Reflorestamento com casca de mandioca e fibra de coco Rio Branco, Acre

Entenda a utilidadde da casa de mandioca e da fibra de coco para o reflorestamento. O composto desenvolvido no Núcleo de Reologia e Processamento de Polímeros é uma alternativa ecológica. Confira os detalhes sobre o projeto de fabricação de um novo tipo de tubetes para plantio.

Ipe Construtora Moura Leite Imp. e Exp. Ltda
(68) 3026-2737
av Nações Unidas, 840, Fds, Bosque
Rio Branco, Acre

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Alves Informatica Ltda
(68) 3026-5074
r Bosco,Dom, 290, Tr Ed Lilian Deise, Bosque
Rio Branco, Acre

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Data Control Instituto de Pesquisa Ltda
(68) 3223-9063
tr Antimary, 273, Aviário
Rio Branco, Acre

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A C B Diogenes Me
(68) 3224-3887
r Rui Barbosa, 112, Sl 2, Centro
Rio Branco, Acre

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I C Maciel
(68) 3224-2307
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Wolstein & Wolstein Ltda
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cj Xavier Maia, s/n, Qd 23 Lt 7, Vl Ivonete
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Amazon Empreendimentos Imobiliarios
(68) 3026-2792
r Quintino Bocaiúva, 238, Cs, Bsq
Rio Branco, Acre

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Imobiliaria El Elyon Ltda
(68) 3226-1900
etr Dias Martins, 259, Estação Experimental
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Cardoso & Rodrigues Ltda
(68) 3227-6200
av Nações Unidas, 1538, Sl B, Abrahão Alab
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Agencia Reguladora dos Servicos Publicos do Estado do Acre
(68) 3211-1800
r Valério Magalhães, 172, Prd, Bosque
Rio Branco, Acre

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Reflorestamento com casca de mandioca e fibra de coco

Material substitui tubetes de plástico utilizados em mudas de reflorestamento, que agridem meio ambiente.

Para produção de mudas usadas em um reflorestamento são utilizados tubetes de plásticos que são descartados após o plantio, já que, depois de utilizados, eles não servem para novas mudas por possibilitarem contaminação. Esse descarte, que representa poluição do meio ambiente, está com os dias contados porque pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) atuam na criação de um plástico ecologicamente correto que pode ser utilizado na fabricação de um novo tipo de tubetes, entre outras aplicações.

O projeto surgiu de uma parceria entre a UFSCar, a Corn Products Brasil e a BASF, que desenvolveram um composto que combina um plástico biodegradável, EcobrasTM, com fibras vegetais, como casca de mandioca em pó ou fibras de coco. Dessa associação foi criado um plástico rígido o suficiente para produção de peças moldadas que não agridem a natureza, já que sua decomposição gera água, CO2 e biomassa. A decomposição desse composto ocorre ao entrar em contato com o solo, sob ação de microorganismos naturais presentes no solo.

O composto, que foi desenvolvido no Núcleo de Reologia e Processamento de Polímeros (NRPP) do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar, utiliza uma combinação de um poliéster biodegradável e compostável fabricado pela BASF com um polímero vegetal modificado, à base de milho ou de mandioca, produzido pela Corn Products Brasil. Segundo Elias Hage Júnior, professor do DEMa e coordenador do projeto, a parceria entre a UFSCar e as multinacionais deveu-se ao fato do EcobrasTM ser flexível e não permitir a fabricação de peças moldadas suficientemente rígidas. ”A ideia do projeto era incorporar uma carga para aumentar a rigidez. Com isso desenvolvemos um composto com EcobrasTM, a casca de mandioca em pó e também fibra de coco”, explica o professor. Ele também afirma que o novo composto pode gerar qualquer peça moldada que venha a ter um uso descartável, como bandejas de embalagens e tubetes para produção de mudas.

O projeto teve sua primeira etapa, responsável por adequar o uso da casca de mandioca e fibra de coco, encerrada no início de 2009. A partir de agora será necessária uma nova etapa para otimizar o processo e melhorar o produto. De acordo com Elias Hage, a casca de mandioca tem a função essencial da rigidez, já a fibra de coco, além de ser rígida, oferece mais resistência mecânica, deixando o material menos suscetível a ruptura. O professor também afirma que não existirão dificuldades para produzir o plástico ecológico em larga escala. ”Não existe dificuldade do ponto de vista de desenvolver um novo produto, pois o EcobrasTM já é produzido comercialmente. Agora é só estender o uso dele para essas aplicações”, enfatiza.

Para exemplificar o benefício que o novo polímero trará para o meio ambiente, o coordenador do projeto diz que as fontes naturais para obter o plástico usam somente 5% em peso do petróleo, ou seja, 95% são usados para combustíveis e outras aplicações. ”O que a gente está fazendo é amenizar o uso do petróleo para obter esse produto biodegradável, fazendo uma composição com materiais de fontes alternativas”, conclui o professor.

Assessoria de Comunicação Social da Universidade Federal de São Carlos

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