Pastagens ecológicas Rio Branco, Acre

A terminologia "Pastagem Ecológica" foi usada em primeira mão, para designar a pastagem obtida na Fazenda Ecológica a partir do ano de 1.987. Através de um método alternativo que foi chamado de "Formação Ecológica de Pastagem no Cerrado". Neste método, foram excluídos o desmatamento, o fogo e a aração do solo e usado no semeio à lanço. Veja mais no artigo abaixo.

D Lago
(68) 3026-2495
r Rubens Carneiro, s/n, Sn, Abrahão Alab
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
F. Junior Vieira de Oliveira
(68) 3026-1046
r Deodoro,Mal, 159, Sl 244, Centro
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
J. Felix Ferreira
(68) 3026-1037
r Rio de Janeiro, 1854, Qd D 9 Cs 2, Base
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
E. C. Vieira - Me
(68) 3223-3857
r Hugo Carneiro, 227, Bosque
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
A. Palu Junior
(68) 3224-1998
r Quintino Bocaiúva, 1452, Bsq
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
F . Moura Felix - Me
(68) 3227-7182
r Rio de Janeiro, 1564, Floresta
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
Cometa Restaurante Ltda
(68) 3224-2115
r Quintino Bocaiúva, 223, Centro
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
Elcimar F. Ferreira
(68) 3223-3857
etr Usina, 1321, Aviário
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
D. M. S. Borges - Me
(68) 3226-6655
av Nações Unidas, 2123, Estação Experimental
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
I. J. Schaefer -me
(68) 3228-4088
av Getúlio Vargas, 3242, Vl Ivonete
Rio Branco, Acre

Dados Divulgados por
Dados Divulgados por

Pastagens ecológicas

Resumo

A terminologia "Pastagem Ecológica" foi usada em primeira mão, para designar a pastagem obtida na Fazenda Ecológica a partir do ano de 1.987 (Site: www.fazendaecologica.com.br), através de um método alternativo que foi chamado de "Formação Ecológica de Pastagem no Cerrado". Neste método, foram excluídos o desmatamento, o fogo e a aração do solo e usado no semeio à lanço, uma mistura de sementes selecionadas de diversas espécies decapim, buscando o máximo de biodiversidade das forrageiras e a manutenção do ecossistema original do cerrado com um mínimo de alteração. A Pastagem Ecológica assim obtida, manejada de acordo com o Sistema de Pastoreio Racional Voisin, pode ser considerado o ideal para a região de cerrado, pelo seu baixo custo de implantação, pelo alto nível de preservação ambiental e devido a sua capacidade de pelo menos dobrar a capacidade de lotação em relação à uma pastagem convencional em regime de pastoreio contínuo na mesma área.

O Conceito de Pastagem Ecológica pode ser generalizado para uma pastagem qualquer, que apresente: diversidade de forrageiras; arborização adequada, manejo com o Sistema de Pastoreio Racional Voisin com exclusão do uso de fogo, adubos químicos, herbicidas e roçadas sistemáticas. Com o atendimento destas condições, uma pastagem qualquer pode se converter em pastagem ecológica, no curso de poucos anos.

Pelo auto nível de equilíbrio ecológico que pode ser alcançado, a pastagem ecológica facilita o controle biológico das principais pragas do pasto e do gado, dispensando ou minimizando o uso de tratamentos convencionais, o que a torna a opção mais aconselhável para a Pecuária Orgânica.

A partir de 1996, a Fazenda Ecológica e a Pastagem Ecológica tem tido uma intensa divulgação pela imprensa em geral e a especializada, sendo que esta divulgação se intensificou a partir de 1.999, com o lançamento do Videocurso: Formação e Manejo de Pastagem Ecológica e do livro: Manejo de Pastagem Ecológica: um Conceito para o Terceiro Milênio, de minha autoria, ambos publicados pelo Centro de Produções Técnicas - CPT (www.cpt.com.br).

