Estudo mostra relação entre fumar e a esclerose múltipla Caucaia, Ceará

Em um estudo realizado com 1,4 mil pessoas que sofrem de EM (Esclerose Múltipla), foi avaliado que os fumantes têm 2,4 vezes mais chances de desenvolver esclerose primária progressiva. A Esclerose Múltipla é uma doença que afeta o sistema nervoso de forma progressiva. Entenda mais no artigo abaixo.

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Estudo mostra relação entre fumar e a esclerose múltipla



Em um estudo realizado com 1,4 mil pessoas que sofrem de EM (Esclerose Múltipla), foi avaliado que os fumantes têm 2,4 vezes mais chances de desenvolver esclerose primária progressiva, comparado aos não fumantes, ou seja, quando os sintomas vão se tornando gradativamente piores. E os fumantes que tinham a forma surtorremissão (quando os sintomas surgem e desaparecem de maneira periódica), apresentaram 2,5 vezes mais possibilidades de ter a forma secundária progressiva.

A Esclerose Múltipla é uma doença que afeta o sistema nervoso de forma progressiva. Ela é caracterizada por problemas visuais, de linguagem, equilíbrio, força muscular, além de dormência e falta de coordenação motora. As pesquisas foram realizadas por cientistas americanos da Escola de Saúde Pública de Harvard e destacaram, também, que os fumantes demonstravam ter mais incapacidade, maior severidade da doença e mais atrofia cerebral.

Os cientistas declararam ainda que apesar de haver necessidade de mais estudos para provar a causalidade da relação, os resultados obtidos até então sugerem que pacientes com EM que param de fumar podem não apenas reduzir seu risco da doença relacionada ao fumo, como também retardar o progresso da esclerose.

Segundo a tutora de interação do Portal Educação , Jeana Mara Escher de Souza, não se conhecem ainda as reais causas da doença. “A maior incidência acontece com mulheres e pessoas brancas e sua evolução difere de uma pessoa para outra. O exame mais eficaz para reconhecer a esclerose múltipla é a ressonância magnética. Com ele, são notadas as lesões que surgem no sistema nervoso”, explica a tutora.

Apesar de serem necessários mais estudos para provar a causalidade da relação, eles destacam que “esses resultados sugerem que pacientes com EM que param de fumar podem não apenas reduzir seu risco de doenças associadas ao fumo, mas também retardar a progressão da esclerose.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação

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