Procedimentos cirúrgicos da lipoaspiração Salvador, Bahia

O presente artigo tem como objetivo esclarecer a população sobre as diversas terminologias utilizadas para o mesmo procedimento cirúrgico. Alertar para os cuidados que se deve tomar com terminologias de aspecto comercial, abordando os aspectos éticos-legais do procedimento cirúrgico. Leia mais no artigo abaixo.

Geza Laszlo Urmenyi
(71) 3339-8255
Citopatologia Ginecologia e Obstetrícia
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Jean Nunes L Baptista
(71) 2102-4400
Rua Joao das Botas 28
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Claudio Matsumoto
(71) 3341-8881
Av Tancredo Neves 1632 - Salvador Trade Center
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Antonio Luis Lopes Filho
(71) 3321-8354
R Junqueira Ayres 7 - Ultramed
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Antonio Carlos Aleixo Sepulveda
(71) 3245-5677
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Ana Carolina Guimaraes Marmund
(71) 2109-2823
Av Professor Magalhaes Neto - Cto Medico Hospital da Bahia S/8023
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Oscar Neiva Eulalio Filho
(71) 2102-4400
Rua Joao das Botas 28
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Marciana Cortes de Souza
(71) 3235-7343
Av Adhemar de Barros 1156 - Ed. Master Center S/302
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Edvan Quadros Leite
(71) 2106-1000
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Javier Rodrigo Esturillo
(71) 2106-1000
Salvador, Bahia
Especialidade
Cirurgia Plástica

Dados Divulgados por
Dados Divulgados por

Procedimentos cirúrgicos da lipoaspiração

Embora a HLPA (Hidrolipoclasia Aspirativa) seja um procedimento cirúrgico de menor porte, sua realização em consultório é arriscada e não justificada. Alguns profissionais, visando maior lucro, fazem divulgação desta técnica como se fosse um procedimento
banal e chegam a realizá-la em consultório, ofertando risco a integridade física dos pacientes e até mesmo a sua própria vida. Olha o que diz a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e o Conselho Federal de Medicina:

1) HLPA (Hidrolipoclasia Aspirativa)

O que se divulga:

Novo método para tratamento de gordura localizada pela associação de 2 técnicas existentes: a lipoaspiração (com micro-cânulas) e hidrolipoclasia ultra-sônica (método criado por médico italiano que consiste em aplicar uma solução diretamente no tecido gorduroso e em seguida aplicar ultrassom sob a pele local fazendo com que as ondas ultrassônicas provoquem uma ruptura na membrana das células gordurosas levando-as a explodir e liberar a gordura que será eliminada do corpo via fezes e urina). Preconiza ampliar as vantagens e reduzir as desvantagens de ambas. A principal indicação para esta técnica são as gorduras localizadas de pequeno volume. Não necessita de hospitalização e é realizada com anestesia local. Dizem, que a solução aplicada contém
substâncias que vão aumentar a lipólise e a drenagem da micro-circulação linfática regional.

Fato:

HLPA, mini-lipo, micro-lipo, lipo-light, lipomodulação etc., são todas terminologias com apelo comercial para a lipoaspiração setorizada ou fracionada acrescida de uma ou outra coisa. Na essência o que muda entre uma e outra é só mesmo o nome da “técnica” e de seu “criador”, apresentando uma embalagem diferente de velhos conhecidos. Existe uma tentativa dos profissionais que não estão legalmente habilitados a transformar a lipoaspiração em um método “não cirúrgico”. Atualmente a maioria dos cirurgiões plásticos utiliza cânulas de calibre entre 3 e 4 milimetros, portanto, micro-cânulas. Não existe publicação em revistas científicas consideradas sérias de que a hidrolipoclasia ultra-sônica seja válida tanto do ponto de vista metodológico como científico. Sendo assim, a HLPA não tem embasamento convincente até o momento que possa sustentá-la.

