Procedimentos cirúrgicos da lipoaspiração Cuiabá, Mato Grosso

O presente artigo tem como objetivo esclarecer a população sobre as diversas terminologias utilizadas para o mesmo procedimento cirúrgico. Alertar para os cuidados que se deve tomar com terminologias de aspecto comercial, abordando os aspectos éticos-legais do procedimento cirúrgico. Leia mais no artigo abaixo.

Magno Stefani Cezar
Av. Presidente Marques 437
Cuiaba, Mato Grosso
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Jubert Sanches Cibantos Filho
(65) 3623-4023
Rua General Neves 111
Cuiaba, Mato Grosso
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Med K Prod e Serv Médico Hospital e Laboratorial
(65) 3626-3997
av José Rodrigues do Prado, 252 Santa Rosa
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Henrique S Laboissiere
(65) 3623-2079
av das Flores, 843 s 34 Jardim Cuiabá
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Dra Maria do Socorro Cirurgiã Plástico
(65) 3623-8521
r Cmte Costa, 1496 Revivere Centro Sul
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Carlos Alberto A Maranhao
Av 31 - de Marco 889
Cuiaba, Mato Grosso
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Maria do Socorro Dra. Cirurgiã Plástica
(65) 3623-8521
r Cmte Costa, 1496 Centro
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Dulciyara Lopes, Drª
(65) 3023-9001
Tv Léo Edilberto Griggi, 75 Goiabeiras
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Clínica Magno Cézar
(65) 3623-5122
av Pres Marques, 441 Santa Helena-Quilombo
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Draúzio Antônio Medeiros
(65) 3624-3713
av Isaac Póvoas, 1124
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Dados Divulgados por

Procedimentos cirúrgicos da lipoaspiração

Embora a HLPA (Hidrolipoclasia Aspirativa) seja um procedimento cirúrgico de menor porte, sua realização em consultório é arriscada e não justificada. Alguns profissionais, visando maior lucro, fazem divulgação desta técnica como se fosse um procedimento
banal e chegam a realizá-la em consultório, ofertando risco a integridade física dos pacientes e até mesmo a sua própria vida. Olha o que diz a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e o Conselho Federal de Medicina:

1) HLPA (Hidrolipoclasia Aspirativa)

O que se divulga:

Novo método para tratamento de gordura localizada pela associação de 2 técnicas existentes: a lipoaspiração (com micro-cânulas) e hidrolipoclasia ultra-sônica (método criado por médico italiano que consiste em aplicar uma solução diretamente no tecido gorduroso e em seguida aplicar ultrassom sob a pele local fazendo com que as ondas ultrassônicas provoquem uma ruptura na membrana das células gordurosas levando-as a explodir e liberar a gordura que será eliminada do corpo via fezes e urina). Preconiza ampliar as vantagens e reduzir as desvantagens de ambas. A principal indicação para esta técnica são as gorduras localizadas de pequeno volume. Não necessita de hospitalização e é realizada com anestesia local. Dizem, que a solução aplicada contém
substâncias que vão aumentar a lipólise e a drenagem da micro-circulação linfática regional.

Fato:

HLPA, mini-lipo, micro-lipo, lipo-light, lipomodulação etc., são todas terminologias com apelo comercial para a lipoaspiração setorizada ou fracionada acrescida de uma ou outra coisa. Na essência o que muda entre uma e outra é só mesmo o nome da “técnica” e de seu “criador”, apresentando uma embalagem diferente de velhos conhecidos. Existe uma tentativa dos profissionais que não estão legalmente habilitados a transformar a lipoaspiração em um método “não cirúrgico”. Atualmente a maioria dos cirurgiões plásticos utiliza cânulas de calibre entre 3 e 4 milimetros, portanto, micro-cânulas. Não existe publicação em revistas científicas consideradas sérias de que a hidrolipoclasia ultra-sônica seja válida tanto do ponto de vista metodológico como científico. Sendo assim, a HLPA não tem embasamento convincente até o momento que possa sustentá-la.

