O processo de compostagem da agricultura orgânica Rio Branco, Acre

Dentre inúmeras tecnologias para a agricultura orgânica, a compostagem poderia ser considerada uma grande pioneira. Desde o inicio da civilização humana já se praticava a compostagem, com alguns diferenciais das atuais, obviamente. Veja mais no artigo abaixo.

E. C. Vieira - Me
(68) 3223-3857
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Rio Branco, Acre

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D. M. S. Borges - Me
(68) 3226-6655
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Rio Branco, Acre

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Cometa Restaurante Ltda
(68) 3224-2115
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Rio Branco, Acre

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Elcimar F. Ferreira
(68) 3223-3857
etr Usina, 1321, Aviário
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I. J. Schaefer -me
(68) 3228-4088
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Rio Branco, Acre

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J. Felix Ferreira
(68) 3026-1037
r Rio de Janeiro, 1854, Qd D 9 Cs 2, Base
Rio Branco, Acre

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A. Palu Junior
(68) 3224-1998
r Quintino Bocaiúva, 1452, Bsq
Rio Branco, Acre

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F. Junior Vieira de Oliveira
(68) 3026-1046
r Deodoro,Mal, 159, Sl 244, Centro
Rio Branco, Acre

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F . Moura Felix - Me
(68) 3227-7182
r Rio de Janeiro, 1564, Floresta
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D Lago
(68) 3026-2495
r Rubens Carneiro, s/n, Sn, Abrahão Alab
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O processo de compostagem da agricultura orgânica

Dentre inúmeras tecnologias para a agricultura orgânica, a compostagem poderia ser considerada uma grande pioneira. Desde o inicio da civilização humana já se praticava a compostagem, com alguns diferenciais das atuais, obviamente. Mas o princípio da compostagem continua a mesma: misturar diferentes matérias primas, criando uma pilha de "composto", parecendo um bolo que será fermentado aerobicamente (compostagem) por microorganismos, transformando essa mistura em um produto mais estável com elementos nutricionais para as culturas, bem como matéria orgânica para o solo.

O composto passa por diferentes estágios. O primeiro é a escolha das matérias primas. Deverão ser definidas as misturas que formem um bolo com relação carbono/nitrogênio (C/N) sendo igual a 30:1. Isto significa que a mistura final para a compostagem deve ter 30 partes de carbono para 1 parte de nitrogênio. A ecologia da microvida do composto explica: para os seres decompostarem esse bolo é necessário 30 partes de carbono, que será utilizado como fonte de energia e estrutura celular e 1 parte de nitrogênio para a composição celular. Com o tempo a pilha reduz o carbono da matéria original, pois boa parte do mesmo é perdido na forma de gás carbônico. Por isso que o composto altamente humificado fica com a relação 10:1. São 10 partes de carbono contido na estrutura celular dos microorganismos para 1 parte de nitrogênio no mesmo local. Esse tipo de composto humificado (húmus de minhoca, por exemplo) não serve como adubo orgânico, mas como excelente condicionador de solo. Já o composto pronto, antes de humificar por completo, tem a relação de no mínimo 15/1. Assim ele consegue fornecer nutrientes para nossas culturas. Por isso que um composto com muita palha (relação C/N alta) demora para ficar pronto: os microorganismos tem de "esperar" que algum nitrogênio fique livre para poder trabalhar. Já um composto com muito esterco (relação C/N baixa) não demora para ficar pronto, mas também não fica pronto mais rápido. O problema é que o nitrogênio em excesso volatiliza, deixando a pilha de composto com um cheiro forte e desagradável, aparecendo até mesmo moscas.

Outra característica do composto é a formação de calor dentro do mesmo. Os microorganismos decompositores são exotérmicos, isto é, liberam a energia resultante do seu trabalho para o ambiente. Por isso que a pilha esquenta.

Outra informação: pilha seca não funciona. Esses seres vivos necessitam de água para trabalhar. Para sabermos se o teor de umidade está na faixa certa, nós abrimos mão de um teste muito fácil: pegue um pouco do composto e aperte. Se pingar água, ele está muito úmido. Devemos revirar o composto e deixar o ambiente secar um pouco a pilha. Se não aparecer água entre os dedos, a pilha está seca e devemos revirar irrigando a mesma. Se entre os dedos aparecer água, sem escorrer, indica que a umidade está correta.

Já para testarmos se a temperatura está correta, não é necessário correr para comprar um termômetro (a temperatura fica na faixa dos 65º C). Basta colocar um bastão de ferro dentro da pilha por alguns minutos: ao retirá-lo e colocarmos a mão e o bastão estiver frio, devemos revirar a pilha e verificar se está faltando água ou não, conforme indicativo apresentado anteriormente. Se não conseguimos segurar o bastão, a pilha está muito quente. Devemos revirar a mesma e colocar um pouco de água. Se, por fim conseguimos segurar o bastão, mas não por muito tempo, indica que a temperatura está correta. Importante: a pilha deve ser feita debaixo de sombra. Preferencialmente com cobertura de palha ou folhas, para não perder temperatura nem água. O tamanho deve ser de no máximo 2,5 metros de largura por 1,5 metros de altura ( o comprimento é livre).

E para vermos se a pilha está pronta? Bem, isso ocorre dentro de 45 à 60 dias, conforme a região e temperatura local. Para termos certeza do término do processo, pegamos um pouco do composto do meio da pilha e esprememos na mão. Caso forme um aspecto de "kibe", a pilha pode estar boa. Quando esfregamos a mesma na mão, ela deve ficar preta, parecendo que esfregamos graxa. Com esses pequenos testes podemos afirmar que o composto pode ser levado para lavoura.

Por fim, podemos apresentar um novo tipo de compostagem: a compostagem laminar. Ela é bem específica para regiões quentes do país. Em vez de fazermos pilhas de composto, levamos a matéria prima, já balanceada, para o campo e espalhamos essa mistura na superfície do solo. Assim economizamos trabalho para revirar as pilhas. Dica: se a lavoura é distante da produção da matéria prima, recomendamos fazer as pilhas, pois reduzimos em aproximadamente 40% o volume do composto quando pronto: aí fica mais barato levar ao campo!

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Fonte: Equipe Portal Orgânico - Eng. Agrônomo Ricardo Cerveira

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