Cuidados:

Com objetivo de garantir ao paciente segurança e bem-estar e informar aos médicos os limites e critérios de execução da lipoaspiração, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou a Resolução n° 1.711/2003, regulamentando o assunto. Segundo o CFM, fica determinado que o profissional que vai executá-la deve estar habilitado a fazê-lo, tendo experiência mínima de dois anos em cirurgia geral com residência médica reconhecida e título de especialista. Portanto, médicos com formação em especialidades clínicas estão impedidos de executá-la.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

RESOLUÇÃO Nº 1.711, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2003

Estabelece parâmetros de segurança que devem ser observados nas cirurgias de lipoaspiração, visando garantir ao paciente o direito de decisão pós-informada e aos médicos, os limites e critérios de execução.

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, no uso das atribuições que lhe confere a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e:
CONSIDERANDO que cirurgias de lipoaspiração ocupam, hoje, elevado percentual dentre as cirurgias plásticas no país;
CONSIDERANDO casos de intercorrências e complicações na execução da referida técnica, em diversos locais do país;
CONSIDERANDO a multiplicidade de condutas adotadas na execução da técnica;
CONSIDERANDO a liberalidade existente em relação aos cuidados a serem tomados quando da indicação e execução da técnica;
CONSIDERANDO que a saúde do ser humano é o alvo maior da atenção do médico, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional (art. 2º do CEM);
CONSIDERANDO que ao médico cabe zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão (art. 4º do CEM);
CONSIDERANDO que é vedado ao médico efetuar procedimentos sem o esclarecimento e o consentimento prévios do paciente ou de seu responsável legal, salvo nos casos de iminente perigo de vida (art. 46 do CEM);
CONSIDERANDO que é vedado ao médico desrespeitar o direito de livre decisão do paciente quanto à execução de prática terapêutica (art. 56 do CEM);
CONSIDERANDO os conhecimentos científicos adquiridos até o presente momento e o estado atual da arte médica;
CONSIDERANDO o decidido em sessão plenária de 10 de dezembro de 2003, resolve:
Art. 1º - Reconhecer a técnica de lipoaspiração como válida e consagrada dentro do arsenal da cirurgia plástica, com indicações precisas para correções do contorno corporal em relação à distribuição do tecido adiposo subcutâneo.
Art. 2º - Que as cirurgias de lipoaspiração não devem ter indicação para emagrecimento.
Art. 3º - Que há necessidade de treinamento especifico para a sua execução, sendo indispensável a habilitação prévia em área cirúrgica geral, de modo a permitir a abordagem invasiva do método, prevenção, reconhecimento e tratamento de complicações possíveis.
Art. 4° - Que as condutas pré-operatórias devem ser as mesmas adotadas para quaisquer atos cirúrgicos, prevendo, além de apurada anamnese e exame físico, as avaliações clínicas, laboratoriais e pré-anestésicas necessárias.
Art. 5º - Que as cirurgias de lipoaspiração devem ser executadas em salas de cirurgias equipadas para atendimento de intercorrências inerentes a qualquer ato cirúrgico.
Art. 6º -Nas sedações endovenosas, bloqueios peridurais, raquianestesias e anestesias gerais é obrigatória a participação do anestesiologista cuja presença só é dispensável quando o ato cirúrgico for de pequeno porte e executado sob anestesia local sem sedação endovenosa.
Parágrafo 1º - Quando prevista a participação do anestesiologista, conforme o caput deste artigo, a indicação do tipo de anestesia a ser empregada deve ser de sua estrita decisão, sempre com vista ao pleno comprimento da Resolução nº 1.363/93.
Parágrafo 2º - O paciente ou seu responsável legal deve ter prévio esclarecimento sobre o tipo de anestesia indicado, e manifestar seu consentimento.
Parágrafo 3º - Deve ser motivo de vigilância apurada a possibilidade de intoxicação por anestésicos locais e vasos constritores, mediante identificação precoce de sinais e sintomas já conhecidos desta condição.
Art. 7º - A monitorização das variáveis hemodinâmicas e do débito urinário deve ser observada de maneira criteriosa para a adequada reposição volêmica.
Parágrafo único – O apurado controle de líquidos infiltrados mais líquidos infundidos e, também, do volume aspirado deve ser feito para evitar a super-hidratação ou a desidratação e seus efeitos indesejáveis.
Art. 8º - Que em vista da possibilidade de reposição hematológica, aventada no pré-operatório, tal fato deve ser comunicado ao paciente, para conhecimento e decisão.
Art. 9º - Que os volumes aspirados não devem ultrapassar 7% do peso corporal quando se usar a técnica infiltrativa; ou 5% quando se usar a técnica não-infiltrativa. Da mesma forma, não deve ultrapassar 40% da área corporal, seja qual for a técnica usada.
Parágrafo 1º - Casos que ultrapassem os parâmetros previstos no caput deste artigo e que possuam indicação médica de exceção têm sua execução restrita a ambientes de estrutura material hospitalar completa, sendo especificamente documentados e com nomeação explícita do cirurgião responsável pela indicação e execução do tratamento.
Parágrafo 2º - Deve ser evitada, no mesmo ato cirúrgico, a coincidência dos parâmetros máximos acima citados;
Parágrafo 3º - Considera-se volume aspirado o material coletado sobrenadante.
Art. 10 - Que a associação com procedimentos cirúrgicos outros deve ser evitada quando as relações entre o volume e a área corporal estejam próximas ao máximo admitido.
Art. 11 – Que devem ser tomadas medidas preventivas usuais para a ocorrência de TVP e acidentes tromboembólicos.
Art. 12 – Que a alta do paciente deve observar os parâmetros estabelecidos na Resolução CFM nº1.409/94, mesmo para os pacientes em regime não–ambulatorial.
Art. 13 – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE
Presidente do Conselho

