Sucos naturais Fortaleza, Ceará

"Com melhores processos de beneficiamento da castanha de caju" A produção da castanha de caju, que sempre foi tradição e fonte de renda para mais de 100 famílias, está abandonando as antigas práticas de fundo de quintal para ganhar espaço e valor nas prateleiras. Leia mais no artigo abaixo.

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Escola de 1 Grau Madre Tereza de Calcuta
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Escola de 1 Grau Professora Adelia Brasil Feijo
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Escola Integrada 2 de Maio
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Palestrante André Morrevi
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Escolinha Sonho Meu
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Centro Educacional Professora Maria José Santos Ferreira Gomes
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Escola de 1 Grau Santa Tereza
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Sucos naturais

Publicidade "Com melhores processos de beneficiamento da castanha de caju, renda das famílias do município de Jacaraú (PB) dobrou"

Jacaraú - No município de Jacaraú (PB), a 84 quilômetros de João Pessoa, a produção da castanha de caju, que sempre foi tradição e fonte de renda para mais de 100 famílias, está abandonando as antigas práticas de fundo de quintal para ganhar espaço e valor nas prateleiras de padarias, supermercados e lojas de produtos turísticos.

Em Lagoa de Dentro, a 'Castanha de Caju Jacaruense', como foi batizada, já conquistou espaço adequado para o processo de beneficiamento, embalagens apropriadas, rótulos com data de validade, venda fracionada e, principalmente, preço justo em mercados como de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira e até no Rio Grande do Norte. A pequena comunidade do município de Jacaraú tem cerca de 70 famílias trabalhando há anos na atividade.

Aumentando seu poder de aceitação no mercado, os produtores da comunidade comemoram o crescimento da produção. Atualmente, são cerca de 12 mil quilos por mês, o que significa uma renda média mensal em torno de dois salários mínimos por família.

Segundo o consultor do Sebrae na Paraíba, Diógenes Vasconcelos, as boas perspectivas começaram a surgir há cerca de quatro anos, quando a instituição selecionou um grupo de produtores para participar de um treinamento. O objetivo era despertar a capacidade empreendedora do grupo para maior qualificação da produção e, conseqüentemente, agregação de valor ao produto.

"Assadas de maneira primitiva e sob palhoças precárias armadas nos quintais das casas, a castanha era vendida em sacas de 30, 50 e 100 quilos, por um preço irrisório, variando de R$ 10 a R$ 11 o quilo, e que, geralmente, era imposto pelo comprador", explica o consultor do Sebrae. "Uma parte do grupo acreditou na proposta e organizando-se na Associação dos Moradores de Lagoa de Dentro e Pirari (sítio vizinho), decidiu por o projeto à frente", conta.

Contando também com o apoio Prefeitura Municipal de Jacaraú, foram desenvolvidas diversas capacitações para melhores práticas de beneficiamento, manuseio de embalagens e equipamentos, comercialização, noções de marketing, rótulo e cálculo de preço. Através do Projeto Cooperar, foi viabilizada ainda a aquisição de uma estufa e demais equipamentos necessários para maior higiene no processo de beneficiamento e fracionamento do produto.

"A gente descobriu uma nova forma de beneficiar e comercializar nosso produto. Agora a castanha passa por um processo de seleção, é levada à estufa e depois é fracionada em embalagens de 50, 100, 250 e 500 gramas. A procura aumentou, a castanha ganhou espaço em mercados mais seletivos, como lojas de produtos naturais, de produtos turísticos, feiras e eventos. Nosso rendimento praticamente dobrou", revela Paulo Gilson, presidente da Associação.

Conquista

A mais recente conquista dos produtores é a construção de nove mini-galpões que estão funcionando como unidades de produção familiar, oferecendo melhores condições de trabalho com higiene e conforto. O benefício foi obtido através da Emater/BNB, com recursos do Pronaf Agroindústria.

Segundo José Nicácio Moura, presidente do Consórcio de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local Sustentável do Litoral Norte da Paraíba (Consad), já está prevista a construção de uma grande unidade de envasamento, ocupando uma área de 700 metros quadrados, onde todos os produtores da região terão espaço mais amplo, equipamentos mais modernos para embalagem e estufa com maior capacidade de atender a produção.

O terreno já foi doado por um produtor da região e o projeto será viabilizado com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Prefeitura de Jacaraú. "A expectativa é criar uma cooperativa da agricultura familiar atendendo toda produção da castanha em Jacaraú", afirma Nicácio.

Fonte: ASN - por Kamille Carneiro

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