Reabilitação de Toxicodependência Cuiabá, Mato Grosso

Para efeitos do presente artigo, “droga” referir-se-á a qualquer substância química viciante. As drogas podem ser ilegais (ex.: heroína, cocaína, metanfetaminas) ou legais (medicação narcótica para as dores, valium, alcóol).

Naíra Domingos Sé
(65) 3322-2504
Rua Rua dos Líriosº 525
Cuiaba, Mato Grosso
Especialidade
Nutrologia

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Audimet Auditoria em Saúde e Medicina do Trabalho
(65) 3321-8725
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Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Cardioclin
(65) 3027-3040
r Joaquim Murtinho, 551
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Antônio M Silva
(65) 3321-4451
r Joaquim Murtinho, 940 Centro Sul
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Clínica Genus Ltda
(65) 3642-4742
av Aclimação, 508, Bsq da Saúde
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Eliane Solange de Souza Pires
(65) 3617-1688
Cuiaba, Mato Grosso
Especialidade
Medicina de Família e Comunidade

Dados Divulgados por
Castro, Maria C D
(65) 3321-5658
r Br Melgaço, 2403
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Center Clin
(65) 3321-5658
r Br de Melgaço, 2403
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Clínica Médica Mady Ltda
(65) 3625-1491
r Manoel Ramos Lino, 223, Coophamil
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
Center Med
(65) 3023-6666
r Gago Coutinho, 359
Cuiabá, Mato Grosso

Dados Divulgados por
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Reabilitação de Toxicodependência

Questões Gerais

Para efeitos do presente artigo, “droga” referir-se-á a qualquer substância química viciante. As drogas podem ser ilegais (ex.: heroína, cocaína, metanfetaminas) ou legais (medicação narcótica para as dores, valium, alcóol). Apesar de algumas pessoas usarem os problemas comportamentais, tais como o vício do jogo ou a cleptomania, da mesma forma que outras pessoas usam as drogas (ex.: para “ficar numa boa”, adormecer sentimentos, etc.), estes comportamentos exigem diferentes tratamentos e não serão categorizados como drogas neste artigo.

A reabilitação refere-se ao restabelecimento de uma pessoa doente ou ferida de forma a que esta recupere a capacidade de gerir a sua própria vida. Assim, o papel da reabilitação é o de ajudar uma pessoa cuja toxicodependência interferiu com a sua capacidade de ser um membro activo da sociedade. Alguns programas consideram-se um sucesso somente se o toxicodependente parar de usar substâncias viciantes. Outros, se a pessoa sob tratamente conseguir moderar o seu uso de drogas de forma a este não interferir com a sua vida activa.

A reabilitação da toxicodependência pode ocorrer em ambientes ambulatórios ou de internamento e pode ser supervisionado por médicos, psicoterapeutas ou assistentes sociais. Em alguns casos, essa supervisão pode também ser feitas por ex-toxicodependentes. Algumas pessoas percebem que têm um problema e procuram a reabilitação de livre vontade; outras são inseridas em programas de reabilitação de toxidependência por ordem dos tribunais, ou por ultimato de entes queridos. Existem várias correntes de pensamento relativas à reabilitação da toxicodependência, variando desde o tradicional programa dos doze passos até programas de redução de danos e alteração de hábitos.

Quem Paga a Reabilitação?

O financiamento dos programas de reabilitação de toxicodependência pode originar de diferentes fontes. Alguns programas, como por exemplo, os grupos de suporte mútuo, não implicam custos para os participantes. Outros programas operam com base nos rendimentos individuais de cada paciente: o custo varia de acordo com o que o paciente pode pagar. Alguns pacientes podem inclusive não pagar nada. Estes programas são, normalmente, suportados por donativos de privados ou subsídios do Estado.