1 Introdução: Pastagem Ecológica

A terminologia "Pastagem Ecológica" foi usada em primeira mão, para designar a pastagem obtida na Fazenda Ecológica (Site: www.fazendaecologica.com.br), através de um método alternativo que foi chamado de "Formação Ecológica de Pastagem no Cerrado". Neste método, foram excluídos o desmatamento, o fogo e a aração do solo, mantendo o ecossistema original do cerrado com um mínimo de alteração. A Pastagem Ecológica foi obtida a partir da melhoria da pastagem nativa preexistente, com a introdução, à lanço sobre a vegetação nativa intocada, de sementes selecionadas das principais espécies de gramíneas forrageiras adaptadas às condições de solo e clima da região -(Cerrado da Baixada Cuiabana - MT), empregando desde o início do processo o Sistema de Pastoreio Racional Voisin no manejo do gado nas áreas em formação e priorizando o desenvolvimento dos capins semeados em relação aos aspectos produtivos. O resultado foi surpreendente: uma pastagem com biodiversidade de forrageiras, com as várias espécies introduzidas convivendo com inúmeras espécies nativas, a manutenção das árvores e arbustos do cerrado, num verdadeiro "Sistema Silvipastoril Natural" extremamente adaptado às condições edafoclimáticas locais e com uma produtividade pelo menos duas vezes superior ao de uma pastagem convencional em regime de pastoreio contínuo na mesma área.

2 Passos para a Formação da Pastagem Ecológica no Cerrado

Para melhor entendimento, podemos dividir o processo em 3 fases:

1. Divisão da área em piquetes, de forma a controlar o pastejo do gado, possibilitando odesenvolvimento das gramíneas semeadas. Após a pastagem formada, o manejo deveráobrigatoriamente ser feito com atendimento dos preceitos do Pastoreio Racional Voisin, sendoque o tamanho definitivo dos piquetes deverá ser reduzido (1 ou 2 hectares é o mais indicado).
Durante a fase de formação porém, os piquetes poderão ser maiores (4, 6 ou 12 ha), paraposterior redivisão, sendo aconselhável áreas e formatos facilmente divisível em busca da área definitiva ideal.

Na divisão dos piquetes usa-se as cercas elétricas de forma a tornar o empreendimento viável economicamente. As cercas elétricas são extremamente econômicas, com o custo final variando de 10 a 25 % do custos de uma cerca convencional.

2. Semeio, no início do período da chuva, de uma mistura de sementes dos capins mais adequados à região. A quantidade de sementes deverá ser em torno de 30 kg/ha, sendo que as sementes, após devidamente misturadas, deverão ser distribuídas a lanço sobre o cerrado nativo intocado, da forma mais homogênea possível. Na tabela 01 é apresentada uma sugestão de mistura considerada adequada para a região da Baixada Cuiabana, onde se encontra a Fazenda Ecológica.

3. Rodízio controlado do gado pelos piquetes em formação: logo após o semeio do capim, o gado deve ser colocado para pastar no piquete. A ação do gado é importante para uma melhor fixação das sementes no solo e o desbravamento do cerrado. Na realidade, gado promove uma certa "mecanização" da vegetação e do solo, facilitando o estabelecimento das sementes introduzidas. Nesta fase, o gado é um mero operário do processo, sendo que deve ser usado uma quantidade de gado que consiga obter sua necessária alimentação na vegetação nativa, por um período de 1 a 3 dias, que deverá ser a permanência do gado em cada piquete. Deve-se ter em mente que nesta fase, o importante é priorizar a formação da pastagem, adotando procedimentos que acelerem esta formação. Experimentações conduzidas na Fazenda Ecológica nos últimos anos têm demostrado resultados muito interessantes:

Uma área de 3 hectares, semeadas nos anos anteriores e em processo de formação, foi há dois anos dividida em 3 piquetes de 1 hectare, recebendo cada piquete um tratamento diferente quanto a ação do gado:
1. entrada do gado a cada 60 dias, durante todo o ano;
2. entrada do gado a cada 60 dias, apenas durante a seca, ficando o piquete vedado durante o período das águas para favorecer o ressemeio natural;
3. vedado ao gado durante todo o ano, para permitir o ressemeio natural e o crescimento máximo das moitas de capins semeados.
Os resultados obtidos foram nitidamente diferentes: no primeiro piquete em uso mais constante, o capim semeado está se desenvolvendo porém de forma muito lenta; no segundo piquete, que recebem o gado apenas 3 vezes ao ano durante a seca, teve a formação bastante acelerada; no terceiro piquete, totalmente vedado, o capim semeado teve um desenvolvimento surpreendente, com a pastagem já totalmente formada.
Chegou-se então à conclusão de que num período que varia de 3 a 5 anos, dependendo da adoção dos procedimentos que mais aceleram a formação da pastagem, é perfeitamente possível se obter uma pastagem no cerrado (Pastagem Ecológica), com mínimas alterações do ecossistema original e a um custo (apenas com cercas e sementes), de aproximadamente 1/5 do valor que se gastaria com o método convencional.
A Pastagem Ecológica, por incorporar os preceitos do Sistema de Pastoreio Racional (Voisin) e do Silvipastoreio, facilita atender também aos requisitos exigidos pela Pecuária Orgânica, já que a pastagem em equilíbrio ecológico, dispõe de fatores decisivos no controle biológico ou natural das principais pragas do pasto e do gado, dispensando ou minimizando os tratamentos convencionais.