RUBENS DOS SANTOS SILVA
Secretário-Geral
On Mon, 23 Jun 2008 17:10:26 -0300 (BRT), monylino wrote

Como podemos ver, embora divulgado como simples, este procedimento pode trazer sérias consequências se não realizado por profissional qualificado e em local adequado. Por isso, nós da AV Cirurgia Plástica Estética só relizamos este procedimento em centro cirúrgico, com dois médicos cirurgiões e um anestesista. Não submetemos a paciente a anestesia geral. O preço costuma sair mais em conta que os anunciados por aqueles que dizem que em consultório é mais barato. O que eles fazem é anunciar um preço que inicialmente parece ser mais em conta porém, quando a paciente chega ao consultório, é dado um preço por área aspirada que, se somadas, acabam saindo mais cara que a realização no hospital. Além disto, o procedimento em consultório é limitado e a pessoa acaba voltando para a realização de outras áreas o que encarece mais ainda. Devido a legislação vigente em nosso País e o código de ética médica, o médico fica impossibilitado de dar preço em entrevistas ou qualquer outro tipo de mídia, assim como através de e-mails. O médico que anuncia novas terminologias para procedimentos cirúrgicos já consagrados, visando o aspecto comercial destes, e que anuncia preços e parcelamentos, esta infringindo o código de ética médica e esta sujeito as puniçoes prevista pelo Conselho Federal de Medicina.

Um abraço,

André Vieira

André Vieira

Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (1998), tendo concluído o Programa de Internato Hospitalar no HOSPITAL DE FORÇA AÉREA DO GALEÃO-HFAG-RJ em 1998 e Certificação de Diploma de Médico pela UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE-UFF-RJ(1998). Especialização em Cirurgia Geral no Hospital Municipal Miguel Couto - RJ (2005), Especialização "Lato Sensu" em Cirurgia Plástica Estética no Serviço de Medicina e Cirurgia Plástica Estética-SBMCPE-RJ(2007), Membro Certificado da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia Plástica Estética-SBMCPE-RJ(2007), Membro Certificado do Colégio Brasileiro de Cirurgiões / Núcleo Central - RJ (2007), Membro Titular da American Academy Cosmetic Surgery-AACS-USA-(2008). Tem experiência na área de Cirurgia Geral de Emergência e Eletiva, com ênfase em Cirurgia Plástica Estética.

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