Outros programas de reabilitação podem ser cobertos pelo seguro de saúde do paciente. Dependendo do seguro, o toxicodependente pode ter que fazer a reabilitação com determinados profissionais ou instituições. Este também pode fixar uma quantia máxima anual para o pagamento do tratamento. Muitos seguros, por exemplo, cobrem um máximo de 28 dias de internamento e podem parar de pagar a terapia individual ao fim de 10 ou 12 sessões. Este pode ser um problema para aqueles que necessitam de apoio adicional para deixar o vício.

Finalmente, o custo de certos programas de reabilitação tem que sair do bolso de cada um. Estes tendem a ser programas em instituições particulares que encorajam estadias mais longas. Alguns destes programas não seguem práticas médicas aceitáveis, não sendo, por isso, contemplados nos seguros de saúde.

Alguns programas privados de tratamento de toxicodependência permitem vários métodos de pagamento, mas outros exigem uma parte grande – senão a totalidade – do pagamento logo no início.

Reabilitação e os Doze Passos

Os Doze Passos, programa desenvolvido em 1938 pelo alcoólico em recuperação e co-fundador dos Alcoólicos Anónimos (AA) Bill W., começa com a premissa de que a vida do alcoólico se tornou desgovernada devido à dependência do indivíduo. Este é encorajado a entregar a sua vida a uma instância superior.

De seguida, o alcoólico deve fazer um “inventário moral” e admitir a esse ser superior, bem como a um outro ser humano, os erros que cometeu.

Os passos seguintes (seis e sete) são mais controversos e envolvem pedir à instância superior que lhe elimine as suas falhas. Estes passos têm levados a que ateus, agnósticos e outros que não acreditam num deus pessoal se afastem dos programas Doze Passos. Os passos oito, nove e dez envolvem a escrita de uma lista com os nomes das pessoas que feriram em consequência do vício e, se possível, a reconciliação com as mesmas. Os passos onze e doze são também problemáticos para as pessoas não-religiosas, uma vez que implicam aproximar-se do poder superior, descobrir a sua espiritualidade e espalhar a Palavra entre outros alcoólicos.

Os grupos individuais de AA diferem quanto à forma como seguem os Passos e à exigência de que os seus membros se identifiquem com um ser superior.

Reabilitação de Toxicodependência e Fases de Mudança

A teoria das Fases de Mudança da reabilitação reconhece que as pessoas com problemas de toxicodependência passam por diferentes fases e que são necessários diferentes tratamentos em cada uma delas.

A primeira fase é a da pré-contemplação. Nesta altura, o paciente não reconhece ter um problema. (“Fico pedrado de vez em quando. Não tenho um problema”). Nesta fase, o terapeuta deve tentar descobrir, com cuidado, se o paciente vê algo de negativo em “ficar pedrado de vez em quando”.

A segunda fase é a da contemplação. Aqui, o paciente reconhece que tem um problema, mas ainda não está pronto para agir. (“OK, eu sei que devia parar, mas agora não”). Mais uma vez, a tarefa do terapeuta é facilitar a expressão de sentimentos ambivalentes que o paciente tenha acerca da sua toxicodependência.

A terceira fase é a da preparação. O paciente reune as suas ferramentas e prepara-se para mudar. (“Quando a droga acabar, não compro mais”). O terapeuta tem agora um papel mais activo, armando o paciente com ferramentas que lhe permitam a mudança e expressando a sua confiança na sua capacidade para o fazer.

A quarta fase é a da acção. O paciente tomou a decisão de mudar e age em consonância. (“Chega. Nada de drogas”). Esta fase exige enormes níveis de energia e é essencial ter um terapeuta de confiança. Durante esta fase poderá ser aconselhável encaminhar o paciente para grupos de apoio ou outros tratamentos.

A fase final é a de manutenção e recaída. Manter um determinado estilo de vida exige esforço e a maior parte dos pacientes sofre algumas recaídas antes de deixarem o vício definitivamente. O terapeuta deve vacinar o paciente contra estas recaídas, avisando-o que estas são normais e assefurando-lhe que recair não é o fim do mundo.

