Situação atual do uso de fungos entomopatogênicos Brasília, DF

Os fungos entomopatogênicos vêm sendo estudados no Brasil desde 1923, quando Pestana identificou duas espécies de cigarrinhas infectadas por M. anisopliae, que ele chamou de Penicillium anisopliae naquela ocasião. O primeiro trabalho de pulverização de fungo em campo no Brasil foi realizado por Moreira aplicando Metarhizium anisopliae contra a cigarrinha Tomaspis liturata. Conheca os fungos que aparecem em cada plantacao expecifica no artigo abaixo.

Cantina Da Massa
(61) 3226-8374
CLS 302 BL A, Lj 4
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Le Français Restaurant
(61) 3225-4583
CLS 404 BL B, Lj 27
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Cafe Cancun
(61) 3327-1451
SCN Qd 2 BL D, s/n Lj 52; Liberty Mall
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Brasília Clube de Xadrez
(61) 3274-5375
Scrn 706/707 Bl D, s/n, en 12, s 301
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Centro de Treinamento Esgrima Brasília
(61) 3242-5497
Sces Tr 1, s/n, lt 3
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Fuji sushi
(61) 3224-6255
SCS Q 7 BL A, Lj 64
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Aabb-associação Atlética Banco do Brasil
(61) 3223-0078
Sces Tr 2, s/n, lt 16
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Dragon King
(61) 3328-4030
SCN Q 5 BL A, Brasília Shopp Lj 223
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Aero Clube de Brasília
(61) 3225-9811
Sgas 903, Lt 77
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Haná Japanese Food
(61) 3242-7331
CLS 408 BL B, Lj 35
Brasilia, DF

Dados Divulgados por
Dados Divulgados por

Situação atual do uso de fungos entomopatogênicos

Introdução

Os fungos entomopatogênicos vêm sendo estudados no Brasil desde 1923, quando Pestana identificou duas espécies de cigarrinhas infectadas por M. anisopliae, que ele chamou de Penicillium anisopliae naquela ocasião. O primeiro trabalho de pulverização de fungo em campo no Brasil foi realizado por Moreira aplicando Metarhizium anisopliae contra a cigarrinha Tomaspis liturata, mas infelizmente não teve sucesso.

Somente na década de 40 estudos experimentais sobre o uso de fungos entomopatogênicos para controle de cigarrinhas da cana-de-açúcar voltaram a ser realizados, no estado de Sergipe.

O consultor da FAO, o italiano Pietro Guagliumi, realizou vários trabalhos de laboratório e de campo, a partir de 1955, sobre controle biológico de cigarrinhas da cana-de-açúcar e das pastagens por meio do fungo M. anisopliae. Depois disso, vários autores brasileiros passaram a pesquisar o uso de fungos para o controle de diferentes espécies de insetos-praga. A tecnologia de produção massal de M. anisopliae no Brasil foi melhorada por Aquino e outros pesquisadores com a utilização de arroz autoclavado como substrato sólido em sacos plástico feitos de polipropileno, o que serviu de modelo básico para vários outros cientistas brasileiros e até de outros países.

Um grande projeto governamental executado nas décadas de 60 e 70 chamado Codecap, no estado de Pernambuco, deu início a vários estudos sobre controle biológico da cigarrinha da cana-de-açúcar com o fungo M. anisopliae e aplicações em grandes áreas de canaviais nordestinos.

Marques e outros pesquisadores publicaram orientações técnicas sobre a produção massal de M. anisopliae para controle de cigarrinhas, incluindo métodos e processos utilizados, custos de instalação, equipamentos e pessoal necessário para uma inoculação de fungo em 500 garrafas por dia. Hoje, no Brasil, várias instituições públicas e privadas realizam estudos e produzem fungos em larga escala para a utilização no controle de pragas.

Características da produção de fungos no Brasil
Segundo Faria e Magalhães, a produção massal de fungos entomopatogênicos no Brasil é tradicionalmente realizada empregando-se arroz cozido como substrato. Após a colonização do arroz pelo microrganismo, a mistura "arroz + fungo" é triturada e comercializada na forma de pó molhável. Alternativamente, a mistura "arroz + fungo" é vendida sem trituração, ficando a cargo dos produtores rurais a tarefa de lavar o substrato com água para remoção dos esporos.

