efamiliares, é preciso que antes saibamos um pouco mais sobre as fases da mortee suas possíveis reações causadas pelo impacto da notícia.

Kübler-Ross (1994), em seu livro Sobre a Morte e o Morrer,realizou um trabalho com pacientes terminais onde analisou os sentimentos dopaciente e da família no processo e morrer. Ele esclarece que passamos porvários estágios quando nos deparamos com a morte, sendo que a negação é oprimeiro estágio.

A negação – é caracterizada como defesa temporária, onde amaioria das vezes o discurso pronunciado é "isso não está acontecendocomigo" ou "não pode ser verdade". Outro comportamento comumnessa fase é o agir como se nada estivesse acontecendo.

"Evidentemente, se negamos a morte, se nos recusarmos aentrar em contato com nossos sentimentos, o luto será mal elaborado e teremosuma chance maior de adoecermos e cairmos em melancolia ou em outros processossubstitutivos." CASSORLA (1991, p.21)

Outros mecanismos de defesa que utilizamos inconscientementeainda citando Kübler-Ross (1994), são:

A ira – nesta fase prevalece a revolta, o ressentimento, e odoente passa a atacar a equipe de saúde e as pessoas mais próximas a ele.Questionam procedimentos e tratamentos e a pergunta mais comum é "porqueeu?". Podem ainda nesta fase, surgir períodos de total descrença.

A barganha – o doente faz acordos em troca de mais um tempode vida. Nessa fase são comuns as promessas, Deus se torna presente em suavida, faz promessas de mudança se for curado.

A depressão – após a fase da barganha, o doente percebe suadoença como incurável e ciente da impossibilidade ou dificuldade de cura,deprime-se, sente-se vazio e deixa de intervir no tratamento, relaciona-sepouco com outras pessoas.

A aceitação – o paciente entende e aceita sua situação etenta dar um sentido para sua vida.

Segundo Bosco (2008), esses são estágios que sucedem, porémpodem não aparecer necessariamente nessa ordem ou alguns indivíduos não passampor todos eles. Podem inclusive voltar a qualquer fase mais de uma vez. É umprocesso particular, onde muitos sentimentos estão envolvidos e que dependem devários fatores, como religiosidade, estrutura familiar, cultura, por exemplo.

3- O PROFISSIONAL E A MORTE

O cuidar está inserido desde o nascer até o morrer, sendoque esta ação implica aliviar, ajudar, pois a cura não é o fim, devendo estarpresente até mesmo no processo de morrer.

A Enfermagem é uma profissão que trabalha com o ser humano,interage com ele tanto em sua natureza física, como também social epsicológica. Desta forma, o cuidar pode ser caracterizado pela atenção, zelo epreocupação com o outro.

"Os enfermeiros, profissionais cuja presença se faz demaneira ainda mais constante no cuidado junto a pessoas que vivenciam a suafinitude, experimentam de maneira potencializada esses sentimentosconflitantes, sendo este um tema recorrente de estudo". (BELLATO, 2007)

Segundo AGUIAR (2006), a formação acadêmica, no entanto,pode deixar algumas lacunas fazendo com que o profissional acredite que somentea cura e o restabelecimento são características de um bom cuidado. As rotinashospitalares não permitem nem abrem espaço para questionamentos que levem apensar e compreender melhor a morte.

"Tem-se a considerar a sobrecarga do enfermeiro emrelação ao seu trabalho, o que impede a visão de que este cuidar com respeito,perpassa o sentido da audição, no que tange ser capaz de ouvir, de prestaratenção às pessoas, de perceber o que pensam ou sentem". (NUNES FERNANDES,2006)

Partindo deste principio, AGUIAR, (2006) em seu trabalho,ressalta a necessidade que os profissionais têm então, de quebrarem o silêncioe ousarem falar de suas dores, medos, do luto que deve ser elaborado, a fim deque suas demandas sejam atendidas e o melhor cuidado seja oferecido. Éimportante que eles se permitam entristecer e não se sintam culpados.

