O pânico de envelhecer Cuiabá, Mato Grosso

Antes mesmo de as rugas aparecerem, cada vez mais mulheres na faixa dos 20 aos 30 anos sujeitam-se a procedimentos estéticos como aplicação de ácidos e toxinas. E o resultado, na maioria das vezes, está longe do sexy e do atraente. Saiba mais abaixo.

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O pânico de envelhecer

Antes mesmo de as rugas aparecerem, cada vez mais mulheres na faixa dos 20 aos 30 anos sujeitam-se a procedimentos estéticos como aplicação de ácidos e toxinas. Na última década, esse número cresceu mais de 750% somente nos Estados Unidos. E o resultado, na maioria das vezes, está longe do sexy e do atraente.

Dorian Gray não cabia em si tamanho era o deslumbramento diante de seu retrato. O quadro revelava toda a beleza e o frescor daquele jovem e nobre rapaz de 18 anos. Encantado, Dorian ofereceu sua alma em troca de nunca envelhecer. Seu pedido foi atendido: o tempo passava para o quadro, nunca para ele. Vivendo na certeza da eternidade, Dorian tornou-se um homem egoísta e inconseqüente. Enlouquecido após cometer um assassinato, ele destruiu a pintura – matando a si próprio. Escrito por Oscar Wilde em 1890, o clássico (e trágico) romance O Retrato de Dorian Gray está mais atual que nunca.

Se Dorian Gray de fato existisse e vivesse nos dias de hoje, provavelmente ele seria mais uma vítima de uma síndrome batizada de “age-orexia”, que é a obsessão extrema e pouco saudável por parecer-se jovem, mesmo que você ainda não tenha chegado à casa dos 30. Do inglês, age-orexia é a combinação das palavras age, que significa idade, e orexia, sinônimo de desejo, vontade. Não se trata de uma doença, como é a anorexia ou a bulimia, mas um alerta importante para as mulheres que insistem em lutar contra a Mãe Natureza.

Segundo dados da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética, ASAPS, sigla no original em inglês, só em 2007, nos Estados Unidos, foram realizados cerca de 9,6 milhões de procedimentos não-invasivos, ou seja, sem intervenção cirúrgica. As mulheres representam mais de 90% desse número. Do total, 21% ocorreram em mulheres com idade entre 19 e 34 anos; e 2%, ou cerca de 19 mil, em meninas com 18 anos ou menos. Trata-se de um índice 754% maior do que o de uma década atrás. As injeções de toxina botulínica, o Botox, é o campeão dos procedimentos não-invasivos, com mais de 2,7 milhões de aplicações no ano passado.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) não tem dados tão precisos, mas os médicos garantem: a freqüência de mulheres jovens querendo prevenir o envelhecimento aumentou. Em 2004, ano do último levantamento realizado pela SBCP, o procedimento mais realizado foi a lipoaspiração. Mas, confesse, você também tem uma ruguinha de preocupação ao pensar nos sinais que o tempo causa. Segundo a psicanalista Dorli Kamkhagi, coordenadora de grupos do envelhecimento no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, esse medinho faz parte de uma auto-estima até saudável. “O problema é quando se torna obsessão, impedindo o desenvolvimento pessoal”, diz.

São as caraminholas na cabeça das mulheres que as levam a recorrer cada vez mais a um arsenal químico composto de toxina botulínica e ácido hialurônico, as principais substâncias usadas para preencher e estabilizar a formação de rugas. “Já tive pacientes que fizeram aplicação por causa de problemas no trabalho”, diz Renato Saltz, cirurgião plástico brasileiro radicado nos Estados Unidos e membro da ASAPS. Apesar da ajuda óbvia que uma boa aparência dá, complexos pessoais devem ser resolvidos fora do consultório. “Fiz uma aplicação de Botox há sete anos e não gostei do resultado”, afirma a apresentadora Eliana. “Ele paralisa e diminui a expressão, o que é essencial para mim, que sou uma comunicadora”, diz.

“A paciente tem o direito de pedir. Mas a responsabilidade é de quem aplica. O médico deve avaliar o caso para ver se realmente há necessidade”, afirma o cirurgião plástico José Tariki, presidente da SBCP. E em uma sociedade que valoriza o belo e o novo e coloca seus idosos no esquecimento, envelhecer pode ser um processo bem cruel. “Quem procura esses tratamentos quer ser lembrada pela beleza”, afirma a filósofa e psicanalista Viviane Mosé. Mas buscar um rosto livre de qualquer marca é tirar de si o direito a um pedaço importante da sua vida. “O conceito de beleza é amplo, mas um rosto bonito não significa ausência de rugas”, diz o cirurgião plástico Eduardo Lintz. A psicanalista Dorli Kamkhagi concorda: “Uma história rica não é 1 contada em um rosto parado.”

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