Faria e Magalhães relatam que as quatro maiores biofábricas brasileiras do setor processam atualmente algo em torno de 155 toneladas de arroz ao ano. Na Tabela 2.1 tem-se uma estimativa da área tratada anualmente para o controle de diferentes insetos-pragas. Além disso, Alves e Pereira relataram em 1998 que universidades, institutos de pesquisa e algumas usinas de cana-de-açúcar e fazendas produtoras de látex - neste caso para consumo próprio - também produzem os fungos M. anisopliae e Sporothrix insectorum, sendo o volume de arroz processado ao ano estimado em 23 toneladas. É provável que o volume de micoinseticidas em comercialização no Brasil, considerando ainda as produções de empresas de menor porte, resulte no tratamento anual de 120-150 mil hectares. Os números são bastante modestos, sobretudo quando comparados com inseticidas químicos ou mesmo com produtos biológicos como o Dipel e Thuricide (constituídos de esporos e toxinas da bactéria Bacillus thuringiensis como ingredientes ativos e destinados para o controle de lagartas) ou como o Baculovirus anticarsia utilizado anualmente em 1,6 milhão de hectares para o controle da lagarta da soja, Anticarsia gemmatalis. Porém, o contexto atual mostra-se favorável ao crescimento do mercado de micoinseticidas, segundo os referidos autores.

Tabela 2.1. Área tratada anualmente com fungos entomopatogênicos produzidos pelas quatro maiores empresas brasileiras do setor.

Cultura: Pastagens
Praga: Cigarrinhas
Fungo: Metarhizium anisopliae
Área (ha): 86.500

Cultura: Cana-de-açúcar
Praga: Cigarrinhas
Fungo: Metarhizium anisopliae
Área (ha): 12.900

Cultura: Mamão
Praga: Ácaros
Fungo: Beauveria bassiana
Área (ha): 4.900

Cultura: Café
Praga: Broca-do-café
Fungo: Beauveria bassiana
Área (ha): 1.100

Cultura: Citrus
Praga: Cochonilha ortézia
Fungo: Beauveria bassiana
Área (ha): 600

Cultura: Horticultura
Praga: Diversas
Fungo: Beauveria bassiana
Área (ha): 300

Cultura: Seringueira
Praga: Percevejo-de-renda
Fungo: Sporothrix insectorum
Área (ha): 1.600

TOTAL (ha)107.900
Fonte: Faria & Magalhães (2001)

Onde e quando utilizar fungos ontomopatogênicos no Brasil?
Alves determinou os requerimentos de três isolados do fungo M. anisopliae, em termos de temperatura e umidade relativa do ar no ambiente, para se obter uma alta produção de conídios viáveis, que favorecerão a ocorrência de epizootias (ocorrências da doença de forma generalizada na população dos insetos, favorecendo o controle da praga) no local da aplicação. Eles são:

 22 ºC de temperatura associada com umidades relativas iguais ou superiores a 50%;
 26 ºC associados com umidades relativas iguais ou superiores a 70%;
 30 ºC e 34 ºC associados com umidades relativas iguais ou superiores a 90%.

O mesmo autor desenvolveu um método utilizando climogramas com o objetivo de determinar as regiões ou microrregiões mais indicadas e os meses do ano mais apropriados para aplicações de fungos. Esse método também se mostrou útil para a previsão de ocorrência de epizootias em diferentes regiões do Brasil.

Serviço:
Roberto Teixeira Alves é pesquisador da Embrapa Cerrados e especialista em Entomologia.
E-mail: ralves@cpac.embrapa.br

Marcos Rodrigues de Faria é pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e especialista em Entomologia

Nota: É proibida a reprodução deste texto em qualquer veículo de comunicação sem a autorização expressa do autor. Só serão permitidas citações do texto desde que acompanhadas com a referência/crédito do autor.

Fonte: Roberto Teixeira Alves, pesquisador da Embrapa Cerrados, e Marcos Rodrigues de Faria, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

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