Reabilitação de Toxicodependência e o Modelo de Redução de Danos

Historicamente, os estudos de resultados dos centros de reabilitação centram a sua atenção num só aspecto: os pacientes mantiveram-se sóbrios durante o tratamento? Os modelos de redução de danos sugerem a alteração do foco: de se o paciente continua ou não a beber ou a consumir depois do tratamento para se ele causa menos mal a si mesmo ou à sociedade depois do tratamento.

A abstinência é um objectivo possível deste modelo, mas não é o único. Outros incluem a diminuição de comportamentos criminais (tal como a violência doméstica ou conduzir sob acção do alcóol ou drogas), melhorias nas relações familiares, práticas seguras de sexo, etc.

Na abordagem tradicional de resultados, se um homem recomeçasse a beber demais cinco meses após o tratamento, este era considerado falhado. O modelo de redução de danos avalia todos os comportamentos desse homem. Talvez tenha parado de conduzir se tiver bebido demais. Talvez tenha parado de beber à frente dos filhos. Talvez consiga manter o emprego, apesar de beber demais aos fins de semana. Todos estes factores seriam considerados vitórias, ainda que parciais, no modelo de redução de danos.

Este modelo foi utilizado pela primeira vez em 1972, depois de vários adolescentes morrerem ou se ferirem seriamente devido à inalação de vapores de cola. O centro local de reabilitação ofereceu programas que continuaram a incentivar os jovens a abster-se deste comportamento de risco, ao mesmo tempo que lhes ensinava formas mais seguras de se drogarem, se a sua escolha era continuar a fazê-lo. Não voltaram a ocorrer quaisquer mortes por inalação de vapores naquela comunidade.

O modelo de redução de danos é alvo de crítica por parte daqueles que o equacionam com a legalização do consumo de drogas e também dos que acreditam que a abstinência completa e total é o único objectivo aceitável da reabilitação da toxicodependência.

Desentoxicação

O primeiro objectivo da maior parte dos programas de reabilitação é tirar a droga do sistema do utilizador e acompanhá-lo durante o período de ressaca, de forma a que ele possa pensar claramente nas opções de tratamento e escolhas à sua disposição. A expressão desintoxicação significa, literalmente, retirar o veneno ou toxinas existentes em algo. Uma vez que a ressaca pode mostrar sintomas verdadeiramente alarmantes (incluindo stress fatal do coração), a desintoxicação é quase sempre feita em sistema de internamento.

Existem dois tipos de instalações de desintoxicação: a social (não-médica) e a médica. As instalações sociais de desintoxicação não dispõem de pessoal médico para situações de emergência. O seu pessoal pode ter, no máximo, recebido treino rudimentar em aconselhamento sobre a toxicodependência ou em ressaca. Em muitas comunidades, as instalações sociais de desintoxicação funcionam como abrigo para os drogados ou bebados passarem a noite. As instalações oferecem a estes viciados um local seguro para passarem a noite e para ficarem sóbrios. No dia seguinte, podem escolher entre ficar e tratar-se ou voltar para as ruas. Não é surpreendente que a maior parte das instalações sociais de desintoxicação não consiga convencer grande parte dos viciados que por lá passam a aderirem a programas sérios de tratamento.

A desintoxicação médica é supervisionada por pessoal médico. As pessoas enviadas para os hospitais devido a intoxicações severas ou problemas de saúde relacionados com o seu vício acabam frequentemente por aderir à desintoxicação médica. Durante este processo, os sinais vitais do paciente são monitorizados cuidadosamente, de forma a permitir que o pessoal responda ao primeiro sinal de perturbação perigosa. O paciente pode ainda tomar medicação para minimizar os sintomas da ressaca. Esta desintoxicação dura normalmente de três a oito dias, após o que se decide se o paciente recebe alta ou é encaminhado para a continuação do tratamento.