3 Ampliação do conceito de Pastagem Ecológica

A idéia de Pastagem Ecológica nasceu da pastagem obtida no cerrado da Fazenda Ecológica, mas este conceito pode ser generalizado para uma pastagem em qualquer região que apresente as seguintes características:
 Diversidade de forrageiras;
 Arborização adequada ao desenvolvimento das forrageiras e ao conforto do gado;
 Ser manejada segundo os conceitos do sistema de "Pastoreio Racional Voisin";
 Exclusão de manejos tradicionais, como:
- Uso de adubos altamente solúveis;
- Uso do fogo;
- Uso de herbicidas;
- Uso de roçadas sistemáticas.
O atendimento a estas condições, possibilita uma pastagem auto-sustentável e com umaprodutividade pelo menos o dobro daquela alcançada com uso dos métodos tradicionais (monocultura de capim e pastoreio contínuo) na mesma área.

4 Disseminação da Pastagem Ecológica na Região Amazônica

A partir de janeiro de 2000, foi iniciado a divulgação da Pastagem Ecológica na Região Amazônica no Norte de MT, como parte do Programa Fogo: Emergência Crônica, coordenado pela ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, com o patrocínio do Ministério das Relações Exteriores da Itália. O Programa se interessou pela tecnologia, por dois motivos principais: a exclusão do fogo como forma de manejo e a elevação da capacidade de lotação das pastagens, com efeito na diminuição da demanda por novas derrubadas de florestas para atender à expansão da atividade pecuária.
Os trabalhos foram iniciados pelo município de Guarantã do Norte, com palestras e cursos sobre Pastagem Ecológica e construção de Cercas Elétricas e instalação de Unidades Demonstrativas destas tecnologias. Já é notável em Guarantã do Norte os efeitos deste trabalho, com os proprietários evitando o uso do fogo, dos herbicidas e das roçadas sistemática, a exemplo do próprio prefeito municipal e pecuarista Sr. Lutero Siqueira da Silva, que aderiu ao sistema, se tornando um incansável defensor da tecnologia. As fotos 09 e 10 se referem a trabalhos desenvolvidos na Região Norte de MT.

5 Participação do Instituto de Pesquisas e Estudos Ambientais - Pró-Natura

A partir de abril de 2001, a divulgação Pastagem Ecológica se estendeu também à Região Noroeste de MT, nesta região com o apoio do Instituto Pró-Natura, ONG com sede no Rio de Janeiro e que além de desenvolver importantes programas na região, é a agência implementadora do Projeto GEF / PNUD:
Promoção da Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade nas Florestas de Fronteira do Noroeste de Mato Grosso.
Com o apoio do Programa Fogo e agora do Projeto GEF, estão sendo implantadas nas Regiões Norte e Noroeste de Mato Grosso, diversas Unidades Demonstrativas, com a finalidade de disseminar as vantagens da Pastagem Ecológica entre os produtores da região. As fotos 11 e 12 mostram trabalhos desenvolvidos na Região Noroeste de MT.

6 Aplicação da Pastagem Ecológica no Pantanal Matogrossense

Após os grandes incêndios ocorridos no Pantanal em 1999 e 2000, travou-se um intenso debate sobre as relações de causa e efeito entre redução do rebanho bovino pantaneiro e estes catastróficos incêndios. A conclusão foi praticamente unânime entre os técnicos estudiosos do assunto e demais conhecedores do Pantanal: sem a ação dos bovinos sobre a vegetação rasteira, esta se desenvolve descontroladamente, formando "macegas" que alimentam o fogo, muitas vezes originado de forma natural, como a queda de um raio, causando incêndios incontroláveis. A solução do problema passaria então pelo incremento da atividade pecuária no pantanal aos níveis atingidos no passado, quando a região era a mais importante produtora de bezerros do estado de Mato Grosso.

Penso que para tornar a atividade atrativa economicamente de forma a promover um incremento significativo, é imperativo que se adote práticas inovadoras, que aplicadas de forma criativa e adaptada às condições peculiares do pantanal, conduza a um significativo aumento dos índices de produtividade. Considero a Pastagem Ecológica a mais promissora das alternativas disponíveis, por aliar uma alta produtividade da pastagem e economia na implantação com um elevado nível de preservação do meio ambiente.

