O gene da calvície Volta Redonda, Rio de Janeiro

Uma nova descoberta promete revolucionar a cabeca de muita gente, aproximadamente cerca de 2 bilhoes de pessoas sofre com a calvice. “A verdade é que descobrimos como fazer nascer cabelo.” Diz o inventor. Leia mais abaixo.

Ter Saude
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O gene da calvície

Em estudo inédito, cientistas descobrem o fator genético responsável pela perda de cabelo

O que o problema tem de antigo, não tem de solução. O que tem de sério, não tem de rigor no campo das pesquisas oportunistas que apresentam saídas miraculosas que não passam de marketing e empulhação. Está-se falando da calvície, nome popular para a disfunção do organismo humano conhecida como alopecia androgenética, mal que atualmente derruba o cabelo de cerca de dois bilhões de pessoas em todo o mundo e que já era relatado em escrituras egípcias de quatro mil anos a.C. Isso explica o grande entusiasmo da comunidade científica quando mais uma vez se voltou ao tema na semana passada – a novidade agora vem daqueles que praticam Ciência com C maiúsculo, e não para entupir de placebos as prateleiras das farmácias. No caso, a boa notícia nasceu de experimentos genéticos feitos nos EUA na Universidade da Pensilvânia e publicados na revista Nature, uma das mais conceituadas publicações científicas do planeta. “Descobrimos o gene Wnt, responsável pelo crescimento de cabelo”, diz o dermatologista americano George Cotsarelis, coordenador do estudo.

Em experimentos com camundongos, Cotsarelis detectou que, ao remover uma pequena área da epiderme (a camada mais superficial da pele), é possível “despertar célulastronco” que têm a capacidade de gerar novos folículos – células responsáveis pelo nascimento de cabelo.

A leve “descamação” feita no rato ativou um gene chamado Wnt, essencial para que o cabelo cresça naturalmente, e, uma vez identificado esse gene-chave, bastou “alimentá-lo” com mais proteínas. A pele do camundongo se regenerou rapidamente e novos folículos se formaram. “Os pêlos que cresceram com o tratamento genético são iguais aos cabelos remanescentes. Não dá sequer para distingui-los”, diz o patologista Cheng-Ming Chuong, da Universidade de Southern, na Califórnia. “A verdade é que descobrimos como fazer nascer cabelo.”

Há homens calvos que não estão nem aí para isso, acham-se até mais charmosos, mas também existem aqueles que se incomodam quando percebem que chumaços começam a lhes despencar, sobretudo quando se penteiam – mesmo porque não está provado que “é dos carecas que elas gostam mais”, e isso desde os tempos de Cleópatra, que obrigava Júlio César a esfregar no couro cabeludo poções à base de rato cozido e dente de cavalo. Naturalmente mais vaidosas, as mulheres chegam à depressão com a perda acentuada de cabelo. Nelas, a calvície é bem mais rara e pode ser agravada pelo uso de anticoncepcionais, mas, em ambos os sexos, a sua origem é genética – e o que faltava nesse quebra-cabeça era a identificação do gene Wnt. Uma pessoa tem, em média, entre 130 mil e 150 mil fios de cabelo. Perde-se diariamente de 50 a 70 fios, mas o organismo os repõe naturalmente. Nesse emaranhado há, porém, um sinal de alerta. É quando se começa a perder mais de 200 fios por dia e tal reposição natural deixa de ocorrer.

Fonte: Isto É Online

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