Cuidados:

Com objetivo de garantir ao paciente segurança e bem-estar e informar aos médicos os limites e critérios de execução da lipoaspiração, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou a Resolução n° 1.711/2003, regulamentando o assunto. Segundo o CFM, fica determinado que o profissional que vai executá-la deve estar habilitado a fazê-lo, tendo experiência mínima de dois anos em cirurgia geral com residência médica reconhecida e título de especialista. Portanto, médicos com formação em especialidades clínicas estão impedidos de executá-la.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

RESOLUÇÃO Nº 1.711, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2003

Estabelece parâmetros de segurança que devem ser observados nas cirurgias de lipoaspiração, visando garantir ao paciente o direito de decisão pós-informada e aos médicos, os limites e critérios de execução.

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, no uso das atribuições que lhe confere a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e:
CONSIDERANDO que cirurgias de lipoaspiração ocupam, hoje, elevado percentual dentre as cirurgias plásticas no país;
CONSIDERANDO casos de intercorrências e complicações na execução da referida técnica, em diversos locais do país;
CONSIDERANDO a multiplicidade de condutas adotadas na execução da técnica;
CONSIDERANDO a liberalidade existente em relação aos cuidados a serem tomados quando da indicação e execução da técnica;
CONSIDERANDO que a saúde do ser humano é o alvo maior da atenção do médico, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional (art. 2º do CEM);
CONSIDERANDO que ao médico cabe zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão (art. 4º do CEM);
CONSIDERANDO que é vedado ao médico efetuar procedimentos sem o esclarecimento e o consentimento prévios do paciente ou de seu responsável legal, salvo nos casos de iminente perigo de vida (art. 46 do CEM);
CONSIDERANDO que é vedado ao médico desrespeitar o direito de livre decisão do paciente quanto à execução de prática terapêutica (art. 56 do CEM);
CONSIDERANDO os conhecimentos científicos adquiridos até o presente momento e o estado atual da arte médica;
CONSIDERANDO o decidido em sessão plenária de 10 de dezembro de 2003, resolve:
Art. 1º - Reconhecer a técnica de lipoaspiração como válida e consagrada dentro do arsenal da cirurgia plástica, com indicações precisas para correções do contorno corporal em relação à distribuição do tecido adiposo subcutâneo.
Art. 2º - Que as cirurgias de lipoaspiração não devem ter indicação para emagrecimento.
Art. 3º - Que há necessidade de treinamento especifico para a sua execução, sendo indispensável a habilitação prévia em área cirúrgica geral, de modo a permitir a abordagem invasiva do método, prevenção, reconhecimento e tratamento de complicações possíveis.
Art. 4° - Que as condutas pré-operatórias devem ser as mesmas adotadas para quaisquer atos cirúrgicos, prevendo, além de apurada anamnese e exame físico, as avaliações clínicas, laboratoriais e pré-anestésicas necessárias.
Art. 5º - Que as cirurgias de lipoaspiração devem ser executadas em salas de cirurgias equipadas para atendimento de intercorrências inerentes a qualquer ato cirúrgico.
Art. 6º -Nas sedações endovenosas, bloqueios peridurais, raquianestesias e anestesias gerais é obrigatória a participação do anestesiologista cuja presença só é dispensável quando o ato cirúrgico for de pequeno porte e executado sob anestesia local sem sedação endovenosa.
Parágrafo 1º - Quando prevista a participação do anestesiologista, conforme o caput deste artigo, a indicação do tipo de anestesia a ser empregada deve ser de sua estrita decisão, sempre com vista ao pleno comprimento da Resolução nº 1.363/93.
Parágrafo 2º - O paciente ou seu responsável legal deve ter prévio esclarecimento sobre o tipo de anestesia indicado, e manifestar seu consentimento.
Parágrafo 3º - Deve ser motivo de vigilância apurada a possibilidade de intoxicação por anestésicos locais e vasos constritores, mediante identificação precoce de sinais e sintomas já conhecidos desta condição.
Art. 7º - A monitorização das variáveis hemodinâmicas e do débito urinário deve ser observada de maneira criteriosa para a adequada reposição volêmica.
Parágrafo único – O apurado controle de líquidos infiltrados mais líquidos infundidos e, também, do volume aspirado deve ser feito para evitar a super-hidratação ou a desidratação e seus efeitos indesejáveis.
Art. 8º - Que em vista da possibilidade de reposição hematológica, aventada no pré-operatório, tal fato deve ser comunicado ao paciente, para conhecimento e decisão.
Art. 9º - Que os volumes aspirados não devem ultrapassar 7% do peso corporal quando se usar a técnica infiltrativa; ou 5% quando se usar a técnica não-infiltrativa. Da mesma forma, não deve ultrapassar 40% da área corporal, seja qual for a técnica usada.
Parágrafo 1º - Casos que ultrapassem os parâmetros previstos no caput deste artigo e que possuam indicação médica de exceção têm sua execução restrita a ambientes de estrutura material hospitalar completa, sendo especificamente documentados e com nomeação explícita do cirurgião responsável pela indicação e execução do tratamento.
Parágrafo 2º - Deve ser evitada, no mesmo ato cirúrgico, a coincidência dos parâmetros máximos acima citados;
Parágrafo 3º - Considera-se volume aspirado o material coletado sobrenadante.
Art. 10 - Que a associação com procedimentos cirúrgicos outros deve ser evitada quando as relações entre o volume e a área corporal estejam próximas ao máximo admitido.
Art. 11 – Que devem ser tomadas medidas preventivas usuais para a ocorrência de TVP e acidentes tromboembólicos.
Art. 12 – Que a alta do paciente deve observar os parâmetros estabelecidos na Resolução CFM nº1.409/94, mesmo para os pacientes em regime não–ambulatorial.
Art. 13 – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE
Presidente do Conselho