A Pecuária pantaneira está intimamente ligada ao "ciclo das águas" ou seja: o manejo do gadodepende da alternância entre os períodos de alagamento e o escoamento da água das partes mais baixas. No período da estiagem, o gado se beneficia da vegetação das partes baixas, havendo abundância de alimentos, com predominância dos capins nativos (mimoso e outros). Já época das chuvas, com o alagamento das baixadas, o gado depende para sua alimentação da forragem que se desenvolve nas partes altas, muitas vezes em volume insuficiente para garantir um nível nutricional satisfatório ao rebanho.

Penso que a solução racional para desejado incremento da pecuária no Pantanal, passe pelaaplicação da Pastagem Ecológica, de forma diferenciada, com a intensificação máxima das áreas altas, não atingidas pelas águas, através do Pastoreio Voisin, e um melhor aproveitamento das partes baixas, com piquetes maiores manejados também de forma racional. Com isto seria possível elevar significativamente o número de animais, o que refletiria no aumento da renda do produtor e permitiria um controle da vegetação rasteira, de forma a evitar sobras que facilitam a propagação do fogo.

7 Sistema de Pastoreio Racional Voisin

O Sistema de Pastoreio Racional, magistralmente formalizado por André Voisin no livro Produtividade do Pasto, o mais importante de sua notável obra, encerra conceitos simples e naturais, facilmente compreendidos por qualquer técnico ou produtor empenhado em fazê-lo. A base fundamental do sistema é fornecer ao capim, condições de se desenvolver plenamente, possibilitando a sua colheita (pastejo), no ponto (ou faixa) ideal do desenvolvimento, garantindo sua sustentabilidade e elevada produtividade.
O capim é uma planta "pratense" ou seja: capaz de rebrotar após sucessivos cortes. O vigor e a produtividade deste rebrote entretanto, depende da época em que este corte é realizado. Para que o capim tenha máxima produtividade e capacidade de vigoroso rebrote após o corte, é necessário que durante o período de repouso, tenha passado pela fase de armazenamento de reservas em suas raízes e partes inferiores do caule (o que possibilita o rebrote vigoroso) e ultrapassado a fase de crescimento intenso (o que garante a elevada produtividade).
O desenvolvimento do capim pode ser melhor compreendido observando-se a sua "curva decrescimento" apresentada na figura abaixo, que representa o que acontece com o pasto durante o seu período de repouso, após cada corte (pastejo).

 Inicialmente o desenvolvimento é lento (e muito dependente das reservas das plantas), atingindo apenas 10 % do ideal ao completar 1/3 do tempo ótimo de repouso.
 Em seguida vem um período de crescimento semi-lento, quando as plantas passam a contartambém com o processo da fotossíntese, chegando a 33% do desenvolvimento ideal aocompletar 1/2 do tempo ótimo de repouso.
 A fase mais importante vem a seguir, com um crescimento acelerado ('labareda de crescimento', como disse o Mestre André Voisin). Nesta fase, que corresponde à segunda metade do tempo ótimo de repouso, o pasto tem um desenvolvimento maior que o dobro do ocorrido na primeira metade (67%), além de armazenar as reservas de nutrientes que necessitará para iniciar vigorosamente nova brotação após o pastejo.
 Na fase final, após a ultrapassagem do tempo ótimo de repouso, o pasto tende a diminuir o seu ritmo de crescimento, se preparando para formação das sementes.

Conclui-se então, que é muito mais vantajoso colher o capim (introduzir o gado no pasto) após o capim completar o seu "tempo ótimo de repouso". Por outro lado, não compensa estender o período de repouso, pois o crescimento se torna lento, acrescentando apenas mais 20 % do desenvolvimento ideal num período de tempo equivalente à metade do ótimo.O que foi descrito acima, foi sintetizado por André Voisin na primeira das "4 Leis Universais do Pastoreio Racional":

 "Para que o pasto tenha a máxima produtividade, é necessário que haja entre dois períodos sucessivos de pastejo, um período de repouso que possibilite:
 Armazenar reservas que permita um rápido rebrote após o pastejo;
 Ultrapassar o período de crescimento mais intenso (labareda de crescimento)."
Este período de repouso é variável, em função da fertilidade do solo, tipo de capim, regiãogeográfica e época do ano.

A segunda lei tem por finalidade proteger o capim na sua fase inicial de crescimento:
 "A permanência do gado no pasto tem que ser suficientemente curta de modo a não permitir que a brotação nova do capim seja comida pelos animais antes que deixem a parcela."

