Mercados Rio Branco, Acre

"Projetos para certificação orgânica de laranja e manejo de pastagens para redução de custos da produção de leite abrem novas perspectivas para agricultura no oeste catarinense". Projetos desenvolvidos em duas frentes têm aberto novas perspectivas de mercado para a agricultura familiar no oeste catarinense. Veja mais no artigo abaixo.

M. S. Pre-vestibular Ltda
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r Venezuela, 658, Cerâmica
Rio Branco, Acre

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UFAC
(68) 3901-2571
rdv BR-364, 4000, Km 4, Dis Industrial
Rio Branco, Acre

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(68) 3223-3678
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Rio Branco, Acre

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(68) 2106-8200
etr Dias Martins, 894, Ch Ipê
Rio Branco, Acre

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av Getúlio Vargas, 1268, An 2 Sl 202, Bosque
Rio Branco, Acre

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SESI - Serviço Social da Indústria - AC
(68) 3212-4200
av Nações Unidas, 3727, Estação Experimental
Rio Branco, Acre

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Instituto de Ensino Superior do Acre
(68) 3244-1282
tr Ponta Pora, 100, Capoeira
Rio Branco, Acre

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A F Carneiro
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Rio Branco, Acre

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Faculdade Barão do Rio Branco
(68) 3213-7070
rdv BR-364, 2000, Km 2, Dis Industrial
Rio Branco, Acre

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R. L. P. dos Santos - Me
(68) 3221-2301
r Deodoro,Mal, 236, 2 An, Centro
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Mercados

Publicidade "Projetos para certificação orgânica de laranja e manejo de pastagens para redução de custos da produção de leite abrem novas perspectivas para agricultura no oeste catarinense"

Brasília - Projetos desenvolvidos em duas frentes têm aberto novas perspectivas de mercado para a agricultura familiar no oeste catarinense. A conversão de laranjais convencionais em orgânico e a melhoria de pastagens estão aumentando a competitividade das pequenas propriedades rurais da região, cuja sustentabilidade está baseada em quatro atividades: citricultura e bovinocultura, além de avicultura e suinocultura.

Atendidos pelo projeto do Arranjo Produtivo da Citricultura no Oeste Catarinense, que tem o apoio do Sebrae em Santa Catarina no processo de conversão e certificação de laranjais convencionais em orgânicos, 47 produtores já colhem os primeiros resultados. Isso antes mesmo de concluírem o padrão de conversão para as frutas serem consideradas orgânicas no mercado internacional.

Recentemente, negociaram com a indústria Primor, de Tijucas (SC), o processamento de 300 toneladas da fruta, já considerada como orgânica pelos padrões nacionais. Tanto é que foi possível produzir o suco na planta industrial da Primor, certificada para processamento de frutas orgânicas pelo Instituto Biodinâmico (IBD), de Botucatu, interior paulista. É o próprio IBD que tem feito o acompanhamento do processo de certificação dos 47 produtores catarinenses.

A negociação com a Primor veio em boa hora para os citricultores. Isso porque a Cooperativa Central Oeste Catarinense (Aurora), que tem uma unidade certificada para produção de suco, estuda convertê-la para processamento de leite. "Mesmo com a adversidade da possível conversão da unidade de sucos da Aurora para leite, o fechamento desse negócio com a Primor mostra que eles estão atentos a novas oportunidades que a laranja orgânica vai criar", avalia Ênio Alberto Parmeggiani, gestor do APL pelo Sebrae em Santa Catarina.

Novos mercados

Os produtores de laranja envolvidos no projeto também negociam em outras frentes. Indústrias de suco do Rio Grande do Sul e de outras cidades catarinenses também têm interesse pelo produto. "O interesse das indústrias é grande e acho que teremos sucesso pela frente", diz o produtor de laranja e presidente da Associação catarinense de Citricultura (Acacitrus), Leodir Scheibel, que cultiva laranja e cria aves em sua propriedade, na zona rural de Chapecó (SC).

O presidente da Acacitrus acredita que a tendência é abrir novos mercados, já que o interesse por produtos orgânicos cresce a cada dia entre os consumidores. "Se não fosse o Sebrae, não teríamos esse projeto andando aqui e não teríamos aberto tantas perspectivas", afirma Scheibel.

Segundo ele, todo o trabalho feito nos laranjais na região oeste catarinense tem sido acompanhado por consultores contratados pelo Sebrae, facilitando o processo de conversão.

Além do Sebrae, o projeto do APL de Citricultura do Oeste Catarinense, tem o apoio da Cooperativa Central Oeste Catarinense (Aurora), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural e Santa Catarina (Epagri) e da própria Acacitros.

Manejo

Já o APL de Leite do Oeste Catarinense, que também tem o apoio do Sebrae, por meio do projeto 'Desenvolvimento de Produtores Rurais Integrados das Cooperativas Singulares', tem focado a melhoria do manejo das pastagens. O objetivo é reduzir custos de produção e aumentar a competitividade dos pequenos produtores da região.

A melhoria das pastagens está sendo feita com a adoção do Sistema de Pastoreio 'Voisin'. O sistema consiste no mapeamento da propriedade rural, para introdução de pequenas áreas de pastagem. Cada vaca pasta em dois ou três piquetes por dia. Isso faz com que se renovem constantemente, pois há um rodízio.

"Enquanto um animal usa uma determinada área com diversos piquetes, a outra está se recuperando, formando pasto rico nos nutrientes que o gado precisa", explica Selvino Geisel, veterinário da Cooperativa Regional Itaipu (Cooperitaipu), em Pinhalzinho, Santa Catarina. "E a vaca fica muito mais feliz", garante.

Segundo Selvino, a grande vantagem desse sistema é a redução de custos. Isso porque, além de racionalizar o uso do pasto, não utiliza adubos químicos para fortalecer o capim e conserva as matas ao redor da área de pasto, o que também evita a proliferação de pragas que atacam o capim. "O respeito ao solo e ao meio ambiente dá um pasto mais volumoso e de melhor qualidade", diz.

Dessa forma, explica Selvino, os produtores têm conseguido reduzir o custo de produção para algo entre R$ 0,14 e R$ 0,20 por litro de leite. São valores aceitáveis, já que na região têm sido pagos até R$ 0,43 pelo litro e, se um produtor tiver custo superior a R$ 0,20 ou até mesmo próximo de R$ 0,40, como muitos tinham, a atividade fica inviável do ponto de vista econômico.

"Assim, os produtores têm conseguido preços melhores nas negociações e melhorado também a qualidade de vida", assinala Ênio Parmeggiani, que também é responsável pelo projeto do APL de Leite no oeste catarinense.

Fonte: ASN - por Rodrigo Rievers

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