Potenciais Riscos Provenientes Da Auto-Hemoterapia Cuiabá, Mato Grosso

A auto-hemoterapia é uma prática de uso clínico crescente, mas com potencial risco à saúde dos indivíduos. Hemoterapia é o emprego terapêutico do sangue, que pode ser transfundido com seus componentes e derivados. Saiba mais sobre este tratamento neste artigo.

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Potenciais Riscos Provenientes Da Auto-Hemoterapia

POTENCIAIS RISCOS PROVENIENTES DA AUTO-HEMOTERAPIA

 

Palavras-chave: Hemoterapia, Transfusão de sangue, Necrose, Estimulação do Sistema Retículo-endotelial.

RESUMO

A auto-hemoterapia é uma prática de uso clínico crescente, mas com potencial risco à saúde dos indivíduos, como abseço e necrose tecidual loca, e uma vez que se trata de procedimento terapêutico sem comprovação científica. Até o momento não existem estudos clínicos que comprovem a eficácia e a segurança deste procedimento; apenas pesquisas experimentais com resultados questionáveis, tanto em seres humanos quanto em animais. De acordo com a legislação brasileira, apenas um médico especialista em hemoterapia ou hematologia (ou outro profissional devidamente reconhecido para este fim pelo Sistema Estadual de Sangue) pode responsabilizar-se por procedimentos hemoterapêuticos.

 

DESENVOLVIMENTO

Hemoterapia é o emprego terapêutico do sangue, que pode ser transfundido com seus componentes e derivados. Os componentes sanguíneos são obtidos através de processos físicos e são eles: concentrado de hemácias, plasma, concentrado de plaquetas e crioprecipitado. Já a Auto-hemoterapia é uma prática homeopática ligada a isoterapia, que consiste na recolha de sangue a partir de um vaso sanguíneo, e administração desse sangue por via intramuscular à própria pessoa. Foi introduzida no Brasil pelo médico brasileiro Dr.Licínio Cardoso, e consistia originalmente em aquecer o sangue até a temperatura de 37°C, por 24 horas, dinamizá-lo e aplicar injeção intramuscular. A quantidade de sangue, frequência da administração e duração das aplicações depende da doença a ser tratada. Esta prática tem sido usada com a intenção de curar ou limitar a progressão de várias doenças, que de acordo com relatos de casos pessoais, incluem hipertensão, diabetes, malária e hepatite B, entre outras. Os defensores daauto-hemoterapia, utilizando lógica ampírica, afirmam que o sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o Sistema Retículo - endotelial. A medula óssea, por sua vez, produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de macrófagos. Com a aplicação da técnica, estudos afirmam que a contagem de macrófagos vai de cerca de 5% (antes da aplicação) a 20% após a mesma durante 5 dias. A auto-hemoterapia encontra-se rodeada em polémica. O argumento de vários defensores da prática baseia-se em relatos de pessoas que garantem ter atingido a cura graças ao uso da auto-hemoterapia, enquanto que os seus críticos apontam para a inexistência de estudos que demonstrem a sua eficácia e segurança. A falta de respaldo científico é reconhecida pelos próprios defensores do metodo. De acordo com a legislação brasileira, apenas um médico especialista em hemoterapia ou hematologia (ou outro profissional devidamente reconhecido para este fim pelo Sistema Estadual de Sangue) pode responsabilizar-se por procedimentos hemoterapêuticos. O Conselho Federal de Medicina proíbe aos médicos brasileiros a utilização de outras práticas terapêuticas não reconhecidas por essa comunidade científica, como é presentemente o caso da auto-hemoterapia, que, assim, não pode ser considerada um tratamento médico no Brasil. Esta terapia auternativa, consiste num tipo de transfusão autóloga (para si próprio) de sangue, e assim como qualquer outra transfusão traz em si um risco, seja imediato ou tardio, devendo, portanto, ser criteriosamente indicada. A ausência de indicações comprovadas é parte do motivo pela qual a Agência Nacional de Vigilância Sanitária brasileira (ANVISA) considera o uso da auto-hemoterapia uma infracção sanitária, e sujeita os envolvidos às penalidades previstas na lei. Associada a essa prática existem vários riscos como abseço e necrose muscular da área exposta ao tratmento, causados, respectivamente, por um exeço na quantidade de sangue injetada, se maior que 5ml a absorção torna-se muito lenta e, a possibilidade da ocorrência de necrose tecidual decorrente da atividade das enzimas existentes no sangue como: proteases , lipases... Porém, os riscos causados pela atividade das enzimas contidas no sangue ao tecido receptor em nada têm a ver com a quantidade de sangue injetada. A auto-hemoterapia é uma prática de freqüência crescente, com potencial risco à saúde dos indivíduos, pois, é um método terapêutico sem comprovação científica, executado muitas vezes por pessoal sem capacitação e sob condições inadequadas de Biossegurança. Praticamente, não há estudos clínicos que comprovem a eficácia e a segurança deste procedimento; apenas pesquisas experimentais com resultados questionáveis, tanto em estudos com seres humanos quanto em animais. Desta forma, toda e qualquer forma de tratamento utilizando este método é de caráter empírico e de periculosidade ainda não mensurada a saúde, devendo pois, ser evitada esta prática até que estudos mais específicos relatem sobre a sua eficiência lembrando sempre, eficiência e eficácia não são sinônimos; “podemos matar uma barata com um tiro de canhão, o método e eficiente porém o êxito ocorre em detrimento de toda a casa”.

REFERÂNCIAS

 

ANGULO, I. L. Hematologia Moderna, Práticas Antigas. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. vol.29 no.2 São José do Rio Preto, 2007.

ANGULO I. L. Prática Transfusional – Normas Para o Hospital de Base. HB Científica. 1998.

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FONTES, O. L.. Farmácia Homeopática - Teoria e prática. São Paulo: Editora Manole, 2001.

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LEITE, F. D. Auto-hemoterapia, Intervenção do Estado e Bioética. Rev. Assoc. Med. Bras. vol.54 no.2 São Paulo, 2008. 

SHULMAN, I. A., LOHR, K., DERDIARIAN, A. K., PICUKARIC, J. M. Monitoring transfusionist practices: a strategy for improving transfusion safety. Transfusion. 1994.

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Prática irregular da hemoterapia pode oferecer riscos à população e penalidade para quem pratica . Página visitada em 23 de Junho de 2008.

http://www.portaldahepatite.com/index2.php?ctg=1&nt=90, acesso em 23 de Junho de 2008.

 

Arlys Jerônimo de Oliveira Lima Lino Carneiro

Acadêmico do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas pela FFPNM-UPE e, Administração de Empresas pela FALUB.

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