A terceira e quarta lei dizem respeito aos animais quanto a intensidade e regularidade daprodução:
 "Devemos auxiliar os animais com exigências alimentares mais elevadas, de forma a possibilitar que colham uma maior quantidade de forragem de maior qualidade, para que possam produzir o máximo de sua potencialidade;"
 "Para possibilitar uma maior regularidade na produção diária por animal (crescimento, ganho de peso ou produção de leite), os animais não devem permanecer na mesma parcela por mais que 3 dias. A produção será a mais regular se o permanência for de apenas um dia."
Um sistema de Pastoreio Voisin que incorpore os mais recentes avanços da técnica, prevê umconjunto de piquetes construídos com cercas elétricas, ligados por um corredor a um piquete especial chamado "área de lazer", onde os animais encontram água, sombra e a mistura mineral. O ideal é que os animais permaneçam confinados no piquete de pastoreio por 20 horas diárias e seja conduzidos à área de lazer para uma permanência de 4 horas, do período mais quente do dia.
Fica claro que para o atendimento destas recomendações, que têm o poder de revolucionar, o sistema de pastoreio de uma propriedade, elevando a capacidade de suporte das pastagens, permitindo a diversidade de forrageira (na mesma parcela) e tornando-as auto-sustentáveis, a pastagem deve ser dividida em um número adequado de piquetes ou parcelas, o que deve ser precedido por um projeto elaborado por técnico competente e habilitado, de forma a maximizar as vantagens quanto ao manejo e minimizar os custos de implantação.

8 Principal causa da degradação das pastagens

Se temos a Pastagem Ecológica como alternativa ideal para o manejo das pastagens,possibilitando até mesmo recuperação de pastagens degradadas apenas com sua aplicação de forma correta e continuada, temos do lado oposto, o pastoreio contínuo com monocultura de forrageiras, como o principal fator concorrente para a sua degradação. No pastoreio contínuo, se ocorre super pastoreio, a forrageira tende a enfraquecer, aparecendo as "carecas" (áreas sem capim). O capim exaurido pelo pastoreio excessivo, também sede espaço para o desenvolvimento das pragas, ampliando ainda mais o problema. Quando se tem o subpastoreio, ocorre as sobras de capim, que muitas vezes serve de justificativa para se usar o fogo como a forma mais comodista de resolver a situação, mas que acarreta mais problemas do que soluções, empobrecendo o solo em vários nutrientes, matéria orgânica e prejudicando a sua biocenose. Em pastagens muito extensas, tem-se às vezes os dois problemas simultaneamente: superpastoreio em algumas áreas privilegiadas (próximo dos saleiros, aguadas e malhadouros) e o subpastoreio nas áreas mais afastadas destes locais privilegiados. Tem-se neste caso uma ampliação das condições que concorrem para a degradação da pastagem. Com a degradação da pastagem, não resta ao produtor que permanece agarrado aos sistemas de manejo já ultrapassados, reformar suas pastagens, gastando muitas vezes nesta operação todo o lucro acumulado pela atividade nos anos anteriores.
Se por um lado, a principal causa da degradação das pastagens é o pastoreio contínuo, por outro, a melhor forma de prevenir esta degradação e recuperar as pastagens já degradadas, é a realização do manejo correto, com aplicação do Sistema de Pastoreio Racional Voisin e da Pastagem Ecológica.

