Varizes: o eterno combate das mulheres São Paulo, São Paulo

As varizes atingem 35% da população brasileira acima dos 15 anos. Podemos prolongar o surgimento das varizes com alguns hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos e controle da obesidade. Veja mais no artigo abaixo.

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Varizes: o eterno combate das mulheres

As varizes atingem 35% da população brasileira acima dos 15 anos. Essa percentagem sobe para 70% quando o grupo observado é composto por pessoas acima dos 70 anos. As veias dilatadas, alongadas e tortuosas nas pernas causam dor, sensação de cansaço, inchaço, cãibras, além do incômodo estético. Segundo os especialistas, o fator predominante do surgimento deste mal é genético. "Podemos prolongar o surgimento das varizes com alguns hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos e controle da obesidade", diz o cirurgião vascular Eduardo Toledo Aguiar, livre docente da Universidade de São Paulo (USP).

As mulheres são as principais vítimas desta doença: num grupo de 10 pessoas, três têm varizes e todas são do sexo feminino. OS vilões dessa história são tipicamente femininos: o uso de pílulas anticoncepcionais, a reposição hormonal, a gravidez e o uso de salto alto. "Depilação com cera quente e calças justas são fatores que contribuem para o surgimento do que chamamos de varizes adquiridas", afirma o cirurgião vascular Jorge Kalil, chefe do serviço de cirurgia vascular do Hospital São Luiz, em São Paulo.

O principal desconforto estético é causado pelas alterações na pele com o surgimento de manchas de tonalidade azul escuro, que podem avançar para as nódoas de tom castanho escuro, com possibilidade de culminar em úlceras, ou seja, feridas nas regiões mais afetadas (pernas e tornozelos). Apesar dos avanços tecnológicos, os especialistas ressaltam que não há cura definitiva para a doença. "Não há cura total, mas com os tratamentos, conseguimos evitar que o indivíduo sinta dores ou tenha as pernas inchadas", destaca Aguiar.

Com este cenário, os métodos mais utilizados atualmente já são velhos conhecidos da sociedade: a escleroterapia, popularmente conhecida como secagem, ou a cirurgia. "A cirurgia só é feita em pacientes que tem varizes no grau 4, com veias calibrosas. Neste caso, o tratamento não é só um fator estético, mas também prevenir de futuras seqüelas", explica Kalil. Nos graus 1 e 2, o especialista afirma que a secagem é o método mais aplicado e, no grau 3, a microcirurgia - com finas agulhas - é o tratamento mais indicado.

Ambos reiteram que a prevenção é o melhor tratamento. "O primeiro diagnóstico é visual. Mas se não tratadas de forma correta, as varizes podem progredir e gerar severas complicações como eczemas, tromboses, úlceras e hemorragias", destaca Eduardo Toledo Aguiar. "O cirurgião vascular brasileiro é o melhor do mundo. Além disso, hoje os tratamentos são minimamente invasivos e não há nenhuma restrição", destaca Jorge Kalil.

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