RUBENS DOS SANTOS SILVA
Secretário-Geral
On Mon, 23 Jun 2008 17:10:26 -0300 (BRT), monylino wrote

Como podemos ver, embora divulgado como simples, este procedimento pode trazer sérias consequências se não realizado por profissional qualificado e em local adequado. Por isso, nós da AV Cirurgia Plástica Estética só relizamos este procedimento em centro cirúrgico, com dois médicos cirurgiões e um anestesista. Não submetemos a paciente a anestesia geral. O preço costuma sair mais em conta que os anunciados por aqueles que dizem que em consultório é mais barato. O que eles fazem é anunciar um preço que inicialmente parece ser mais em conta porém, quando a paciente chega ao consultório, é dado um preço por área aspirada que, se somadas, acabam saindo mais cara que a realização no hospital. Além disto, o procedimento em consultório é limitado e a pessoa acaba voltando para a realização de outras áreas o que encarece mais ainda. Devido a legislação vigente em nosso País e o código de ética médica, o médico fica impossibilitado de dar preço em entrevistas ou qualquer outro tipo de mídia, assim como através de e-mails. O médico que anuncia novas terminologias para procedimentos cirúrgicos já consagrados, visando o aspecto comercial destes, e que anuncia preços e parcelamentos, esta infringindo o código de ética médica e esta sujeito as puniçoes prevista pelo Conselho Federal de Medicina.

Um abraço,

André Vieira

André Vieira

Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (1998), tendo concluído o Programa de Internato Hospitalar no HOSPITAL DE FORÇA AÉREA DO GALEÃO-HFAG-RJ em 1998 e Certificação de Diploma de Médico pela UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE-UFF-RJ(1998). Especialização em Cirurgia Geral no Hospital Municipal Miguel Couto - RJ (2005), Especialização "Lato Sensu" em Cirurgia Plástica Estética no Serviço de Medicina e Cirurgia Plástica Estética-SBMCPE-RJ(2007), Membro Certificado da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia Plástica Estética-SBMCPE-RJ(2007), Membro Certificado do Colégio Brasileiro de Cirurgiões / Núcleo Central - RJ (2007), Membro Titular da American Academy Cosmetic Surgery-AACS-USA-(2008). Tem experiência na área de Cirurgia Geral de Emergência e Eletiva, com ênfase em Cirurgia Plástica Estética.

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