9 Porque não é necessário adubar a Pastagem Ecológica

Com a adoção da Pastagem Ecológica (Pastagem com diversidade de forrageiras, arborizaçãoadequada e manejada no Sistema de Pastoreio Racional Voisin), estabelece-se um "Círculo Virtuoso", com interação de diversos fatores, que entre outras vantagens, tende a aumentar a disponibilização de nutrientes para as plantas, dispensando a adubação química. Vamos analisar os efeitos de alguns destes fatores:
 Os dejetos do gado, que no pastoreio contínuo é em grande parte desperdiçados, pelo fato de ficarem concentrados nos locais de concentração do gado (proximidade dos saleiros e malhadouros), é com o Pastoreio Voisin, homogeneamente distribuídos por toda a área dapastagem. Cada bovino adulto (UA = unidade animal) excreta por dia cerca de 24 kg de fezese 14 kg de urina (38 kg no total). Supondo uma capacidade de lotação de 2 UA/ha, coisafácil de ser conseguido, teremos 76 Kg/dia ou 27,7 toneladas/ano. Esta maciça adubaçãoorgânica de primeira qualidade, automaticamente distribuída pelos próprios animais, em 6 a 8 aplicações anuais (6 a 8 passagens do gado pelo piquete), eqüivale em termos de adubos químicos formulados a 340 kg de uréia, 199 kg de superfosfato simples e 227 kg de cloreto de Potássio.
 As árvores na pastagem, além de amenizar os efeito do excesso de insolação, do vento e dachuva, melhorando equilíbrio ecológico e o micro clima da pastagem, constituem verdadeiras"bombas de adubação", canalizando nutrientes das camadas mais profundas do solo para asuperfície, através dos galhos e folhas. Tanto melhor se forem leguminosas, com capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico!
 O fator mas importante porém, é a ativação da micro e meso vida do solo (bactérias, fungos, minhocas, besouros etc, etc...). Estes micro e meso organismos que vivem no solo ou sobre ele, utilizam a farta alimentação proveniente dos dejetos do gado e dos restos vegetais, reciclando todo este material e parte do solo, promovendo uma contínua disponibilização de nutrientes antes indisponíveis às plantas. Como exemplo, analisemos o caso das minhocas: uma minhoca é capaz de ingerir por dia um volume de solo e matéria orgânica equivalente ao seu peso.O dejeto desta minhoca, após passar pelas transformações bioquímicas da digestão, torna-se tremendamente mais rico nas frações assimiláveis pelas plantas dos principais nutrientes:
 Os dejetos de uma minhoca são mais ricos que o solo circundante:
- 2,5 vezes em Cálcio e Magnésio trocável;
- 5 vezes em Nitrogênio, como nitrato;
- 7 vezes em Fósforo assimilável e
- 11 vezes em Potássio assimilável.
Além de melhorar a composição química do solo, as minhocas (da mesma forma que os besouros), promovem continuamente uma melhoria da estrutura física do solo, cavando pequenos canais, que favorecem a sua aeração e permeabilidade evitando a compactaçãoindesejável.
A principal área de diferenciação entre a Agricultura Convencional, agroquímica e mecanicista e a Agroecologia é justamente o fato de que a primeira despreza e desconsidera e a segunda valoriza e procura potencializar a parceria com a VIDA DO SOLO.

10 Sistema Silvipastoril

Os sistemas silvipastoris, são associações de pastagens com espécies arbóreas. Estasassociações podem ser planejadas ou naturais e as espécies arbóreas podem ser essências florestais, fruteiras, leguminosas (forrageiras ou não) e até espécies de interesse industrial. A existência de árvores em uma pastagem tem inúmeras vantagens para os animais, as forrageiras e o solo. Os animais encontram nas árvores a proteção contra o excesso de insolação, a chuva e o vento, proporcionando um maior conforto que irá finalmente refletir numa melhoria da produção do animal. As plantas forrageiras,principalmente nas regiões tropicais, tem seu desenvolvimento prejudicado pelo excesso de insolação nas horas mais quentes do dia. Na sombra das árvores, entretanto, estas forrageiras permanecem viçosas quando as que se encontram a pleno sol já se apresentam murchas. As árvores têm também um, efeito benéfico na manutenção da umidade do ambiente, favorecendo as forrageiras sob a sua influência. O solo é muito favorecido pelas árvores que, além de se constituírem em verdadeiras "bombas de adubação", retirando nutrientes de camadas mais profundas do solo e os depositando na superfície através das folhas e galhos que caem, protegem com sua sombra a micro e meso vida do solo, que por sua vez, usando como alimento os restos vegetais e os dejetos do gado, contribuem para a disponibilização de nutrientes antes indisponíveis às plantas, promovendo um verdadeiro "círculo virtuoso" que tende a aumentar a fertilidade do solo.
Na Fazenda Ecológica os efeitos do sombreamento tem sido permanentemente observados:
 Os efeitos da seca demora mais a se apresentar e termina mais cedo, sob as árvores que em campo aberto.
 Com um sombreamento adequado e o manejo racional, tem-se observado que o período da seca (quanto ao efeitos), fica reduzido de pelo menos um mês.
 Quando se processa a "formação ecológica de pastagens no cerrado", é sob as árvores que ocapim se estabelece primeiro. Isto ocorre tanto pelos efeitos benéficos da sombra, como pela maior fertilidade do solo sob as árvores.
 O gado demonstra um estado de absoluto conforto, parecendo mais um animal silvestre,totalmente integrado ao meio ambiente acolhedor.
A existência de árvores nas pastagens, que durante muito tempo foi considerado um aspectonegativo, por dificultar a mecanização e por supostamente concorrer com as forrageiras na captação de nutrientes, é hoje considerada de extrema importância pelos produtores que já descobriram as suas inúmeras vantagens. As vantagens das árvores em sistemas pastoris, têm sido também reconhecidas por inúmeros pesquisadores, entre os quais se destaca a Dra. Margarida Mesquita de Carvalho, da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora - MG) que apresenta em uma de suas publicações, as principais vantagens dos sistemas silvipastoris:
 Diversificação da produção: energia, alimentos, forragem, material de construção, etc;
 Maior resistência das espécies cultivadas no sub-bosque às adversidades climáticas (precipitação, temperatura e ventos);
 Favorecimento da reciclagem de nutrientes e consequentemente da sustentabilidade do sistema;
 Melhoria da estrutura do solo e sua conservação;
 Melhor equilíbrio ecológico, resultante da biodiversidade, o que favorece o controle biológico das pragas do pasto e do gado;
 Menor proliferação de plantas invasoras e consequentemente redução dos custos para o seucontrole;
 Produção de "mulche", minimizando a evaporação de água do solo e aumentando o seu teor de matéria orgânica, além dos efeitos benéficos da pastagem sobre a melhoria da infiltração de água no solo;
 Maior diversidade biológica e a possibilidade de fixação biológica de nitrogênio atmosférico, por meio de bactérias especializadas e (ou) da utilização de nutrientes não disponíveis, por meio de micorrizas;
 As árvores constituem uma reserva de capital, passível de utilização quando necessário;
 Redução dos custos de implantação dos povoamentos florestais, por meio da receita advinda da exploração pecuária;
 Melhoria na distribuição da demanda de mão de obra ao longo do ano.

