O Currículo no fazer pedagógico do Professor Brasília, DF

O currículo tradicional de educação tem seu alicerce sedimentado dentro da filosofia positivista de Augusto Comte, através da teoria de currículo de Tyler, buscou introduzir no âmbito escolar as dinâmicas estabelecidas por Taylor na linha de montagem de carros.

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O Currículo no fazer pedagógico do Professor

O CURRÍCULO E SUAS IMPLICAÇÕES NO FAZER PEDAGÓGICO DO PROFESSOR.

Professor Ruy Coelho*

Para uma melhor compreensão do tema em questão, iremos a priori tecer uma breve consideração sobre o currículo dentro da perspectiva tradicional, critica e pós-critica de educação.

O currículo tradicional de educação tem seu alicerce sedimentado dentro da filosofia positivista de Augusto Comte, através da teoria de currículo de Tyler, buscou introduzir no âmbito escolar as dinâmicas estabelecidas por Taylor na linha de montagem de carros. A teoria linear de currículo de Tyler tem o ensino como instrução, o pensamento voltado para o tecnicismo, que visa preparar indivíduos para desempenhar situações definidas. A ação educativa fundamentada neste paradigma implica em uma dicotomia entre ensino e aprendizagem, onde o professor é o que ensina e o aluno o que aprende, o professor é o detentor do saber e o transfere para o aluno para que este o receba sem questionar. No Currículo tradicional o aluno é um mero receptor e a pedagogia(professor) se preocupa em o que ensinar.

Paulo Freire denominou essa pedagogia tradicional de educação bancária, onde as informações são depositadas nos alunos, pois os alunos são considerados um papel em branco a ser preenchido pelo professor através de sua pratica pedagógica onde ensinar é transferir conhecimentos. Essa teoria de currículo permeou e ou permeia o fazer pedagógico de muitos professores que apesar de todas as evoluções no âmbito das teorias educacionais ainda se prende a ela para a efetivação de sua pratica de ensino.

Diante de todas as implicações causadas pela teoria tradicional de currículo, muitos estudiosos dentre eles podemos destacar Paulo Freire , Louis Altusser começaram a esboçar o paradigma critico de currículo em "oposição" as práticas educacionais baseadas na teoria tradicional de currículo de Tyler que estava voltado para atender as necessidades do mercado de trabalho, o tecnicismo .

As teorias criticas de currículo são teorias que põem em discussão o status quo daqueles que detêm o poder, através da problematização e do questionamento entre professor- conhecimento - aluno. A prática pedagógica do professor dentro dessa perspectiva está voltada para a ação-reflexão-ação do ato pedagógico onde o professor reflexivo busca interagir com os alunos numa dialética que envolve o saber ser, o saber fazer... de alunos e professores de forma dinâmica e recíproca.

Na ação pedagógica baseada nas teorias critica de currículo, a atenção está voltada não para o que ensinar, delineada pela teoria tradicional, mas sim como ensinar, é a busca de procedimentos metodológicos que garantam uma maior apreensão e domínio do conteúdo de ensino por parte dos alunos e que garantam um espaço democrático participativo no âmbito da sala de aula.

Apesar das grandes contribuições no âmbito educacional dos teóricos críticos, emergiu um movimento intelectual que fez nascer o mundo pós-moderno ( metade do século XX), esse movimento questiona as dinâmicas do mundo moderno nos âmbitos social, político... com esse movimento surgiu as teorias pós-critica de currículo que vai alem da teoria tradicional que se preocupa em o que ensinar e a critica no como ensinar, essa teoria está voltada para o porque ensinar ele diz o que deve ser ensinado.

A teoria pós-critica busca identificar, analisar o significado, ou seja, o que é considerado verdadeiro em termos de conhecimento e o porquê de sua prática? Porque o conhecimento se tornou verdadeiro? Que homem se pretende formar? Para que tipo de sociedade?

As perspectivas pós-criticas estão alicerçadas sobres o eixo liberal ou humanista,

que defende idéias de tolerância, respeito e convivência harmoniosa entre as culturas e a mais crítica -discutem que as relações de poder, em que a cultura dominante faria o papel de permitir que outras formas culturais tivessem seu "espaço".

Com o pós modernismo emergiu movimentos como multiculturalismo, que pressupõe que nenhuma cultura pode ser julgada superior a outra, o movimento feminismo questionamentos acerca da desigualdade entre homens e mulheres; distinção de disciplinas masculinas e femininas, a questão de gênero e a Identidade étnica e racial diferenças determinadas histórica e politicamente.

Mas o que toda essa discussão tem haver com o fazer pedagógico do professor? O currículo se materializa na pratica e é através deles que os professores escolhem seus temas, conteúdos, procedimentos metodológicos e avaliativos. Assim de forma consciente ou não ele reproduz as ideologias contidas no currículo. O que se pretende ensinar depende da concepção de currículo que está presente na ação de ensinar.

Atualmente o professor pouco fala de currículo, pouco conhece o currículo, é preciso que a escola discuta o currículo que sedimenta sua prática através da ação do seu Projeto Político-Pedagógico, pois, enquanto seres formadores de opinião devem procurar fundamentar sua prática em teorias que lhes dê a possibilidade desenvolver seu fazer pedagógico de forma a atender as inquietudes dos educandos diante da sociedade tecnológica, informacional vigente.

Devemos salientar que esse ensaio não esgota as questões relacionadas ao tema discutido.

Bibliografia.

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade; uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: autêntica, 1999

Sobre o Autor
formado em Pedagogia pela UFPa

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