Segundo NUNES FERNANDES (2006), quando paramos para pensarsobre o que se é permitido sentir o profissional enfermeiro a cerca da morte,vem o questionamento quanto ao comportamento que deve ser assumido frente aopaciente que morre e a família, pondo dúvidas em torno do cuidar com respeito.

De acordo com SUSAKI (2006), os profissionais de saúdeacabam criando mecanismos de defesa que os auxiliam no enfrentamento da morte edo processo de morrer. Por serem preparados para manutenção da vida, a morte eo morrer em seu cotidiano, suscitam sentimentos de frustração, tristeza, perda,impotência, estresse e culpa. Em geral, o despreparo leva o profissional aafastar-se da situação.

Em MOREIRA, (2006) como um mecanismo de defesa e proteçãocontra o sofrimento, o processo de morrer e morte passa a ser visto como banal,sendo o distanciamento e endurecimento das relações frente à morte e aopaciente terminal algo tornado natural e considerado comum e rotineiro.

CONCLUSÃO

Os profissionais de saúde sentem-se responsáveis pelamanutenção da vida de seus pacientes, e acabam por encarar a morte comoresultado acidental diante do objetivo da profissão, sendo esta consideradacomo insucesso de tratamentos, fracasso da equipe, causando angústia àquelesque a presenciam.

A sensação de fracasso diante da morte não é atribuídaapenas ao insucesso dos cuidados empreendidos, mas a uma derrota diante damorte e da missão implícita das profissões de saúde: salvar o individuo,diminuir sua dor e sofrimento, manter-lhe a vida.

Os artigos estudados tratam ainda que o despreparoacadêmico, a dificuldade de discutir sobre o assunto e a não aceitação da mortecomo parte da vida, são fatores que contribuem para tal dificuldade. A falta depreparo e a falta de diálogo sobre a morte deixam os profissionais perplexos edistantes dos pacientes em iminência de morrer, dificultando as tomadas dedecisão e abordagem.

REFERÊNCIAS

·AGUIAR, Isabella Rocha et al. O envolvimento do enfermeirono processo de morrer de bebês internados em Unidade Neonatal. Acta Paul.Enferm. São Paulo, v.19, n2, 2006.

·BELLATO, Roseney et al. A abordagem do processo do morrer eda morte feita por docentes em um curso de graduação em enfermagem.Acta Paul.enferm. São Paulo,  v. 20,  n. 3, 2007.

·BOSCO, Adriana Gonçalves. Perda e luto na equipe deEnfermagem do Centro Cirúrgico de Urgência e Emergência. Dissertação deMestrado apresentada à Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP. RibeirãoPreto, 2008.

·BRETAS, José Roberto da Silva; OLIVEIRA, José Rodrigo de;YAMAGUTI, Lie. Reflexões de estudantes de enfermagem sobre morte e o morrer.Rev.esc. enferm. USP ,  São Paulo,  v. 40,  n. 4, 2006.

·CASSORLA, R. M. S. Da Morte: Estudos Brasileiros. Campinas:Papirus, 1991, 241p.

·DOMINGUES DO NASCIMENTO, Carlos Alberto et al. Asignificação do óbito hospitalar para enfermeiros e médicos. Rev. Rene, abr.2006, vol.7, no.1, p.52-60.

·-KÜBLER-ROSS, E. Sobre a Morte e o Morrer. 6 ed. São Paulo:Martins Fontes, 1994. 291p.

·MOREIRA, Almir da Costa; LISBOA, Marcia Tereza Luz. A Morte- Entre o Público e o Privado: reflexões para a prática profissional deenfermagem. Rev. enferm. UERJ. set. 2006, vol.14, no.3, p.447-454.

·NUNES FERNANDES, Maria Edilene; et al. A morte em Unidadede Terapia Intensiva: percepções do enfermeiro. Rev. Rene. abr. 2006, vol.7,no.1. p.43-51. 2008.

·SUSAKI, Tatiana Thaller; SILVA, Maria Júlia Paes da;POSSARI, João Francisco. Identificação das fases do processo de morrer pelosprofissionais de Enfermagem.Acta paul.enferm.,  São Paulo, v.19,n.2, jun. 2006.

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