11 Como arborizar pastagens

Na formação das pastagens, seja em áreas de floresta ou cerrado, o recomendável é deixar omaior número possível de árvores, priorizando as que apresentam características mais desejáveis para a associação com pastagens. No cerrado, pode-se inicialmente deixar todas as árvores, desde que seja feita a "formação ecológica". Caso o sombreamento já seja inicialmente ou se torne com o tempo superior a 60%, deve-se fazer um raleamento seletivo, buscando obter ilhas ou faixas de insolação, de forma a permitir o adequado desenvolvimento das forrageiras.
Em pastagens de formação recente, o aconselhável é deixar de roçar o pasto, permitindo a regeneração natural das arbóreas, realizando o desbaste seletivo, após algum tempo, para adequar convenientemente a arborização.
Em pastagens antigas, onde a regeneração natural não seja mais eficiente, torna-se necessário a introdução de árvores através de mudas, que devem ser protegidas para evitar sejam destruídas pelo gado. A proteção de mudas isoladas, pode ser feita com arame farpado em espiral, fixado em uma ou três estacas. Quando se usa piquetes pequenos (Pastoreio Racional) e cercas elétricas, as árvores podem ser plantadas em faixas ao longo das cercas, com a proteção de uma cerca elétrica provisória.
Estas faixas poderão ser de 4 a 6 m de largura, com uma ou duas linhas de árvores.

12 Árvores para associar com pastagens

Ao escolher as espécies arbóreas para associação com pastagens, devemos buscar as quereunam o maior número de características desejáveis, que são: a) facilidade de estabelecimento, com crescimento rápido; b) adaptação ao ambiente; c) capacidade de fornecer forragem palatável; d) ausência de efeitos alelopáticos negativos sobre as forrageiras do sub-bosque; e) tolerância a ataques de pragas e doenças; f) ausência de efeitos tóxicos para os animais; j) capacidade de fornecer sombra e abrigo para os animais.Além destas qualidades, as espécies arbóreas devem ser perenes, resistentes ao vento, teremraízes profundas, possuir capacidade de rebrote e apresentar uma arquitetura que permita a penetração da luz do sol até o estrato herbáceo.

13 Espécies de árvores mais adequadas

Em publicações editadas pela Embrapa Gado de Leite, a Dra. Margarida Mesquita de Carvalho: cita as principais espécies usadas em algumas regiões do Brasil:
1. Nordeste: Sabiá (Mimosa caesalpiniaefolia); Juazeiro (Zyziphus juazeiro); Angico branco(Piptadenia sp); Algaroba (Prosopis juliflora); Leucena (Leucaena leucocephala); Gliricídia (Gliricidia sepium)
2. Região Sul: Pinheiro brasileiro (Araucária angustifolia); Erva mate (Ilex paraguaiensis); Pinus elliottii; Acácia negra (Acacia mearnsii).
3. Região Sudeste: Acacia mangium; Acacia angustíssima; Acacia auriculiformis; Albizialebbek; Gliricidia sepium, além de espécies dos gêneros Eucaliptus e Pinus, mais usadasonde é priorizado o aspecto madereiro do sistema silvipastoril.
4. Região Norte e Parte amazônica da Região Centro Oeste: Paricá (Schyzolobium amazonicum), Tatajuba (Bagassa guianensis), Seringueira (Hevea brasiliensis), Freijó (Cordia goeldiana) e espécies dos gêneros Eucaliptus e Pinus.
5. Cerrado da Região Centro Oeste: as informações que dispomos, se referem mais à Fazenda Ecológica, com a preservação de praticamente todas as árvores do cerrado original, onde estão se destacando o Baru (Dipteryx alata), o Jatobá (Hymenae stigonocarpa) a Mangaba(Hancornia speciosa) e a Lixeira (Curatella americana). Esta última, principalmente pela grande quantidade de folhas que derruba no solo todos os anos, contribuindo para o aumento da matéria orgânica e a fertilidade do solo.

14 Conclusão

Os sistemas agroflorestais, têm demonstrado ser a modalidade mais sustentável entre os diversos usos da terra. Da mesma forma, os Sistemas Silvipastoris, que são sistemas agroflorestais que incluem o pasto e animais herbívoros, é considerado a melhor forma de manter a sustentabilidade de uma pastagem, sob qualquer tipo de manejo. Por outro lado, o Sistema de Pastoreio Racional Voisin é também considerado o mais perfeito sistema de manejo de animais herbívoros à campo. Quando manejamos um sistema silvipastoril atendendo os preceitos do Pastoreio Voisin e procuramos também aumentar a biodiversidade das forrageiras e das arbóreas, teremos uma situação ideal que pode ser chamada de Pastagem Ecológica.
O alto grau de equilíbrio ecológico que pode ser alcançado com a pastagem ecológica ao longo do tempo, facilita sobremaneira o controle natural das principais pragas do pasto e do gado, dispensando ou minimizando a necessidade dos tratamentos convencionais.A interação de todos estes fatores positivos, torna a pastagem ecológica extremamente atraente para todos aqueles que pretendem voltar seus esforços para produção orgânica de carne bovina, que é hoje sem dúvida o ideal de produção, pois concilia, entre outras vantagens, um produto isento de resíduos, com um menor custo de produção e a necessária proteção meio ambiente.
Concluindo, não vejo situação mais favorável à produção orgânica de bovinos (e possivelmente de outros herbívoros) que o uso da pastagem ecológica. Por esta razão, a escolha do título desta palestra:

"Pastagens Ecológicas - O habitat natural do Bovino Orgânico".

15 Agradecimentos

 Agradeço a Deus pela oportunidade de realizar este trabalho, esperando que o mesmoseja uma contribuição para que tenhamos um Planeta mais sustentável;
 Agradeço a minha esposa Elídia e aos meus Filhos Rodrigo e Lidiane, pelo incentivo e pelacompreensão face à minha dedicação a este trabalho, que muitas vezes me afasta do convívio familiar;
 Agradeço aos meus irmãos e sócios, Judismar e Cláudio, pelo total engajamento neste projeto, que também é deles;
 Agradeço também a todos os parentes, amigos, colegas e parceiros que contribuíram dealguma forma para a concretização da Fazenda Ecológica e o desenvolvimento da Tecnologia da Pastagem Ecológica.

16 Bibliografia recomendada

 AGGELER, Kurt Emil. CERCA ELÉTRICA - manual de construção e manejo. Florianópolis, Empresa Catarinense de Pesquisa Agropecuária S.A., 1.982. 68 p. (EMPASC, Boletim Técnico 17)
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(∗) Publicada originalmente na:I Conferência Virtual Global sobre Produção Orgânica de Bovinos de Corte02 de setembro à 15 de outubro de 2002 - Via Internet Disponível no link:
http://www.cpap.embrapa.br/agencia/congressovirtual/pdf/portugues/03pt04.pdf

(∗∗) Eng. Agrônomo, Coordenador Técnico da Fazenda Ecológica, consultor e autor de livros sobre Manejo Sustentável de Pastagens.www.fazendaecologica.com.brjuramel@terra.com.br(27) 3362-2258 - 9949-9268

Nota: É proibida a reprodução deste texto em qualquer veículo de comunicação sem a autorização expressa do autor. Só serão permitidas citações do texto desde que acompanhadas com a referência/crédito do autor.

Fonte: Juradir Melado∗

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